Stewart Copeland descreve o The Police com uma comparação bizarra

Sting e Stewart Copeland, do The Police

Apesar de extremamente influente, a banda britânica The Police nunca teve um clima amistoso entre seus integrantes.

Discussões e desavenças entre o baixista e vocalista Sting, o baterista Stewart Copeland e o guitarrista Andy Summers eram comuns, e se tornaram públicas muitas vezes.

Além de diferenças relacionadas à gestão de carreira, as tensões também eram artísticas, e uma entrevista de Copeland para o programa 60 Minutes deixa isso bem claro.

Stewart Copeland fala sobre Sting e funcionamento do The Police

No papo, o baterista disse que toca música porque quer “bater nas coisas”, falando muito sobre a visceralidade das performances:

“Nós fizemos terapia de banda. Tivemos nossas diferenças, como todos sabem. E então, no decorrer dessa turnê de reunião — que foi a melhor turnê da história para todo mundo, exceto para dois caras — nós fizemos terapia de banda e resolvemos as coisas, dissemos tudo o que precisava ser dito e chegamos ao entendimento de que fazemos música por motivos diferentes. Dois motivos diferentes.

Nós fazemos por motivos diferentes e por meios diferentes. A música tem um lugar diferente em nossas vidas. Nós a ouvimos por razões diferentes.

O meu motivo é que eu quero espancar as coisas. Eu quero ser o Mitch Mitchell com o Jimi Hendrix, botando fogo na casa. É tudo sobre a fisicalidade de bater nas coisas. É muito divertido. Eu era um garoto franzino e me desenvolvi tarde… mas quando bati no meu primeiro tambor, ‘Bang!’.

Pronto, agora eu tenho pelos no peito, sabe? E pensei: ‘É por isso que eu existo. Vou fazer isso da vida’.

Agora, se você é um compositor, você tem essa ideia exótica de que o propósito de uma banda e dos músicos é servir à música, e que a música é o ponto focal central. Eu admito que uma banda não vai a lugar nenhum sem uma ótima música, mas a razão pela qual eu bato nas coisas não é para servir a alguma música. A música, na minha visão, está lá para me servir, para servir à banda. Para fazer a banda parecer legal, você precisa de músicas legais.

Mas eu entendo perfeitamente como isso não bateria com a perspectiva da pessoa que escreveu a música, que pode até ser sobre algo importante. Mas eu sou um baterista lá no fundo do palco, e tudo o que vejo é a nuca do cantor, então eu não me importo sobre o que ele está cantando.

Ao final, o entrevistador diz que “apesar de tudo, a dinâmica funcionou”, e Stewart Copeland faz uma comparação inusitada:

Sabe, eu sempre descrevi o The Police como um terno da Prada feito de arame farpado. O visual é muito legal, mas não é nada confortável.

Você pode ver o vídeo postado no Instagram logo abaixo.

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Tony Aiex

Stewart Copeland descreve o The Police com uma comparação bizarra


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