Os motivos por trás da baixa adesão à turnê das Pussycat Dolls

A notícia do encurtamento da turnê das Pussycat Dolls – com 32 shows cancelados de uma vez – levanta um sinal de alerta no mercado. Por que a reunião da girlband norte-americana não teve o mesmo êxito que reencontros de nomes como RBD, Spice Girls, Sandy e Junior e Rouge? As Pussycat Dolls ainda contam com 16,7 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Não é um número pequeno para um grupo há tanto tempo inativo.

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Os motivos por trás da baixa adesão à turnê das Pussycat Dolls

(Foto: Instagram @pussycatdolls)

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Alguns fatores, no entanto, explicam a baixa adesão à “PCD Forever Tour”. Não é segredo que os shows foram cancelados por falta de demanda. Os ingressos estavam encalhados na América do Norte.

1 – Formação incompleta

O grupo voltou com apenas três integrantes: a líder Nicole Scherzinger e as dançarinas Ashley Roberts e Kimberly Wyatt. O trio representa apenas metade das Pussycat Dolls. Melody Thornton, Carmit Bachar e Jessica Sutta ficaram de fora, o que passa uma imagem de reunião capenga.

Melody Thornton já deixou claro que não tem nenhum interesse em voltar às Pussycat Dolls, onde era mal aproveitada como cantora. Mas Carmit Bachar e Jessica Sutta não foram sequer convidadas para a turnê. Souberam do projeto pela imprensa, o que desapontou fãs.

(Foto: Instagram @pussycatdolls)

2 – Single fraco e falta de divulgação

Para aquecer o público para a “PCD Forever Tour”, as Pussycat Dolls lançaram a música “Club Song”, de co-autoria de Nicole. A canção, no entanto, não impressionou os fãs nostálgicos. Ela deu menos retorno que “React”, single lançado em 2020, no formato de quinteto, sem Melody.

Além disso, as Pussycat Dolls não trabalharam tanto na divulgação de “Club Song” fora das redes sociais. Na época, “React” contou com performances na TV e em eventos de grande visibilidade, além de entrevistas para sites e programas de rádio. “Club Song” não teve o mesmo suporte.

3 – Má avaliação da real demanda por shows das Pussycat Dolls

O grupo faria uma turnê mundial em 2020, quando precisou suspender os planos por conta da pandemia do coronavírus. Na ocasião, a demanda por shows parecia alta. Seis anos depois, o cancelamento de mais de 30 apresentações demonstra que este não é mais o caso.

Os shows foram marcados em arenas de médio porte. O primeiro show – cancelado – ocorreria na Acrisure Arena, em Palm Desert, na Califórnia, um local com capacidade para 11 mil pessoas. Mas em Nova York, o show seria no Madison Square Garden, que pode receber até 22 mil pessoas.

Sem um single forte, com formação incompleta e sem divulgação, a “PCD Forever Tour” seria mais adequada para anfiteatros e casas de shows menores. As Pussycat Dolls nunca fizeram tantos shows em arenas nos Estados Unidos, nem nos tempos de glória. O grupo sempre se saiu melhor na Europa, onde aliás os shows seguem confirmados. A agenda, então, parecia irrealista, como se provou ser.

De volta como trio, Pussycat Dolls preparam músicas inéditas para tour

(Foto: Twitter/@pcdbrasil)

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Leonardo Torres

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