Os 5 discos que mudaram a vida de Ed O’Brien, do Radiohead

Ed O'Brien (Radiohead)
Divulgação

Ed O’Brien, cofundador e guitarrista do Radiohead, revisitou alguns discos que impactaram sua vida e inspiraram seu olhar artístico.

Em conversa com Gustavo Ziller para o TMDQA! nos bastidores do SXSW deste ano, o icônico músico revelou alguns detalhes sobre obras que o marcaram desde sua infância até um momento de auge criativo de sua influente banda.

O primeiro álbum citado por O’Brien foi The Beatles / 1962 – 1966, uma coletânea de sucessos dos lendários Beatles que marcou seu primeiro contato com o quarteto britânico quando ele tinha apenas oito anos de idade. “A primeira vez que você ouve os Beatles é meio mágico”, declarou.

Lembrando da fase em que estava na adolescência, Ed citou também The Unforgettable Fire, do U2, destacando a produção de Brian Eno e Daniel Lanois:

“Quando esse disco saiu, lá por 1984, a produção de Lanois e Eno… porque eu obviamente já gostava do U2 desde ‘War’, mas o que eles fizeram no disco seguinte… Eu amei as texturas. E também fazia alusão a muitas das texturas – e os delays são muito parecidos com o que eu gostava – do Andy Summers, do The Police.”

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Ao comentar suas escolhas, Ed O’Brien também revelou um disco que ele e seus companheiros do Radiohead ouviram com frequência durante as gravações do emblemático disco OK Computer (1997). O trabalho em questão foi In a Silent Way, do influente trompetista e músico de Jazz Miles Davis, com o guitarrista descrevendo a obra como “linda”.

O’Brien ainda confessou que naquela mesma época ficou “obcecado” por Marvin Gaye, e definiu o disco What’s Going On como “genial”:

“Simplesmente uma peça fenomenal de música; todos os músicos, Marvin no seu auge, e sobre o que ele está cantando”.

Já o último disco mencionado pelo guitarrista, que lançou neste ano seu disco solo Blue Morpho, marcou um momento mais pessoal de sua vida. Ao escolher Fauré: Requiem, Op. 48, de André Cluytens, Ed revelou que interpretou a obra na infância como integrante de um coral:

“Eu tinha 11 anos. Nós nos reunimos, fomos a esse lugar a umas 100 milhas de distância de Oxford, para esta catedral, num sábado, e havia um coral masculino e outros três corais, e todos nós nos reunimos à tarde para ensaiar. E à noite, fizemos um concerto à luz de velas na catedral, em uma catedral, e era o Réquiem de Fauré. E foi um dos momentos mais mágicos da minha vida.”

O músico também contou que, depois de muitos anos, este álbum voltou a ter um papel importante em sua vida durante um período difícil:

“Essa peça de música, na verdade, meio que voltou para mim de forma muito real nos últimos três anos. Quando eu estava naquele lugar sombrio, essa foi uma das peças de música que eu mais ouvia. E há uma ligação com a infância, então houve aquela cura da infância e dessas coisas. Mas sabe, um réquiem é para uma morte. E é tipo, quando você passa por esses momentos difíceis, é quase como uma morte. Você tem que ter um renascimento. E aquela música ajuda a estar naquele lugar sombrio. Ela te segura lá. Ela te mantém seguro.

A questão é que, quando você está em um lugar sombrio, o que todos nós tendemos a fazer como seres humanos é que nós queremos fugir desse lugar sombrio. Mas, na verdade, nós precisamos ficar nele. Nós temos que senti-lo. Sabe, não podemos fugir dele. Não podemos ter medo do medo. Nós temos que olhar para eles e processá-lo. Às vezes, sabe, nós podemos precisar da ajuda de outras pessoas. Se for realmente grave, aí sim, obviamente, você pode se medicar. Mas eu não queria me medicar. Eu queria me curar através do mundo natural, eu queria me curar através da minha prática espiritual. Queria me curar através da água gelada. Queria me curar tocando música. E queria me curar estando na natureza.”

Confira abaixo músicas que integram os discos que mudaram a vida de Ed O’Brien, além do vídeo com as escolhas e explicações completas ao final da matéria!

Os discos que mudaram a vida de Ed O’Brien, do Radiohead

The Beatles – The Beatles/1962 – 1966

U2 – Unforgettable Fire

Miles Davis – In a Silent Way

Marvin Gaye – What’s Going On

André Cluytens – Fauré: Requiem, Op. 48

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Lara Teixeira

Os 5 discos que mudaram a vida de Ed O’Brien, do Radiohead


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