Beyoncé compõe de verdade ou não?
A recente lista do The New York Times com os 30 maiores compositores vivos reacendeu o debate sobre o papel de Beyoncé na criação de suas músicas. A ausência da artista no ranking gerou discussão após críticos do próprio jornal apontarem que seu trabalho se encaixaria mais como o de uma “curadora e produtora executiva” do que de uma compositora tradicional.
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Foto: Instagram @beyonce
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A discussão ganhou força depois que o podcast “Cannonball”, produzido pelo New York Times, respondeu a pergunta de um fã onde ele questionou a exclusão de Beyoncé da lista de maiores compositores vivos. O ranking reuniu nomes como Taylor Swift, Lana Del Rey, Bad Bunny e Bruce Springsteen, entre outros.
Em resposta, o crítico Joe Coscarelli afirmou que enxerga Beyoncé como uma artista que atua em múltiplas frentes criativas.
“Eu penso em Beyoncé como uma curadora e produtora executiva — e, com certeza, como uma performer”, disse ele, destacando que sua forma de criação envolve seleção, direção artística e construção coletiva das músicas.
Processo colaborativo e bastidores
(Foto: Divulgação)
A visão de uma criação altamente colaborativa não é nova. A cantora Sia já revelou que as sessões com Beyoncé funcionam como um verdadeiro “acampamento de compositores”, com diversos produtores e compositores reunidos no mesmo espaço, onde a artista participa ativamente das escolhas de letras, melodias e arranjos.
Além disso, casos como o de “Perfect Duet”, com Ed Sheeran, mostram como pequenas alterações feitas por Beyoncé — como mudanças de pronomes e interpretação melódica — foram suficientes para garantir créditos de composição na faixa.
Outro lado da discussão
Foto: Instagram/@beyonce
Por outro lado, colaboradores e produtores frequentemente destacam a participação direta da artista no processo criativo. Segundo profissionais envolvidos no álbum “Lemonade” (2016), Beyoncé acompanha sessões, sugere mudanças, reescreve trechos e influencia diretamente na construção final das músicas.
Em 2018, produtores do projeto “Everything Is Love” também afirmaram que ela está “100% envolvida” em todas as etapas, desde a ideia inicial até a finalização das faixas. A própria obra da artista, que já rendeu diversos Grammys na categoria de composição, é usada como argumento por quem defende seu papel como compositora ativa dentro de um modelo contemporâneo e colaborativo.
Definição em disputa
Foto: Instagram/@beyonce
Para parte dos críticos, a forma como Beyoncé cria música pode se aproximar de um modelo pós-moderno, semelhante ao de artistas como Kanye West, em que a composição envolve curadoria de ideias, direção de estúdio e montagem final da obra. Já para defensores da artista, essa abordagem não diminui seu papel autoral, mas sim amplia a definição do que é ser compositora na indústria atual.
Em meio ao debate, o rapper Jay-Z também já saiu em defesa da esposa. Em entrevista ao The New York Times, ele chamou Beyoncé de “compositora subestimada” e afirmou que ela é ainda mais impressionante como produtora do que muitas vezes é reconhecido publicamente.
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Vanessa Bandeira




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