5 diretoras brasileiras que você precisa conhecer

5 diretoras brasileiras que você precisa conhecer
Divulgação | Reprodução/Instagram | Foto por MAR+VIN/Reprodução/Instagram

Do auge da MTV aos lançamentos pensados para as plataformas de música e para as redes sociais, a cena musical sempre foi impulsionada por imagens que ajudam a construir e fortalecer a identidade dos artistas.

No Brasil, cada vez mais diretoras têm assumido um papel relevante nos bastidores das carreiras musicais, contribuindo através de criações de narrativas e definições estéticas para transformar canções em experiências visuais marcantes.

Para a diretora criativa Gabriela Grafolin, que já trabalhou com artistas como Carol Biazin, Jão, LVCAS e na estreia musical de Cruz Beckham, os clipes ocupam um lugar central nesse processo. Ao TMDQA!, ela explicou:

“O clipe é uma ferramenta central de construção de universo. Ele ajuda a traduzir visualmente quem aquele artista é, quais símbolos, referências e emoções fazem parte da identidade dele. Quando funciona bem, o clipe não se torna uma peça isolada, ele vira parte de uma narrativa maior que conecta estética, performance e imaginário. Além, claro, de ser uma das peças mais fortes e importantes na forma como os fãs se conectam com o artista.”

Grafolin também destaca que, para conseguir equilibrar a visão criativa do artista com sua assinatura enquanto diretora, o processo precisa começar pela escuta:

“Antes de pensar em estética ou narrativa, eu tento entender qual é o universo emocional daquela música e o que o artista quer comunicar, porque muitas vezes existem camadas ali que ainda estão mais no campo da intuição. A partir disso, o meu trabalho passa a ser traduzir essas intenções em linguagem visual. Isso envolve decisões muito concretas de direção: a forma como a história é construída, os enquadramentos, os ângulos, o ritmo de montagem, a atmosfera visual e até a maneira como o artista ocupa o espaço em cena.”

Diretoras estão em destaque na cena musical

Como falamos acima, muitas diretoras brasileiras estão sendo reconhecidas por suas colaborações, seja através de premiações ou por convites para mais trabalhos.

Segundo Gabriela, uma nova geração tem buscado desenvolver linguagens próprias, trabalhando com mais liberdade e reunindo referências de cinema, moda, arte e cultura digital. O resultado é um campo criativo mais potente, que amplia as possibilidades estéticas dentro do audiovisual.

Ao mesmo tempo, ela diz que ainda sente que alguns trabalhos tentam explicar demais, sem oferecer muito espaço para que o espectador consiga pensar ou interpretar:

“O Brasil tem um imaginário visual extremamente rico: histórico, cultural e afetivo, e ainda podemos explorar isso de maneiras mais simbólicas, mais abertas à interpretação. Mas isso não significa que tudo precise ser conceitual.

Um clipe também pode simplesmente ser divertido de assistir, ter ritmo, energia e imagens que prendem o olhar. Ele pode ser um espaço de investigação visual e narrativa, onde a imagem não apenas acompanha a música, mas cria novas camadas de sentido. Quando confiamos mais na força das imagens do que na explicação, o clipe deixa de apenas ilustrar a música e passa a expandir o universo dela.”

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8 de Março, reunimos em uma lista cinco diretoras brasileiras que estão realizando trabalhos incríveis ao lado de nomes fenomenais da música. Confira abaixo!

5 diretoras brasileiras que você precisa conhecer

Gabriela Grafolin

A diretora criativa Gabriela Grafolin é um dos nomes em ascensão no audiovisual ligado à música pop nacional. Dividindo atualmente sua rotina entre Los Angeles e São Paulo, ela ganhou destaque nos últimos anos após uma série de trabalhos com Carol Biazin, dirigindo produções de clipes e criando conceitos visuais para álbuns como REVERSA, REVERSA [in]ato e No Escuro, Quem É Você?.

Como explicou ao TMDQA!, sua assinatura aparece na forma como ela organiza os elementos, incluindo símbolos, imagens e atmosfera, para conseguir ampliar visualmente o que a música já carrega, mas usando seu olhar, sua linguagem e suas referências sempre com base na proposta que surge da identidade do artista.

Letícia Ribeiro

A diretora Letícia Ribeiro tem marcado a indústria da música e da publicidade com suas ideias nada convencionais. Extremamente criativa, a profissional muitas vezes se envolve em todos os processos da criação, desde a construção de roteiros até escolha de figurinos e cenários criados do zero.

Esse universo próprio de Letícia pode ser encontrado no clipe de “Rio Dentro do Mar”, da carreira solo de Samuel Rosa. O ex-líder do Skank convidou Ribeiro para ser a diretora e criar o conceito, o cenário e toda a narrativa de seu vídeo. Tornando o convite ainda mais especial, ela ainda atuou no clipe.

Aline Lata

Aline Lata também tem se consolidado como um nome importante na direção de projetos audiovisuais ligados à música. Suas produções costumam ir além da simples performance musical, criando pequenas histórias ou atmosferas que dialogam com a música e com o universo do artista, além de fazer experimentações estéticas com escolhas visuais mais ousadas.

Sua habilidade em construir esses conceitos visuais já lhe renderam reconhecimento na indústria, incluindo uma indicação ao prêmio de Diretora de Videoclipe do Women Music Event (WME) Awards 2025, e também no m-v-f- (Music Video Festival). No ano passado, Aline foi responsável pela direção criativa dos audiovisuais de Divina Casca, álbum de Rachel Reis indicado ao Grammy Latino.

Nídia Aranha

Nídia Aranha ficou conhecida nos últimos anos como uma das profissionais mais inovadoras da cena brasileira, sendo premiada no m-v-f- em 2021 com o clipe de “Gueto”, de IZA, e em 2022 com o vídeo de “A Queda”, de Gloria Groove, além de ter contribuído na direção criativa e artística dos discos AFRODHIT (2023) e Lady Leste (2022), respectivamente de cada artista já citada.

Entusiasta do cinema, da moda e arte contemporânea, Nídia disse à Billboard Brasil acreditar que a música é uma poderosa ferramenta de expressão e, quando combinada com imagem e vídeo, ela é capaz de invadir e redefinir novos territórios de discurso. Seu talento fez ela realizar outros trabalhos grandiosos, como a direção criativa da performance de Ludmilla no Coachella ao lado de Drica Lara.

Fernanda Souza (Correrua)

Fernanda Souza, também conhecida como Fernanda Correrua, é uma multiartista do audiovisual e costuma trabalhar em projetos que dialogam diretamente com a cultura da periferia. Famosa pelos registros de bailes funks, Fernanda já realizou uma exposição inspirada nos Racionais MCs.

Nos últimos anos, além de ter dirigido campanhas para marcas de moda, ter passado pela KondZilla e atuado como consultora para a série Sintonia, da Netflix, Correrua assinou a direção criativa dos últimos videoclipes de AJULIACOSTA, um dos nomes mais fortes da atual cena do Rap. As obras são marcadas por storytellings elaborados e uma identidade visual marcante, como você pode ver no vídeo de “O que a Julia vai ser?”.

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Lara Teixeira

5 diretoras brasileiras que você precisa conhecer


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