TMDQA! Entrevista: Xande de Pilares, Mauro Júnior, Grupo Revelação e devaneios geracionais

Houve um tempo em que o samba de mesa do subúrbio carioca não precisava de caixas de som monumentais ou de arenas multiuso para se fazer gigante – bastava o calor humano do Varandão, no Méier, o estalar do reco-reco e uma voz capaz de traduzir a crônica viva do trabalhador brasileiro. Ali, na virada dos anos 1990 para os 2000, o Grupo Revelação não estava apenas moldando um repertório; estava fundando uma espécie de herança afetiva que, anos mais tarde, se espalharia pelos quatro cantos do país: já diria Rogerinho, o som do grupo ultrapassou as fronteiras do entretenimento para virar quase uma religião.
Mais de uma década se passou desde que os caminhos de Xande de Pilares e do grupo se dividiram. Nesse intervalo, o mercado musical se transformou, as plataformas digitais ditaram novos ritmos e a internet acelerou o consumo da arte… no entanto, o cancioneiro do Revelação permaneceu intacto, atravessando gerações e sendo transmitido de pais para filhos como um código de identidade nacional. Agora, em 2026, o cenário ganha contornos de celebração máxima com a turnê nacional “Tava Escrito: O Reencontro Histórico”, projeto capitaneado pela Live Nation que promete arrastar multidões pelos principais estádios e arenas do Brasil.
Longe de ser um mero exercício de nostalgia, o reencontro se projeta para o futuro. No centro do palco, ao lado da icônica cozinha original – comandada por Mauro Júnior, Rogerinho, Beto Lima, Sérgio Rufino e Artur Luis -, o bastão do vocal é compartilhado com Jonathan Alexandre, o Mamute. Sobrinho de Xande e integrante do grupo desde 2018, Mamute traz no DNA a responsabilidade de manter viva a chama da malandragem e da afinação que consagraram a marca.
Nesta entrevista para o TMDQA!, mergulhamos nos bastidores dessa reconexão. Em um papo franco e descontraído, Xande e Mauro relembram as madrugadas de boemia, revelam as faixas que quase foram descartadas por preciosismo técnico – incluindo o hino “Deixa Acontecer”, tá? -, discutem o processo de transição dos vocais na era dos “fãs ressentidos” da internet e analisam como a verdade do couro e do gogó ainda consegue vencer a ditadura dos algoritmos efêmeros.
Separa a cervejinha, pega tua cadeira típica de barzinho e viaja nessa conversa com a gente!
Continua após o vídeo
TMDQA! Entrevista Xande de Pilares e Mauro Júnior (Grupo Revelação)
TMDQA!: Mauro, Xande, obrigado mesmo por receberem a gente. Caramba, que honra! Queria começar dizendo que, nos anos 90 e 2000, o samba de vocês começou a virar quase uma religião, como diz o Rogerinho. Naquela época, qual foi o sinal mais absurdo ou emocionante de que vocês tinham saído de um circuito de nicho para virar a trilha sonora oficial do cotidiano de todo brasileiro?
Mauro Júnior: Boa tarde! É, cara, o que nós temos na nossa vida hoje, na realidade, era um sonho muito distante. O que vivemos ali de 1999 a 2001, quando gravamos aquele álbum ao vivo, já era muito para a gente, já era um sonho porque a nossa ideia quando o Revelação começou – eu entrei dois anos depois, o grupo começou em 1994 – era tomar conta dos bares de esquina do Rio de Janeiro. Nós não tínhamos a noção de onde poderíamos alcançar.
A nossa meta era tocar na noite, tocar o samba que a gente gostava, compor, fazer música, mandar para outros artistas gravarem… até que encontramos no nosso caminho o Bira Haway, que nos deu a oportunidade de fazer um trabalho fonográfico. Gravamos o primeiro disco e, dali, conseguimos chegar onde chegamos, mas tudo era só um sonho; a ideia mesmo era continuar tocando na noite do Rio de Janeiro, que era o que a gente fazia. Foi sensacional, e a gente continua tocando na noite até hoje!
Xande de Pilares: Até hoje!
TMDQA!: Pois é, gente. E se vocês pudessem engarrafar o cheiro, o som e a energia de uma noite de domingo no Varandão do Méier nos anos 90 e entregar para essa geração que vai ver vocês agora – seja no Allianz Parque, na Arena MRV, enfim, em vários cantos pelo país -, o que vocês acham que teria dentro desse frasco?
Xande de Pilares: Cara, a gente continua fazendo exatamente a mesma coisa e se sentindo no Varandão. A gente se sente muito no Arranco principalmente, que foi a parte mais emocionante de tudo o que tínhamos feito naquela época (até então, a gente tocava para lugares onde cabiam 30, 40 pessoas, às vezes lugares que cabiam até menos). E eu lembro que a gente sempre fazia uma brincadeira…
Na época, tinha o Canecão, que era o sonho de todo artista se apresentar. A gente sempre pensava em determinados palcos que, para nós, eram uma referência. Além do Canecão, tinha uma casa de shows na Zona Oeste do Rio, a gente só queria tocar naquele palco. E esse sonho foi alcançado quando fomos abrir o show do Pique Novo no Canecão, e levamos o Arlindo Cruz e a Beth Carvalho como convidados. Aquilo ali para a gente já era uma coisa maravilhosa: cantar nos palcos onde o Roberto Carlos cantou, onde o Fundo de Quintal cantou…
Só que Deus deu muito mais para a gente. E a gente continuou querendo tocar no Olimpo, querendo tocar no Coliseu de Lisboa… A gente continua com essa “vaidadezinha” musical, só que hoje estamos vivendo um momento inédito – faltava viver esse momento. Que a gente tire proveito disso e continue com o Varandão, com o Arranco, com o Acadêmicos da Abolição, com o Magnatas, com o Pagode da Tia Gessy, com o pagode lá no Salgueiro onde o Mauro tocava… Tudo isso está na cabeça, porque foi desse jeito que chegamos até este momento aqui, trocando ideia com você.
TMDQA!: Xande, inclusive, você mencionou que chegou a pensar em jogar fora “Coração Radiante” antes de vê-la ser cantada a plenos pulmões no Varandão. Teve alguma outra música clássica do grupo que quase teve esse destino trágico porque vocês não botavam fé, e depois veio o estalo que fez vocês mudarem de ideia?
Xande de Pilares: Teve várias! Teve “Coração Radiante” comigo. Teve “Talvez”, que eu estava compondo na calçada da entrada da casa do Sérgio Gouveia… Naquela época não tinha gravador, sabe? Tinha, mas a gente não tinha recursos para ter um. A gente usava a secretária eletrônica do Mauro para não perder as músicas. O Mauro meio sonolento falou: “Ah, deixa aí”. Eu disse: “Sabe de uma coisa? A gente vai terminar essa música aqui, porque ela tem que ser terminada”. E assim foi com “Talvez”, entre outras coisas nossas.
Mauro Júnior: O Xande tem muito dessas coisas, a gente já o desafiou algumas vezes em algumas músicas. Quando ele encasquetava com uma canção, eu já sabia o porquê: era por causa de alguma nota que não estava confortável para ele, aí ele já não queria gravar.
Xande de Pilares: É verdade…
Mauro Júnior: Quando a nota não era confortável, ele implicava com a música. Mas a gente falava: “olha essa música aqui…”. O Xande foi contra “Deixa Acontecer”, por exemplo.
No refrão, tem uma nota alta que ele não gostava. O Xande nunca gostou de ficar gritando, ele sempre cantou ali na região dele, onde era confortável. Então, cara, ele implicou com essa, implicou com “Só Depois”, que no refrão também tem uma nota muito alta, difícil de fazer.
Mas esse desafio para o Xande era legal porque ele dava o jeito dele. Ele falava: “ah, então é para gravar?”. Ele dava o jeito dele, e o jeito dele sempre ficava melhor do que era antes, a gente já sabia que ia dar bom.
Mas sobre “Deixa Acontecer”, tem um fato muito interessante que é bom a gente contar e sempre frisar o papel do Bira Haway. Essa música chegou a ser uma unanimidade entre a gente para não gravar, nós não queríamos. Só que fomos para o estúdio e, no meio das partituras, estava lá o arranjo da faixa, e a gente relutando para gravar… [risos]
Gravávamos uma faixa, aparecia “Deixa Acontecer”, e a gente dizia: “não, essa aqui não tá legal”, e tirávamos; enquanto isso, o Bira quieto. Até que chegou uma hora que o Bira falou assim: “posso pedir um favor a vocês? Pô, grava essa base aí para mim. Gravem a base dessa música”. Gravamos a base.
Aí ele falou: “agora vem ouvir”. Quando chegamos, ele abaixou o som do estúdio e falou assim: “olha, a gente vai gravar 14 músicas. Essa aqui é a minha. As outras 13 vocês podem escolher”. Pô, a gente ia falar o quê para o Bira Haway? [risos] Falamos: “Caraca, mano”, e ele: “As outras vocês escolhem, mas essa aqui é a minha, e o Xande vai botar a voz nela para mim”. O Xande colocou a voz e a música virou esse fenômeno que é até hoje.
Então, acho que tem coisas que às vezes você escuta e, naquele momento, não te pega. Mas aquela música tinha pegado o Bira, e ele falou: “não, eu aposto nessa aqui”. E a música é um fenômeno até hoje!
Xande de Pilares: Mas o Bira é foda também, né? No dia em que você tiver a oportunidade de entrar no estúdio, você entra pelo estacionamento. Quando você descer a escada, no último degrau, tem que dobrar à esquerda. Se você olhar para o lado direito, vai ver uma porta – foi naquele estúdio, que ele falou “vai lá dentro e canta essa música para mim”. Eu fui lá e cantei. Absurdo!
Continua após o vídeo
TMDQA!: Pô, rapaziada… Uma das coisas mais interessantes dessa turnê e do momento atual, na minha opinião, é de fato a presença do Mamute. Ele brinca dizendo: “Sou um fã no palco com o meu ídolo”, mas ele está dividindo literalmente o peso dos vocais com o tio. Queria saber de vocês, musicalmente falando: teve alguma bronca ou conselho técnico válido que vocês deram para ele desde que ele assumiu o microfone no grupo em 2018 que hoje vocês param e pensam — principalmente o Xande, tipo: “caralho, esse moleque realmente é sangue do meu sangue, ele é o futuro disso aqui”?
Xande de Pilares: Cara, eu vou falar só a minha parte, porque a minha parte familiar é bem curta. Eu só ajeitei um dedo dele em um acorde que estava errado, e depois dei uma sugestão de nome para um grupo de que ele fazia parte.
Quem pode falar mesmo do processo dele, desde quando ele entrou até este momento aqui, é o Mauro, porque ele vive muito mais com o meu sobrinho do que eu.
Mauro Júnior: É, eu vou falar de antes, tá? Quando o Xande saiu, há 12 anos, o nome do Jonathan foi cogitado para entrar no Revelação, só que em uma reunião, nós achamos o Jonathan muito novo para assumir uma responsabilidade tão grande. Alguém poderia falar: “pô, mas já era para ter colocado o Jonathan no Revelação desde lá de trás”.
Eu não acho, continuo com a mesma tese. Por quê? Naquela época foi o estopim da internet. A quantidade de pancada que o Almirzinho levou entrando no lugar do Xande seria a quantidade de pancada que o Jonathan teria que segurar, porque era aquele momento de fã ressentido, né? O fã ressentido não pensa, ele vai falando o que acha, e a internet é isso, a liberdade de expressão está aí para isso. A gente não julga quem tacou pedra, mas era um momento difícil que teríamos que passar com qualquer cantor que colocássemos.
Então, acho que foi assertivo poupá-lo, ainda que a gente tenha o êxito de trazer o Jonathan agora para a nossa vida, foi correto poupar o menino de um monte de coisas. E todo esse mérito do Revelação chegar até aqui nós devemos tanto ao Almirzinho quanto ao Davi, que passaram pelo grupo, seguraram todas as críticas, todas as bombas. Eles seguraram o piano da marca Revelação até ela chegar ao Jonathan.
Quando o Jonathan chegou, foi de forma muito mais branda, porque todo mundo já tinha entendido que o Xande seguiu o caminho dele e o Revelação seguiu o dele para cá. Então não tinha mais aqueles fãs ressentidos, fervorosos, querendo a volta do Xande e achando que a gente não o queria de volta. Era uma mistura de sentimentos que acabou atacando tanto o Almirzinho quanto o Davi. Temos que tirar o chapéu para os dois, foram eles que seguraram a bandeira da marca Revelação até a chegada do Jonathan.
Hoje, com a entrada dele, vimos uma diferença muito grande, porque muita gente já o acompanhava na internet tocando as coisas do Revelação. A internet ajudou muito nesse processo, porque o Jonathan ia para as redes ou para a rua cantar e tocar Revelação com o cavaco dele. Então, as pessoas assistiam e falavam: “porra, o Jonathan podia estar no Revelação. O grupo tentando outros cantores e eles têm o Jonathan!”.
Continua após o post
Aconteceu de ele entrar já trazendo esse DNA e a experiência de tudo o que assistiu da gente, o Jonathan nos assistia muito.
Eu tenho falado e vou sempre repetir que o grande plus desse encontro do Revelação é o Jonathan. O grande presente que esse projeto vai dar ao público é ele, porque todo mundo vai se surpreender. Quem não assistiu ainda ao Jonathan atuando no palco vai se surpreender com o tamanho do talento, da afinação… Mano, vão se surpreender. Esse é o grande diferencial: o Jonathan hoje no comando do Revelação.
TMDQA!: Porra, que coisa linda, gente! É admirável para caramba.
Falando sobre o grupo, vocês têm uma identidade que o brasileiro reconhece nos primeiros três segundos de introdução de qualquer música, e as letras sempre falam sobre o amor urbano, a dor da ausência, a superação… Esse cotidiano de quem acorda cedo para trabalhar. Por que vocês acham que hoje em dia, com uma juventude que consome música por algoritmos rápidos de TikTok e redes sociais, as pessoas ainda param e conseguem se emocionar com um samba de cinco minutos construído no gogó e no instrumento?
Xande de Pilares: Por causa da verdade, ela não deixa de existir. Você tem que entender cada década, entender o que acontece ali, mas você precisa saber dosar e separar as coisas. Se você construiu uma carreira com uma característica, você não pode deixá-la de lado só porque o mercado mudou – mudou porque tem alguém fazendo parte daquela mudança.
Isso aconteceu com o Revelação, assim como aconteceu com o Fundo de Quintal quando a Beth Carvalho chegou ao Cacique de Ramos e viu um repique de mão, um tantan e um banjo sendo tocados. Ela acreditou naquilo, aquilo aconteceu, e o Revelação trouxe de volta o reco-reco, que já estava meio fora do cenário. Trouxemos uma maneira de tocar que lembrava muito o Fundo de Quintal – não pelo som em si, mas pelo respeito de um entender o outro, entender o som do outro e juntar aquilo tudo.
Nós sempre tocamos em linha, no palco, todo mundo junto. Eu nunca curti essa coisa de o vocalista ficar com o microfone lá na frente, isolado, embora fizessem de tudo para que eu fizesse isso. Eu preferi continuar tocando o meu cavaco ali e trabalhando do nosso jeito, porque a nossa referência é exatamente essa: Originais do Samba, Fundo de Quintal, Grupo Raça, Pirraça, Sensação, Exaltasamba… Então, o segredo para mim é entender o que está acontecendo, lembrar que já fomos jovens um dia e continuar fazendo o nosso trabalho, podendo contribuir sem descaracterizar o que é nosso.
Mauro Júnior: O mercado mudou muito, Eduardo. Hoje, tudo é muito rápido. Infelizmente, a música está muito descartável; e esse “descartável” não sou eu quem está dizendo, o próprio mercado mostra isso.
Derrubou muito a qualidade, a qualidade foi para o beleléu, e busca-se usar apenas o que vai movimentar o algoritmo, o que seja puramente comercial. No caso do Revelação, eu vejo uma juventude ouvindo a gente porque os pais e os avós ouviam, e eles pegaram essa carona dentro de casa. Quando eles começam a crescer e passam ali dos 25, 30 anos – que já não têm mais aquela cabeça de adolescente e querem algo mais sério -, isso os remete àquilo que ouviam dos avós. Eles pensam: “pô, aquilo ali é legal, cara. Eu sempre gostei porque ouvia em casa, mas agora quero ver de perto se é isso mesmo”.
Porque, se você for ver, a juventude no começo não gosta muito de samba, não. O jovem acha que samba é coisa de velho. Então o nosso público funciona assim: ele vem jovem, não curte muito, está ali na onda do funk, do trap, do pop… Quando chega aos 20 ou 25 anos, ele enxerga o Revelação e fala: “pô, aqui é legal, essa praia aqui é maneira!”. Eu acho que a gente está nessa pegada.
Nós chegamos aqui assim porque sempre primamos pela qualidade ao invés de buscar algo apenas comercial. Foi dessa forma que o Revelação alcançou esse estágio de 32 anos de carreira e está realizando um projeto desse tamanho.
TMDQA!: A turnê se chama “O Reencontro Histórico”, mas vocês já deixaram claro que não é um projeto puramente nostálgico. Quando a cortina subir no dia 27 de junho lá na Farmasi Arena, no Rio, e soar a primeira nota… Qual é a frase que vai passar pela cabeça de cada um de vocês para resumir o tamanho desse encontro?
Xande de Pilares: “Muita calma nessa hora!” [risos]
Mauro Júnior: “Muita calma nessa hora”, exatamente!
Xande de Pilares: Caralho, essa frase continua carregando a gente [risos].
Mauro Júnior: Pô, é isso. Com calma a gente pode tudo.
TMDQA!: Espetacular! Xande, Mauro, mais uma vez foi uma honra de verdade. Muito obrigado pelo papo, gente! Valeu mesmo.
Mauro Júnior: Obrigado, Eduardo! Deixa eu falar um negócio para você: parabéns, tá? Não é toda hora que a gente encontra um entrevistador desse jeito, não.
Xande de Pilares: É verdade, vou reforçar aqui. Continue tirando onda, muito bom, excelente!
Continua após o post
Revelação – “Tava Escrito: O Reencontro Histórico”
Muito mais do que uma celebração na história do samba nacional, a turnê do Revelação entrega um significado que somente uma entrevista assim poderia explicar. Você pode comprar os seus ingressos clicando aqui. Nos vemos na grade dançando e cantando em plenos pulmões?
OUÇA AGORA MESMO A PLAYLIST TMDQA! BRASIL
Música brasileira de primeira: MPB, Indie, Rock Nacional, Rap e mais: o melhor das bandas e artistas brasileiros na Playlist TMDQA! Brasil para você ouvir e conhecer agora mesmo. Siga o TMDQA! no Spotify!
O post TMDQA! Entrevista: Xande de Pilares, Mauro Júnior, Grupo Revelação e devaneios geracionais apareceu primeiro em TMDQA!.
Eduardo Ferreira
TMDQA! Entrevista: Xande de Pilares, Mauro Júnior, Grupo Revelação e devaneios geracionais




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.