Os 10 melhores shows do C6 Fest 2026

Os melhores shows do C6 Fest 2026
Foto por Stephanie Hahne/TMDQA!

A quarta edição do C6 Fest 2026 tomou conta do Parque Ibirapuera, em São Paulo, no último final de semana e consolidou o festival como um dos refúgios mais sofisticados, plurais e surpreendentes do calendário musical brasileiro.

Quem circulou pelos palcos testemunhou encontros históricos que conectaram o passado, o presente e o futuro da música global, com nomes que agradaram a todas as gerações e celebraram diferentes vertentes, épocas e estilos.

No final de semana, o público pôde reencontrar The xx e Robert Plant no Brasil depois de praticamente uma década em cada caso, além de conhecer pela primeira vez artistas que nunca tinham vindo ao país como Horsegirl e Magdalena Bay, sem contar nomes que estavam entre os mais pedidos há algum tempo, como Oklou e Wolf Alice.

Como foi o C6 Fest 2026?

Como sempre, o C6 Fest chama atenção pela sua estrutura impecável. A experiência do público foi muito além dos palcos, com destaque para a infraestrutura integrada à natureza do Parque Ibirapuera e um som de alta fidelidade, além de boas opções gastronômicas com poucas filas e facilidade de trânsito entre os palcos.

É claro que nem tudo é perfeito, e uma chuva forte no sábado aliada ao frio que tomou conta de São Paulo tornou a experiência um pouco menos agradável do que costuma ser (e foi no domingo, por exemplo).

Mesmo assim, o cenário ficou ótimo para os shows que provaram mais uma vez a curadoria impecável do C6 Fest, que vem se destacando nesse sentido há anos. Neste ano, inclusive, o festival contou com a parceria de Defender, que reforçou sua busca pelo extraordinário e apresentou uma programação irretocável no Auditório Ibirapuera nos primeiros dias do evento (21 e 22/05), incluindo uma performance que entrou na nossa lista de 10 melhores shows da edição.

Veja a seleção completa logo abaixo!

Os 10 melhores shows do C6 Fest 2026

10. Os Paralamas do Sucesso convida Nação Zumbi

Duas verdadeiras instituições da história do Rock nacional, Os Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi cruzaram suas décadas de trajetória em um show especial que reafirmou a parceria de longa data das bandas, trazendo a tração pesada da Nação e o Ska dos Paralamas em um encontro que colocou todo mundo pra cantar e dançar.

9. Matt Berninger

O icônico vocalista do The National trouxe sua turnê solo para o C6 Fest e entregou um dos shows mais intensos do final de semana. Dono de um vocal barítono profundo e inconfundível, Matt Berninger dominou o palco misturando melancolia, canções confessionais de seu catálogo e até uma versão de New Order para completar o repertório, mas o destaque mesmo foi sua interação com a plateia, com direito a uma “aventura” no meio da galera.

8. Horsegirl

Representando a novíssima geração do Rock Alternativo de Chicago, as jovens do Horsegirl trouxeram um set cru, minimalista e apaixonante, um set de início de tarde chuvosa que funcionou justamente por conta de uma sonoridade mais melancólica e honesta.

Com forte influência do Shoegaze e do Noise Rock dos anos 90, o trio entregou uma atitude que conquistou o público que buscava conhecer algo novo no festival, além de agradar obviamente os fãs de longa data!

7. Magdalena Bay

A dupla norte-americana trouxe uma explosão de cores e texturas, além de um conceito visual impecável para a tarde do festival. O Magdalena Bay mostrou como fazer um show impecavelmente amarrado, divertido e transbordando energia, fazendo todo mundo dançar e confirmando o status do duo como um dos nomes mais criativos da atualidade.

6. Hermeto Pascoal Big Band

No palco Jazz no Auditório Ibirapuera por Defender, o legado eterno do “Bruxo dos Sons” se fez presente de forma avassaladora. Embora Hermeto Pascoal tenha nos deixado fisicamente no final do ano passado, a Big Band manteve vivas as composições livres, complexas e universais do mestre em um show especial para o C6 Fest.

Uma apresentação emocionante que provou que a vanguarda da música instrumental brasileira permanece indestrutível e pulsante!

5. The xx

Como um dos headliners, o trio britânico retornou aos palcos brasileiros em grande estilo. O show do The xx foi uma aula de elegância, com destaque para o uso do “telão” proporcionado pelo palco único do C6 Fest se somando às profundas batidas eletrônicas que sustentavam os vocais sussurrados e as guitarras limpas de Romy e Oliver Sim, tudo sob a engenharia impecável de Jamie xx. O Parque Ibirapuera vibrou em clássicos como “Intro” e “Angels” em um clima de catarse coletiva!

4. Cameron Winter

Encerrando o festival, Cameron Winter provavelmente era o nome que mais trazia expectativa e curiosidade entre o público (e seus fãs, que surpreenderam a todos com o sold-out tão rápido). O frontman do Geese apresentou as faixas de seu álbum solo Heavy Metal (2024), calando o Auditório do Ibirapuera com seu controle vocal e piano que tirava lágrimas e suspiros profundos da plateia.

Com letras que perfuram a pele do ouvinte que se permite conhecer, Cameron de fato comprovou que a discussão em torno de seu nome vai muito além de “eu gosto/não gosto” ou “qualidade” – o artista subiu ao palco, fez seu show, soltou um tímido “obrigado” em nossa língua e foi embora.

Não é exagero dizer que, em pouco tempo, os presentes que tiveram a honra de presenciar a arte de Cameron pela primeira vez em solo brasileiro se tornarão testemunhas de um momento histórico para a música.

3. Oklou

A produtora e cantora francesa Oklou transformou o C6 Fest em uma pista de dança com sua mistura única de R&B, música ambiente e Pop eletrônico, tudo altamente refinado por uma formação clássica que a acompanha mesmo que inconscientemente, como contou em entrevista ao site.

Durante seu set, Oklou mostrou que sua estética minimalista se traduz muito bem no ao vivo, valorizando os momentos de catarse como “harvest sky” e reforçando o caráter intimista da apresentação (ainda que lotada) em outros sucessos, como “blade bird”, em que sacou o violão.

Destaque também para a simpatia da francesa, que anotou frases em português em um caderno para conversar com o público e se mostrou visivelmente emocionada, além de escancarar sua honestidade ao perceber que tinha tempo sobrando e “improvisar” um bis ao final da apresentação antes de ser avisada que precisava deixar o palco. Carisma puro!

2. Wolf Alice

O quarteto britânico comandado por Ellie Rowsell provou por que é uma das maiores forças do rock moderno. Transitando com naturalidade impressionante entre a calmaria melódica e explosões de distorção, o Wolf Alice fez o C6 Fest tremer e teve uma das performances mais lotadas do festival.

Com pegada de headliner, a apresentação foi enérgica, visceral e lavou a alma dos fãs que esperavam tanto pela chegada da banda ao Brasil, já muito atrasada com relação ao tempo em que o grupo vem se destacando fora daqui.

1. Robert Plant’s Saving Grace

O eterno vocalista do Led Zeppelin entregou a performance mais espiritual e profunda de todo o festival. Acompanhado pela incrível Suzi Dian no projeto Saving Grace, Plant abriu mão do Hard Rock previsível para desbravar as estradas do Folk, do Blues de raiz e da música mística.

Foi um show cirúrgico, com a voz de uma lenda viva mostrando que um espírito verdadeiramente imparável nunca para de se reinventar. O público ficou hipnotizado do começo ao fim, com notáveis manifestações durante os clássicos do Led, como “Ramble On”, “Four Sticks” e até “Rock and Roll”, mas também muito respeito e admiração pelos outros momentos da carreira.

De forma geral, Robert Plant mostrou que é um pedaço de história viva, uma lenda ambulante que mais uma vez viu seus caminhos o trazerem de volta ao Brasil e encantou uma plateia de diferentes gerações com sua voz inigualável. Pra guardar na memória com muito carinho!

Defender x C6 Fest

Sinônimo de robustez, luxo e espírito indomável, Defender encontrou no C6 Fest o terreno perfeito para celebrar sua própria filosofia de “ir além”.

Ao apoiar oficialmente o festival, em especial o palco C6 Jazz por Defender, a marca reforçou seu compromisso em abrir caminhos para a vanguarda artística e para experiências memoráveis. Assim como o veículo é projetado para superar os terrenos mais implacáveis com sofisticação, a curadoria do festival desafiou os limites tradicionais dos gêneros musicais, proporcionando aos condutores dessa jornada sonora uma imersão inesquecível.

O C6 Fest 2026 encerra seus caminhos deixando um rastro de memórias inesquecíveis para os fãs de música de São Paulo. Você pode conferir ainda mais conteúdos no Instagram do TMDQA!, acessando este link!

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Felipe Ernani

Os 10 melhores shows do C6 Fest 2026


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