Grimes diz que inteligência artificial é “maior que Jesus”

Grimes em 2026
Divulgação

A cantora Grimes compartilhou recentemente sua visão sobre os riscos e o impacto da inteligência artificial em uma conversa com a escritora Nnedi Okorafor para a revista Interview Magazine.

A entrevista, que também funcionou como divulgação de seu próximo álbum Psy Opera, marca um momento de reposicionamento público da artista após seu término com o bilionário Elon Musk.

Durante o papo, Grimes apresentou uma visão alarmista sobre o avanço da IA, a descrevendo como “a coisa mais perigosa que já aconteceu” e até mesmo como algo “maior que Jesus”, em uma tentativa de dimensionar o impacto potencial da tecnologia na história da humanidade.

Para ela, o desenvolvimento acelerado das inteligências artificiais exige atenção urgente, especialmente diante do risco de seu uso em conflitos militares. A artista ainda alertou que a falta de debate público qualificado pode levar a consequências catastróficas (via Consequence):

“Precisamos estar cientes do que está acontecendo e por que é perigoso. Vamos acabar em um desastre militar. Alguém vai me ouvir? Sem querer parecer arrogante, mas esta é a coisa mais perigosa que já aconteceu. É algo muito maior que Jesus. É como se o monoteísmo dominasse o mundo ocidental, se não muito, muito mais impactante.”

Grimes se manifesta sobre as inteligências artificiais no mundo

Ao se dirigir aos críticos mais radicais da tecnologia, Grimes argumentou que o afastamento dessas discussões pode agravar o problema. Segundo ela, a ausência de participação mais ampla da sociedade contribui para que o desenvolvimento da IA fique concentrado em ambientes menos seguros e menos supervisionados.

Nesse contexto, citou empresas como a OpenAI, associada a Elon Musk, e a ferramenta Grok como exemplos de iniciativas que, em sua visão, exigem maior atenção e responsabilidade coletiva:

“Quando as pessoas são extremamente anti-tecnologia, eu penso: seria bom se vocês se envolvessem, porque temos […] laboratórios menos seguros porque as pessoas não querem se envolver.”

A artista também criticou a tendência, comum em setores do Vale do Silício, de tratar a IA como uma entidade quase divina. Para Grimes, a narrativa revela uma espécie de “pseudoespiritualismo tecnológico” que diminui o papel humano no desenvolvimento dessas ferramentas:

“Todo mundo diz: ‘Estamos construindo deuses’. Eu penso: ‘Por que vocês automaticamente assumem que são muito inferiores? Vocês são literalmente responsáveis ​​pela criação da IA.’ Você está abdicando de muita autoestima, orgulho, responsabilidade e autonomia quando age como se a IA, seja lá o que for, não tivesse nenhuma influência sobre ela. E eu fiquei emocionada porque nós realmente podemos nos extinguir, por uma série de razões. A vida humana é muito frágil e o tempo é muito longo. Mas eu espero que, se tivermos boas relações com a IA, ela possa usar nosso DNA para criar mais de nós quando as coisas se tornarem mais favoráveis.”

Grimes, na entrevista, também afirmou que não utiliza a tecnologia na maior parte de seu processo criativo musical. Em Psy Opera, ela diz ter evitado o uso de IA com uma exceção pontual na faixa “DeepSeek”, que incorpora contribuições do modelo de código aberto DeepSeek.

Como será que isso vai soar no álbum? Por enquanto, leia a entrevista completa clicando aqui.

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Gabriel von Borell

Grimes diz que inteligência artificial é “maior que Jesus”


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