Zé Ramalho e a emocionante história por trás de “Chão de Giz”

O clássico “Chão de Giz”, de Zé Ramalho, integra a lista de canções brasileiras que surgiram de histórias pessoais e intensas, transformando dor e desilusão em versos marcantes.
Em um vídeo recente, o cantor e criador de conteúdo Raul Ruffo compartilhou em sua conta do Instagram a história por trás da composição, que aborda a paixão proibida de um jovem estudante de medicina por uma mulher casada da alta sociedade paraibana. Na introdução, ele disse:
“Talvez essa seja a música mais enigmática de todas e a que mais me pediram para contar.”
De acordo com Ruffo, o rapaz tinha 18 anos quando deixou o interior para estudar na capital e, ao explorar a cidade, se envolveu com uma mulher mais velha, casada e da alta sociedade:
“E esse rolo com cheiro de pólvora durou bastante tempo, mas esse tipo de coisa uma hora acaba e normalmente não acaba bem. Depois de se divertir muito com o menino, a mulher começou a perceber que ele estava ficando apaixonado por ela. Percebendo que aquele lance com o menino poderia se tornar uma tragédia, ela resolveu terminar tudo com ele e o menino foi pro fundo do poço.”
Porém, foi no fundo do poço que Zé Ramalho teria encontrado um dos maiores sucessos de sua carreira. Raul apontou que existem quatro teorias para explicar o nome “Chão de Giz” e, para ele, a mais interessante é a quarta:
“A primeira diz que é uma metáfora para um piso frágil que pode quebrar a qualquer momento. A segunda diz que o nome é uma referência pra uma substância proibida que eles usavam na época.
A terceira diz que o nome é parte do nome dessa mulher mais velha. E a quarta diz que em algumas regiões do Nordeste, quando o cara começava a desconfiar que estava sendo corno, espalhava um pó branco bem fino embaixo da janela para registrar depois as pegadas.”
Zé Ramalho e a história por trás de “Chão de Giz”
Depois de lembrar do trecho da música que diz “Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz”, Ruffo revelou que a mulher em questão se chamava Giza e era da alta sociedade paraibana.
Ele conta que, quando a mulher saía nas colunas sociais, “Zé Ramalho rasgava, recortava o marido dela da foto e guardava”, o que teria dado origem ao verso que diz “Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde”. Raul então, aponta:
“Amiúde é o que acontece várias vezes. E o Zé fazia isso tanto que tinha um monte de foto dela acumulada. Mas agora não fazia mais sentido guardar. ‘Eu vou te jogar num pano de guarda-confete’. É um saco onde as costureiras jogavam os restos de tecido. O marido dela era muito poderoso na sociedade. E por isso, mesmo que o Zé viesse com toda a força, não ia dar pra vencer essa briga.”
Para Zé Ramalho, então, não valeria a pena ficar com a mulher casada apenas “pelos prazeres da carne” – e como ela não tinha interesse em ficar somente com ele, ele decide sair de cena mesmo sofrendo, cantando: “no mais, eu estou indo embora”.
Relembre este clássico de Zé Ramalho e ouça a explicação na íntegra logo abaixo!
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Lara Teixeira
Zé Ramalho e a emocionante história por trás de “Chão de Giz”




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