Amaro Freitas e Sandra Sá são destaques da 7ª edição do Festival Salvador Jazz

Amaro Freitas e Sandra Sá são destaques da 7ª edição do Salvador Jazz
Crédito Micael Hocherman

A potência do Jazz brasileiro será enaltecida durante o Festival Salvador Jazz, que acontece entre os dias 27 e 31 de maio no famoso bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

Sua sétima edição será realizada no Largo da Mariquita, promovendo shows gratuitos e reunindo grandes nomes da música brasileira em torno de um dos principais encontros do gênero no país.

Com classificação livre, o evento proporciona cinco dias de atividades voltadas tanto para o público apaixonado por música instrumental quanto para músicos e estudantes interessados em aprofundar conhecimentos na área. Além dos shows, a programação inclui masterclasses e encontros que estimulam a troca de experiências entre artistas e espectadores.

O festival busca ampliar o conceito tradicional do jazz e explora diálogos com outras linguagens musicais, como R&B, soul, afrobeat, MPB e ritmos africanos. Em 2026, a expectativa da organização é reunir mais de 15 mil pessoas durante os dias do evento.

Programação do Festival Salvador Jazz

A concepção artística do evento ficou a cargo da produtora cultural Fernanda Bezerra, em parceria com o músico e historiador Fabrício Mota. Juntos, os curadores expandiram a proposta do festival para destacar ainda mais a presença e a identidade afro-brasileira na construção do repertório e da experiência apresentada ao público.

No sábado (30), o público vai poder conferir as apresentações da contrabaixista Camila Rocha; da banda Skanibais, conhecida por unir ska jamaicano com elementos da música brasileira e nordestina; do grupo A Cor Do Som, que tocará seus sucessos que misturam o rock progressivo com o jazz e ritmos brasileiros; e do talentosíssimo pianista Amaro Freitas, que de uma maneira orgânica une em seu som ritmos de Pernambuco com o jazz contemporâneo.

Já no domingo (31), o público terá a chance de curtir os shows do Grupo Garagem, celebrado por fazer música instrumental improvisada; do coletivo Aguidavi do Jêje, que surgiu no Terreiro do Bogum e é composto por 13 percussionistas baianos; e pela gloriosa Sandra Sá, que há mais de 40 anos encanta a todos com sua voz inconfundível.

Referência da cena da Soul Music no Brasil, Sandra, que incorporou em suas obras as batidas afrodiaspóricas ao seu timbre singular, enalteceu os artistas e trabalhos nacionais ao comentar em nota sobre o movimento de desvalorização de nomes brasileiros em prol de artistas internacionais.

“O nosso tambor é muito forte, né, gente? Nosso tambor é uma força incrível. Só que aqui no Brasil, ninguém fala mais em Frank Sinatra do que em Emílio Santiago. Imperdoável falar assim. Aí falam assim tantos em tantos caras, tantos cantores, tantos artistas gringos. E aqui a gente tem uma ‘crioleva’ da melhor qualidade, mas tá faltando a consciência do próprio artista. O próprio artista insiste em estar junto e misturado, quando deveriam estar ‘unidos e liquidificados’. A gente devia estar assim porque o nosso som é foda, o nosso som é a realidade, é a verdade, é o sangue. Sabe? É a veia, é a alma. Tá faltando a gente se conscientizar e estar mais atento”

Entre os dias 27 e 29 de maio acontecem as masterclasses oferecidas pelo Salvador Jazz, com os temas “Blues: do Mississippi ao Rio Vermelho” com Eric Assmar; “Sambando pra chegar” com Tedy Santana e “Como nasce um fonograma: Processos fonográficos para Artistas Independentes”.

Para saber mais detalhes sobre cada uma das atividades e se inscrever, acesse este formulário.

Serviço – Festival Salvador Jazz

Sábado, 30 de maio
18h — Camila Rocha
19h10 — Amaro Freitas
20h30 — Skanibais
21h50 — A Cor do Som

Domingo, 31 de maio
17h — Aguidavi do Jêje
18h30 — Grupo Garagem
19h50 — Sandra Sá

Largo da Mariquita, Rio Vermelho
Entrada gratuita

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Lara Teixeira

Amaro Freitas e Sandra Sá são destaques da 7ª edição do Festival Salvador Jazz


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