10 músicas que marcaram a vida de Wes Borland, do Limp Bizkit

Wes Borland, o excêntrico guitarrista do Limp Bizkit, construiu uma carreira que vai muito além dos riffs que ajudaram a definir o nu metal.
Dono de uma estética visual única, o músico tem uma trajetória marcada por experimentação e liberdade criativa, explorando outros gêneros em projetos paralelos como Big Dumb Face e Black Light Burns, ou quando trabalhou com artistas como Jonathan Davis, do KoRn, com Marilyn Manson ou com o rapper Tech N9ne.
Essa inquietação artística de Borland reflete tanto no resultado de suas obras como em seu gosto musical. Em entrevista à Metal Hammer (via Louder Sound), o guitarrista compartilhou as principais músicas que marcaram sua vida.
Sua seleção inclui desde o hardcore do Minor Threat até o groove metal do Prong e o rock alternativo do The Jesus Lizard. Outra banda que se destacou entre as escolhas de Wes Borland foi o Sepultura, influente banda de metal brasileira que encantou Wes com os discos Arise e Chaos AD.
Confira abaixo todas as escolhas de Wes Borland e os comentários do guitarrista sobre as músicas que marcaram sua vida!
10 músicas que marcaram a vida de Wes Borland
Minor Threat – “Filler”
“Eu não tinha um irmão mais velho, nem nenhuma figura mais velha na minha vida que curtisse música legal, então tive que descobrir tudo sozinho. Meu pai ouvia The Moody Blues, Bob Dylan e John Denver, e um monte de outras coisas com as quais eu não me identificava muito. Mas quando ouvi os dois primeiros discos do Minor Threat , por volta dos 10 ou 11 anos, fiquei meio que pirado.
Foi a primeira vez que senti vontade de tocar guitarra, e ‘Filler’ foi a primeira música que me fez sentir isso. Era empolgante, rápida e pesada, e parecia que estava superando tudo o que eu já tinha ouvido antes, fazendo uma diferença real de alguma forma. Então, o Minor Threat teve um impacto enorme em mim. Eles não se importavam em acertar as notas, e me ensinaram que nem tudo precisava ser perfeito, contanto que a intenção estivesse lá.”
Ministry – “Thieves”
“Essa foi a primeira vez que realmente ouvi máquinas fazendo música, e pessoas manipulando guitarras para torná-las mais rápidas do que você conseguiria tocar. ‘Thieves’ é tão rápida, e aquele riff é tão incrível, tão pesado. O que eu realmente gostava no Ministry era que eles tocavam um riff por uns sete minutos, quase te colocando em transe. Eu adorava ouvir música super pesada e brutal que soava como um trator, sem precisar ficar mudando de compasso ou dinâmica. Era simplesmente pulverizante, implacável e repetitiva de uma forma tão intencional.”
Prong – “Lost And Found”
“Essa era a faixa de single do álbum ‘Beg to Differ’, e o jeito de tocar guitarra do Tommy Victor realmente me inspirou. Depois do Minor Threat, eu meio que passei por algumas bandas de thrash metal, e depois disso cheguei ao Prong. Eles eram diferentes de uma forma que se destacava de muitas outras bandas. Eu também gostava do fato de serem um trio e da simplicidade dos riffs. O uso que eles faziam de afinação e harmônicos falsos, e como eles se inseriam nos riffs, foi outro momento de revelação para mim. Então eu tinha o Minor Threat pela velocidade e pelo peso, e aí veio o Prong e deu mais estrutura a esse peso, com o uso do espaço negativo.”
Primus – “Jerry Was A Race Car Driver”
“Primus foi a primeira banda em que ouvi o baixo como instrumento principal, e Les Claypool, como baixista, me influenciou muito como guitarrista, mais do que qualquer outro. Ter a alavanca de vibrato no baixo e simplesmente o jeito como ele tocava – isso mudou minha vida.”
Sepultura – “Dead Embryonic Cells”
“Eu curtia muito death metal e thrash metal há um tempo, mas o jeito que o Sepultura fazia era diferente. Eu só gosto mesmo de dois álbuns deles: ‘Arise’ e ‘Chaos AD’. Mesmo que meu bom amigo Ross [Robinson, produtor] tenha produzido ‘Roots’, eu não gosto tanto de Roots quanto desses outros dois discos, e não gosto de nada anterior a ‘Arise’. Mas esses dois álbuns são a definição de Sepultura, a mistura perfeita do metal da época com a bateria brasileira que o Sepultura fazia tão bem. E no que diz respeito à composição de riffs naquela época, Max Cavalera teve um impacto enorme em mim.”
Mr. Bungle – “Quote Unquote”
“Mr. Bungle me mostrou que era possível fazer tudo isso com música pesada, e que não precisava ser pesada o tempo todo: podia ser uma paisagem sonora, podia ser engraçada, técnica e não técnica, tudo na mesma música. Essa música me impactou mais como pintor do que como guitarrista, porque me fez visualizar o que era possível fazer em termos de misturar estilos sem se preocupar com nada, simplesmente criando arte.”
Dave Matthews Band – “Satellite”
“A Dave Matthews Band não é exatamente a minha banda favorita em termos de composição, mas aquele cara como guitarrista e os riffs que ele cria no violão me impactaram muito. Eu nunca quis gostar deles; na verdade, odiei a banda quando os ouvi pela primeira vez. Mas durante o período em que eles estavam no auge da popularidade, o jeito dele tocar violão não parava de me chamar a atenção, e eu sentia que não deveria gostar das músicas, mas algo na maneira como ele tocava era realmente interessante para mim. Então comecei a ouvi-los bastante e a mergulhar nos álbuns só para apreciar o jeito dele tocar, e isso realmente me influenciou. Alguns dos slides que eu uso vêm diretamente do Dave Matthews, e comecei a compor riffs mais pesados baseados nas técnicas dele de posicionar as notas e deslizar pelo braço do violão.”
The Jesus Lizard – “Gladiator”
“Essa música é uma das mais intensas já escritas. Começa com uma ferocidade insana, mas de alguma forma parece continuar crescendo como uma febre ao longo de toda a canção, até o final. Duane Denison é um guitarrista incrível e tem sido uma grande influência para mim, com tudo o que ele fez com o The Jesus Lizard e o Tomahawk, mas naquela banda o baixo e a bateria também eram como uma unidade de combate, e o peso estava todo na seção rítmica e na forma como suas músicas eram construídas.
David Yow provou que você não precisa ser cantor para ser um bom cantor. Ele simplesmente se tornou insano. Uma vez eu o vi usando apenas uma bota de cowboy, sem camisa, com as calças totalmente abertas e sem cueca, com os pelos pubianos à mostra. Ele vomitou duas vezes durante o show e já estava no meio da plateia em menos de 10 segundos após o início. Foi impressionante.”
John Zorn – “Bith Aneth”
“Adoro tudo o que John Zorn fez. Ele é um saxofonista de Nova York e produziu o primeiro álbum do Mr. Bungle. Ele lançou um álbum incrível chamado ‘Naked City’, criou seu próprio selo e trabalhou com várias pessoas diferentes, juntando músicos com formação clássica a artistas como Mike Patton e Dave Lombardo, e os dirigindo em experimentos musicais malucos.
Seu legado e tudo o que ele fez ao longo da vida influenciou muito o Mike Patton. Se você observar a trajetória de ambos, verá que Mike Patton seguiu muitos dos passos de John Zorn. Para mim, ele é um dos maiores músicos de todos os tempos, em termos de diversidade e abertura. Ele é capaz de apreciar desde um pintor talentoso até alguém que faz performances artísticas bizarras e vomita em si mesmo. Ele até dava um jeito de juntar essas pessoas e criar algo a partir disso. Ele faz esse tipo de coisa o tempo todo, e eu adoro isso nele.”
Portishead – “Mysterons”
“Portishead me impressionou demais, especialmente numa época em que eu ouvia principalmente coisas pesadas. Eles trouxeram algo completamente diferente que eu nunca tinha experimentado antes, mas que, por outro lado, era igualmente pesado: igualmente misterioso e emocionante. Eles conquistaram muita gente que eu conhecia e que também curtia música pesada. Não sei exatamente por que, talvez porque não existissem muitas bandas com um som parecido com o do Portishead. Eu detestava trip-hop. Eu simplesmente gostava deles porque eles estavam fazendo algo totalmente único e transcendental.”
OUÇA AGORA MESMO A PLAYLIST TMDQA! ALTERNATIVO
Clássicos, lançamentos, Indie, Punk, Metal e muito mais: ouça agora mesmo a Playlist TMDQA! Alternativo e siga o TMDQA! no Spotify!
O post 10 músicas que marcaram a vida de Wes Borland, do Limp Bizkit apareceu primeiro em TMDQA!.
Lara Teixeira
10 músicas que marcaram a vida de Wes Borland, do Limp Bizkit



Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.