As 8 músicas dos Beatles que os próprios Beatles odiavam

Os Beatles construíram uma discografia impressionante ao longo dos seus quase oito anos de carreira, e o alto ritmo de produção foi algo que realmente marcou a história da banda.
O grupo britânico gravou um total de 213 músicas durante sua curta trajetória, e essa quantidade também foi um reflexo do seu contrato original com a EMI, que exigia que eles gravassem aproximadamente dois álbuns de estúdio por ano, além de singles a cada três meses.
Mesmo que o quarteto fosse extremamente criativo e tenha se tornado dono de clássicos emblemáticos, a pressão constante por novos materiais também resultou em algumas canções que não agradaram muito o público e até mesmo os próprios integrantes da banda.
Apesar de John Lennon ter compartilhado com mais frequência suas críticas sobre determinadas músicas dos Beatles, todos os membros, em algum momento, também demonstraram desprezo por algumas faixas.
As razões para esse desafeto variavam de acordo com as canções. Enquanto algumas foram criadas apenas para completar o repertório dos discos, outras abordavam incômodos pessoais, algumas vezes refletindo tensões internas que também acompanharam certos momentos criativos do grupo.
A seguir, confira uma lista reunida pelo Far Out com músicas dos Beatles que eram odiadas pelos próprios membros da banda!
As músicas dos Beatles que os próprios Beatles odiavam
“Maxwell’s Silver Hammer”
A insistência de Paul McCartney pela perfeição deixou seus companheiros dos Beatles irritados nos últimos anos da carreira da banda. Uma música crucial que marcou a insatisfação do grupo foi “Maxwell’s Silver Hammer”, faixa de Abbey Road que foi desprezada por todos os integrantes com exceção de Paul.
Em entrevista a David Sheff para a Playboy em 1980, Lennon declarou:
“Eu odiei. Tudo que me lembro é da gravação – ele nos fez tocá-la cem milhões de vezes.”
Ringo Starr e George Harrison concordavam com John e, em entrevista à Rolling Stone, o baterista apontou:
“A pior sessão de gravação de todos os tempos foi ‘Maxwell’s Silver Hammer’. Foi a pior faixa que já tivemos que gravar. Ela durou semanas.”
“Little Child”
Outra música que também não agradou tanto assim o quarteto foi “Little Child”. Ela foi escrita para Ringo Starr, que tinha um alcance vocal limitado, e por isso muitas vezes as composições precisavam ser mais simples. Sobre a faixa, McCartney explicou certa vez:
“‘Little Child’ era uma questão profissional. Certas músicas vieram de inspirações e você simplesmente as seguia. Algumas outras músicas eram, ‘Certo, vamos lá, [temos] duas horas, [vamos fazer a] música do Ringo para o álbum’.”
“Hold Me Tight”
Macca sempre foi considerado o integrante que mais se orgulhava do trabalho dos Beatles, e talvez por isso tenha sido um pouco mais conservador em suas críticas ao falar sobre as obras do grupo após o fim da banda. Certa vez, no entanto, o músico compartilhou sua opinião sincera sobre “Hold Me Tight”, do disco With The Beatles:
“Não consigo me lembrar muito dela. Certas músicas eram apenas músicas de ‘trabalho’… você não tem muita memória delas. Essa é uma delas.”
Lennon concordou, descrevendo a faixa como “uma música bem ruim e eu nunca tive muito interesse nela, de qualquer forma”.
“It’s Only Love”
Uma situação rara entre os ex-Beatles era encontrar uma música que tanto Paul McCartney como John Lennon não estivessem satisfeitos com o resultado. Isso aconteceu com “It’s Only Love”, gravada para o disco Help!, de 1965. Lennon soltou o verbo sobre a faixa em conversa com David Scheff:
“‘It’s Only Love’ é minha. Sempre achei que era uma música péssima. A letra era péssima. Sempre odiei essa música. Essa é a única música que eu realmente odeio. Letra terrível.”
Macca também expressou sua falta de admiração pela música a Barry Miles no livro Many Years From Now:
“Às vezes não brigávamos se a letra saísse um tanto branda em algumas dessas músicas de ocupar espaço, como ‘It’s Only Love’. Se uma letra fosse realmente ruim, nós a editaríamos, mas não éramos tão exigentes com isso, porque é apenas uma música de Rock and Roll. Quer dizer, isso não é literatura.”
“Good Morning Good Morning”
Entre as diversas críticas feitas por John Lennon, outra música que também foi incluída entre seus desafetos foi “Good Morning Good Morning”, que integra o disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Sobre a canção, inspirada na música tema usada no comercial de Corn Flakes, ele apontou:
“É descartável, um pedaço de lixo, sempre pensei isso. Eu sempre deixava a TV muito baixa ao fundo quando estava escrevendo, e isso apareceu, e então escrevi a música.”
“Birthday”
John Lennon também não economizou nas palavras ao criticar a música “Birthday”, que surgiu enquanto Paul McCartney assistia ao filme The Girl Can’t Help It, de 1956, ao longo das sessões de gravação do The White Album.
Apesar de Macca lembrar da música que integrou o terceiro lado do disco com carinho, Lennon foi para o lado oposto:
“‘Birthday’ foi escrita em estúdio. Acho que Paul queria escrever uma música tipo ‘Happy Birthday Baby’, o antigo hit dos anos 50. Mas foi meio que inventada no estúdio. Era um pedaço de lixo.”
“Mean Mr. Mustard”
Boa parte do The White Album surgiu na Índia enquanto os Beatles estudavam Meditação Transcendental com Maharishi Mahesh Yogi em 1968. Durante o retiro, Lennon escreveu “Mean Mr. Mustard”, mas a curta faixa só foi resgatada pela banda quando eles montaram o medley final de seu penúltimo disco Abbey Road.
Ao falar sobre a música, Lennon demonstrou uma certa aversão:
“Sou eu, escrevendo um pedaço de lixo. Eu li em algum lugar no jornal sobre um cara malvado que escondia notas de cinco libras, não no nariz, mas em outro lugar.”
“Dig a Pony”
Durante a gravação do último disco dos Beatles, Let It Be, John Lennon estava enfrentando um período difícil. O músico, que namorava Yoko Ono, estava tendo problemas com drogas e acabou se envolvendo muito pouco com o álbum do grupo.
Uma das faixas escritas por ele, no entanto, foi “Dig a Pony”. Com uma letra sem muito sentido, esta foi mais uma canção classificada como “um pedaço de lixo” por Lennon, que disse:
“Você apenas pega as palavras e as junta, e vê se elas têm algum significado. Algumas delas têm e outras não.”
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Lara Teixeira




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