10 riffs clássicos que surgiram por acidente

Por incrível que pareça, alguns dos riffs mais conhecidos da história do rock surgiram de forma inesperada.
Enquanto alguns admiradores acham que certas sequências de notas que marcaram gerações foram planejadas com cuidado, a realidade é que, muitas vezes, ícones da guitarra criaram seus maiores riffs por puro acaso.
Alguns surgiram de improvisos e experimentações, outros de erros que fizeram sentido ao serem combinados com a melodia certa, sempre reforçando a importância da combinação entre o som da guitarra e dos outros instrumentos que costumam contribuir para o resultado final.
Bandas como Nirvana, Guns N’ Roses, Rage Against the Machine e Black Sabbath estão entre as que possuem riffs clássicos que surgiram despretensiosamente. Confira abaixo uma lista, reunida pela Far Out, com mais detalhes sobre a origem deles!
10 riffs clássicos que surgiram por acidente
Guns N’ Roses – “Sweet Child O’ Mine”
Appetite for Destruction surgiu de uma forma bastante espontânea, com o processo de criação das músicas fluindo bem no estúdio, e o riff do hit “Sweet Child O’ Mine” veio de uma brincadeira de Slash. O lendário guitarrista do Guns N` Roses estava improvisando com uma progressão de acordes que ele tinha criado, que imitava o som de um circo itinerante, para passar o tempo antes da banda chegar no estúdio.
Porém, ao começar a improvisar com Steven Adler, o som tomou forma. Quando os integrantes se reuniram para gravar, Slash não teve tempo de explicar que era uma brincadeira e o improviso do guitarrista se tornou base para uma das canções mais emblemáticas do rock.
Pearl Jam – “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”
Após o impacto do emblemático disco de estreia Ten e uma agenda de shows intensa, o Pearl Jam voltou ao estúdio no início de 1993 para enfrentar o desafio de seguir o sucesso comercial de seu primeiro álbum. Porém, foi em um momento de pausa que Eddie Vedder criou uma das baladas mais marcantes do grupo.
Depois de passar meses sem compor, Vedder voltou a se inspirar após pegar um violão do lado de fora de sua casa e começar a dedilhar acordes abertos sem algo específico em mente. Foi assim que surgiu “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”, faixa que aborda a história de uma mulher presa em sua pequena cidade.
Deep Purple – “Highway Star”
Cansado de sempre ouvir as mesmas perguntas durante os shows do Deep Purple, Ritchie Blackmore decidiu mostrar na prática como criava uma música, mas ele não imaginava que ali iria surgir um dos seus riffs mais conhecidos.
Após ser questionado sobre composição durante uma viagem de ônibus da banda em direção a um show, Blackmore pegou seu banjo e começou a dedilhar uma corda solta enquanto olhava pela janela. Apesar da intenção ter sido provocar os jornalistas, o ritmo daquela nota única fez Ian Gillan compor “Highway Star”, refletindo sobre as maravilhas de viajar em alta velocidade.
Foo Fighters – “Everlong”
Depois de ter composto o primeiro disco do Foo Fighters praticamente sozinho, Dave Grohl decidiu levar a composição mais a sério no álbum The Colour and the Shape. Ainda assim, “Everlong”, um dos maiores sucessos daquela fase da banda, surgiu após Grohl ter errado uma nota no estúdio.
Durante a gravação de “Monkey Wrench”, Grohl experimentou diferentes acordes na afinação Drop D antes de encontrar uma combinação inesperada que daria início à música. Em seguida, com aquela nova progressão como base, ele compôs uma faixa inteira falando abertamente sobre sua recente separação e como ele e seu antigo amor poderiam se conectar através da música.
Black Sabbath – “Paranoid”
O Black Sabbath já era conhecido pelos riffs longos criados por Tony Iommi, mas durante o processo do seu segundo disco de estúdio, Paranoid, o grupo foi informado pela gravadora de que eles ainda não tinham músicas suficientes para completar o álbum. E foi assim que a faixa-título, “Paranoid”, surgiu.
Enquanto os outros membros da banda fizeram uma pausa, Iommi ficou no estúdio criando o riff da música, que foi inspirada pelas lutas de Geezer Butler contra a depressão na época e que antecipou o punk rock com sua pegada direto ao ponto. A música em questão se tornou um dos grandes hinos do heavy metal.
Rage Against the Machine – “Killing in the Name”
Tom Morello, assim como muitos guitarristas, sempre teve o costume de experimentar novas afinações, e foi enquanto trabalhava como professor de guitarra que ele criou um dos riffs mais emblemáticos dos anos 90.
Ao explicar aos alunos como funcionava a afinação Drop D, Tom escreveu de forma repentina o riff de “Killing in the Name”. Depois de interromper a aula, o músico gravou o riff em um gravador pessoal e, a partir dele, deu início à primeira leva de músicas do Rage Against The Machine.
Enquanto o metal estava perdendo o destaque no início dos anos 90, Morello anunciou o protagonismo do rap rock com apenas algumas notas.
Radiohead – “Creep”
Sabemos que o Radiohead tem uma certa aversão ao seu hit “Creep”, mas a verdade é que a banda não tem uma boa relação com a faixa desde quando ela foi gravada. Durante as primeiras sessões do álbum Pablo Honey, o grupo liderado por Thom Yorke decidiu que não iria mostrar a faixa à gravadora, mas uma pessoa a encontrou em uma fita demo e insistiu para que eles trabalhassem na canção.
Já que havia aceitado gravar contra sua vontade, Jonny Greenwood, irritado, apostou em um som de guitarra com batidas bruscas que antecipam o refrão, e que se tornou um verdadeiro clássico, anunciando a chegada do refrão antes da explosão do resto da banda.
Metallica – “Nothing Else Matters”
James Hetfield é conhecido como um dos grandes mestres dos riffs do Metallica. E apesar da contribuição de Kirk Hammett, o estilo das criações do frontman da banda ajudou a impulsionar o grupo em diferentes fases de sua carreira.
No entanto, enquanto a maioria dos riffs de James eram construídos a partir de sua técnica apurada, “Nothing Else Matters” surgiu por puro acaso.
Falando ao telefone com um violão no colo, Hetfield começou a dedilhar cordas soltas e acabou criando uma sequência de acordes que seria incluída em “Nothing Else Matters”. Apesar de não ter a intenção de transformar a música que fala sobre a vida de um homem na estrada com saudades da esposa em casa em uma faixa do Metallica, Lars Ulrich sugeriu que trabalhassem nela juntos.
Mesmo com a banda ficando um pouco relutante quando o acompanhamento orquestral foi adicionado à música, a faixa se tornou um marco na carreira do grupo.
The Beatles – “And I Love Her”
Os Beatles gravaram a maior parte do disco A Hard Day’s Night de forma improvisada enquanto o grupo começava a se dedicar ao seu primeiro filme. Após Paul McCartney ter apresentado a balada romântica “And I Love Her”, George Harrison sentiu que faltava algo na canção.
O guitarrista criou um riff de guitarra na hora, ao mesmo tempo em que o grupo começava a gravar a música no estúdio. Mais tarde, Macca apontou que Harrison poderia facilmente ter sido creditado como um dos compositores da faixa, já que seu riff deu vida à canção.
Eagles – “Life in the Fast Lane”
Após as turnês dos Eagles terem sido um grande sucesso, Glenn Frey e Don Henley estavam se sentindo pressionados a entregar um material de destaque no álbum Hotel California e a chegada de Joe Walsh na guitarra da banda parece ter sido uma das soluções.
Em uma das primeiras sessões do álbum, Walsh improvisou um riff que usava apenas como exercício técnico; ao alterar um pouco o ritmo, o som de Walsh inspirou “Life in the Fast Lane”, uma música que Frey e Henley compuseram sobre os perigos do estilo de vida hollywoodiano.
A canção marcou um retorno dos Eagles ao rock, após eles terem explorado elementos mais suaves em seus discos anteriores.
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Lara Teixeira




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