Joan Jett celebra Bad Bunny e explica por que ele tem energia Punk

Joan Jett celebra Bad Bunny em nova entrevista
Fotos via Wikimedia Commons e Spotify

A participação de Joan Jett no podcast comandado por Kathleen Hanna rendeu um papo sensacional. Ícones de gerações diferentes do Punk e do Rock Alternativo, as duas conversaram sobre temas como carreira, ativismo, independência artística, e até surpreenderam ao destacar a importância de Bad Bunny no cenário musical atual.

Durante o episódio, Joan relembrou momentos marcantes de sua trajetória à frente do The Runaways e depois em carreira solo, reforçando a importância da autonomia feminina na indústria fonográfica.

Kathleen, conhecida por sua influência no movimento riot grrrl, puxou a conversa para artistas contemporâneos que rompem barreiras de gênero e linguagem, ponto em que Benito Antonio entrou na pauta. Em sua provocação, Hanna perguntou:

“Você acredita que a música ainda tem o papel de moldar a forma como as pessoas respondem ao mundo?”

Ao que a entrevistada, como você pode ver no corte ao final da matéria, respondeu:

“Com certeza, pergunte ao Bad Bunny. Sabe, quero dizer, até mesmo quando ele não diz nada especificamente com sua letra, ele está usando essa gigante plataforma que deram a ele para [trazer à] discussão problemas que são realmente importantes para os americanos, e para mais e mais americanos conforme eles percebem o que vem acontecendo no mundo. Dizer ‘cale a boca e cante’ nunca foi realmente o que músicos fazem, ou o que artistas fazem.”

Através de sua fala, Jett associou o astro porto-riquenho à quebra de padrões semelhante ao que vimos com a cena Punk nos anos 1970. Concorda?

Joan Jett celebrou trabalho de Bad Bunny

Quem conhece Bad Bunny sabe que ele desafia expectativas dentro do universo do Reggaeton e do Trap latino, usando todos seus recursos como extensões de sua arte.

A atitude do cantor em prol das liberdades individuais dialoga diretamente com princípios históricos do Punk, o que nitidamente foi assimilado por Joan Jett. Assim como ela fez no passado, Benito muitas vezes questiona normas e contesta padrões ultrapassados.

Ver um artista latino alcançar projeção global sem abrir mão de cantar majoritariamente em espanhol representa uma transformação estrutural na indústria, algo que artistas mulheres como Joan Jett e Kathleen Hanna lutaram para conquistar ao longo de anos.

Faz sentido essa associação, né?

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Gabriel von Borell

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