Luiz Caldas e como o Rock Progressivo influenciou o surgimento do Axé

Luiz Caldas é considerado o “Pai do Axé” e, certa vez, ele compartilhou algumas curiosidades interessantes ao falar sobre a origem do gênero que virou um marco do Carnaval.
O perfil Cortes MPB, no Instagram, aproveitou o clima de folia para resgatar um vídeo de quando o músico baiano participou do Programa do Porchat, da Record. Em conversa com o apresentador Fábio Porchat, Caldas apontou que acha engraçado definições como “Rei ou Pai do Axé”, mas ressaltou que, no seu caso, as pessoas estavam corretas em defini-lo assim.
Inicialmente, o cantor contextualizou o cenário que encontrou ao subir pela primeira vez em um trio elétrico, apontando que só se tocava frevo e, eventualmente, samba. Em seguida, ele disse que ajudou a redefinir o repertório apresentado nos trios entre 1978 e 1980.
Revelando ser um apreciador de Rock Progressivo, Luiz Caldas explicou que o Axé surgiu de uma mistura de nomes como Emerson, Lake & Palmer, Pink Floyd e Martinho da Vila:
“Eu venho do baile, porque eu comecei a cantar em baile com sete anos de idade. Foi onde eu me tornei multi-instrumentista, porque eu morava na sede dos grupos, num galpão cheio de instrumentos. Então, eu ficava a noite toda só ouvindo Emerson, Lake & Palmer, Pink Floyd, Martinho da Vila, uma miscelânea musical louca, e tocando todos os instrumentos.
A primeira música que eu cantei [profissionalmente] foi “I’ll Be There”, do Jackson Five, com sete anos. […] Então, com 16 anos, eu chego no trio e era uma coisa interessante. Eu tocava no baile, como eu disse aqui, uma gama de músicas diferentes, maravilhosas, entendeu? Você terminava de tocar Roberto Carlos e você tocava Stevie Wonder.”
Luiz Caldas e como o Rock Progressivo influenciou o surgimento do Axé
Caldas apontou ainda que a Axé Music nasceu da sua vontade de tocar outro estilo que não fosse o frevo e que fizesse o folião dançar, e não apenas pular. Ao contar sobre o desenvolvimento do gênero, ele apontou:
“Eu comecei a fazer músicas. Eu fui pro trio Tapajós, do Orlando Campos, que é um cara maravilhoso. Ele tinha uma visão muito aberta quanto a isso, tanto que [fez] os trios ‘Caetanave’, ‘Saborosa’, que era uma garrafa… Ele fazia trios de vários formatos, era um cara visionário já pra aquela época.
Então, ele me deixou à vontade no estúdio e eu coloquei piano acústico, coloquei bateria, baixo, instrumentos que não tinham ainda no trio elétrico.”
Nas músicas e apresentações de Luiz Caldasa é possível perceber a forte influência do Rock and Roll na sua maneira de tocar guitarra. Aliás, vale muito a pena acompanhar seu perfil no Instagram, onde ele constantemente compartilha versões para clássicos do gênero!
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Lara Teixeira
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