TMDQA! Entrevista: sinergia, Bia Soull e “PORNOGRAFIA AUDITIVA”

Exija que uma mulher peça licença para sentir. Monopolize o microfone por décadas para que o desejo seja sempre contado sob a mesma ótica masculina e utilitária. Tente usar o verniz do falso moralismo para convencer uma geração de que a liberdade dos corpos tem limite, hora e lugar para acontecer.
O resultado desse cabo de guerra? Bia Soull cortou a corda. Em vez de se curvar às regras confortáveis do mercado, a artista paranaense fincou os pés no asfalto de São Paulo e transformou o sussurro em grito no disco mais insolente, magnético e arquitetado de 2026.
Se os primeiros passos no ecossistema do funk paulista já mostravam que sua caneta não aceitava coleira, o recém-nascido PORNOGRAFIA AUDITIVA implode as paredes dos rótulos tradicionais. Costurado por um time de produtores que despe o funk de seus excessos e injeta um minimalismo sombrio e vanguardista digno das pistas eletrônicas europeias, o álbum caminha com elegância pelo fio da navalha: o peso claustrofóbico dos graves texturizados, o erotismo cru que funciona como escudo político e a soberania inegociável de uma mulher negra e bissexual que se recusa a performar para o olhar alheio. Bia pegou o roteiro histórico da submissão e o reescreveu com as próprias regras.
Para entender como essa jornada que começou no blues de família e passou pelo rap de mensagem desaguou em um manifesto hipersexualizado e futurista, o TMDQA! teve o privilégio de mergulhar na mente da própria Bia Soull.
Nesta conversa, a princesa do funk (rap, r&b e tudo o que der na telha) destrincha a engenharia por trás do seu storytelling cinematográfico, aponta o dedo para a hipocrisia dos bastidores da música urbana, explica o conceito da sua blindagem estética e revela por que, no fim das contas, colocar o próprio prazer no centro do palco é o maior ato de rebeldia que 2026 poderia testemunhar. Ajuste o volume, porque a narrativa aqui só pertence a uma dona.
Confira a conversa abaixo!
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TMDQA! Entrevista Bia Soull
TMDQA!: Bia, boa tarde para você, muito obrigado por receber a gente, é uma honra imensa! Antes de mais nada, você está vivendo um momento incrível, né? Acabou de assinar um contrato com a Warner, e o PORNOGRAFIA AUDITIVA está completando 40 dias de lançamento. Como você está se sentindo? Como estão as coisas por aí?
Bia Soull: Obrigada eu, Eduardo! Estou muito animada de estar com vocês. Nossa, estou muito feliz e entusiasmada com todas as movimentações que estão acontecendo. Acho que assinar com a Warner é uma grande realização porque, há dez anos, a gente não conseguia prever um cenário em que uma grande gravadora assinaria com uma artista que canta “putaria”, dando esse tipo de espaço e abrindo portas para festivais.
Estou muito surpresa com a receptividade da galera. Estamos falando sobre sexo e, finalmente, as pessoas estão entendendo que o sexo é político, que ele traz temáticas importantes que precisam ser discutidas.
TMDQA!: E falando sobre esse trabalho incrível que você fez, o disco abre com “Preliminares” e é um álbum que escorre, que tem esse som quase tátil, que parece tocar o ouvinte, como acontece em “Melaço”. Queria saber, primeiramente, como foi o trabalho com produtores como o MU540, o Paulo DK, o d.silvestre e outros presentes para traduzir o calor da pele e do sexo em texturas eletrônicas e graves pesados. Dá para fazer o som ter cheiro e toque?
Bia Soull: Então, foi um processo bem fluido, porque todas as pessoas que participaram do álbum são minhas amigas! Já são produtores com quem eu vinha trabalhando, com quem eu tenho outras parcerias ou que estarão em projetos futuros; uma galera que estava ali no meu cotidiano mesmo. Tive muita ajuda do Lukinhas e do CARLOZS – o CARLOZS participa de três músicas: “Preliminares”, “Putinho piru rodado“, “Coração puro“, e o Lukinhas foi o responsável pela mixagem e masterização.
A gente regravou muitas das músicas no estúdio dele, Foi muito foda porque, por serem beats diferentes e experimentais, o som traz uma sensação de complexidade; apesar de o fio condutor ser o sexo, a gente aborda isso através dessas sonoridades, e aí vira uma experiência sensorial. Foi muito massa poder colaborar com pessoas que, além de minhas amigas, eu sou fã [risos].
TMDQA!: Além de tudo, essa sonoridade do PORNOGRAFIA AUDITIVA tem sido comparada ao “funk espacial” de outros estados e até mesmo ao minimalismo sombrio de grandes nomes internacionais, como a FKA Twigs. Como você, enquanto artista paranaense radicada em São Paulo, encontrou esse equilíbrio entre o pancadão cru das pistas paulistas e o R&B futurista minimalista? É muito notório como você passeia por diversos gêneros, o que deixa o trabalho ainda mais interessante.
Bia Soull: Olha, para ser bem sincera, eu nunca tinha parado para escutar o trabalho da FKA Twigs! Eu parei para ouvir porque, quando estávamos no estúdio produzindo “Preliminares”, o CARLOZS comentou que achava que nós bebíamos da mesma fonte, daí eu parei para ouvir alguns álbuns dela e fiquei muito chocada [risos]. Depois, assisti a alguns shows e vi que ela é uma mina foda, fico muito feliz com essa comparação e com essa relação entre os nossos trabalhos.
Mas o meu processo é curioso: eu bebo de muitas fontes, mas, ao mesmo tempo, não uso referências diretas quando estou produzindo. Eu não chego no estúdio dizendo: “olha, quero fazer uma parada parecida com isso aqui”. Geralmente eu pergunto para o produtor: “mano, o que você tem de beat aí no seu computador para eu escutar?”, eu ouço e se aquilo me toca, eu escrevo. Meu processo criativo é esse.
Então é foda, porque acabo bebendo da mesma fonte de muitos artistas; está tudo meio conectado em um imaginário coletivo.
TMDQA!: Realmente, é foda falar do seu trabalho porque você consegue dar ao PORNOGRAFIA AUDITIVA uma expansão visual admirável, seja pelos pôsteres explícitos, pelos dançarinos ou pela carga fortíssima que você traz para os shows. Quando você estava compondo no estúdio, já criava as músicas pensando em como chocaria ou seduziria o público no ao vivo, ou essa performance nasceu depois?
Bia Soull: Essa performance nasceu depois, mas sinto que todas as coisas foram muito bem amarrada, sabe? Quando a gente amarra um trabalho sonoramente, o restante flui. Pensar na capa e nos visuais nasceu por conta da sonoridade do álbum, os shows e o que eu estou produzindo daqui para frente também nasceram disso.
Acho que o artista, acima de tudo, tem que se preocupar em fazer música boa; as outras coisas vão fluindo, e foi o que aconteceu aqui. Mas fazer o show do PORNOGRAFIA AUDITIVA é muito foda, porque sinto que quem já conhece se empolga, e quem não conhece fica interessado em descobrir [risos].
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TMDQA!: Maravilhoso! Bia, você também já comentou que o álbum nasceu dessa necessidade coletiva de peitar o falso moralismo e o conservadorismo que cresceram inclusive dentro do funk. Como você enxerga o papel do erotismo explícito como uma arma política hoje, principalmente sendo uma mulher negra e bissexual no Brasil?
Bia Soull: Eu sinto que é uma resposta, sim, mas é uma resposta que eu não estou carregando sozinha. Existem muitas mulheres que vieram antes de mim para que eu pudesse me sentir mais confortável hoje, e para que o mercado entendesse que existem essas possibilidades e que eles precisam abrir as portas para a gente. Nós somos uma resistência muito fortalecida, mas, ao mesmo tempo, enfrentamos um conservadorismo gigantesco.
Estamos vivendo um momento em que dizem que a Geração Z não transa, não se encontra… Então, acho que o conservadorismo é uma coisa quase hereditária, vai passando de pai para filho. Quebrar essas barreiras e conseguir apresentar meu trabalho para um público que se enxerga em mim – e no qual eu também me enxergo – é muito especial, mas há um movimento vindo contra a gente. Por isso, senti a necessidade de trazer temáticas chocantes que conversassem com assuntos sociopolíticos, mesmo falando sobre sexo.
É necessário, ainda mais ocupando os espaços que estamos ocupando agora. É um peso, mas é um peso prazeroso de carregar.
TMDQA!: E nesse recorte de 40 dias, tal como você disse, voltou à tona a discussão de que talvez a Geração Z esteja transando menos, mas também há quem diga que apenas estão escolhendo transar de outra forma. Como você acha que o PORNOGRAFIA AUDITIVO serve de espelho para as dinâmicas sexuais dessa juventude pós-pandemia, que recusa essa estética asséptica e quer viver o desejo em estado bruto?
Bia Soull: Eu sinto que o PORNOGRAFIA AUDITIVA representa pessoas que já tinham uma liberdade sexual muito grande. Quando a galera chega em mim e fala: “meu Deus, o PORNOGRAFIA AUDITIVA mudou a minha vida”, eu sempre tenho vontade de rir, porque acho engraçado [risos] afinal, estou falando sobre sexo! Mas acho que, até então, eu mesma não tinha entendido a carga desse álbum, o fato de que ele realmente traz uma visão sobre a sexualidade e sobre a possibilidade do desejo sem culpa.
Isso é representativo e libertador. Tem uma galera que já se sentia dessa forma e tem outra que não conseguia se sentir assim, mas que, através do álbum, se libertou para sentir novas coisas, ter outras experiências e provar o que é diferente do normativo. Eu fico super feliz.
TMDQA!: Inclusive, vi aquele print que você postou no Instagram sobre um fã que fez uma tatuagem com uma letra do álbum e você super assustada brincando: “Meu Deus, ainda bem que ele não tatuou ‘tô chupando a tua pica com o meu dedo no teu cu’”. Caralho, que momento! [risos]
Bia Soull: [risos] Sim! Mas é esse o espectro de pessoas que estamos alcançando. Se alguém tatuar “tô chupando a tua pica com meu dedo no teu cu”, eu vou me assustar? Vou. Mas vai ser lindo! Que mensagem maravilhosa! [risos]
TMDQA!: Mas assim, historicamente, a música brasileira valida homens que cantam sobre esses desejos falocêntricos, enquanto as mulheres, quando fazem o mesmo, são julgadas e xingadas de forma ofensiva. Em faixas como “Ménage” e “Malandro TouchScreen”, você subverte esse jogo e ironiza a masculinidade frágil. Como é ver esses homens ouvindo as próprias fraquezas e fetiches reprimidos sendo expostos na sua voz?
Bia Soull: Quando eu estava trabalhando de forma independente, colando nos estúdios, eu me sentia muito desconfortável justamente por estar rodeada por esses caras; o mundo do funk é muito machista e dominado por homens. Muitas das mulheres que estão no funk acabam cantando o que os caras querem que elas cantem, justamente por estarem inseridas nesses espaços, então chega a ser assustador para eles quando você subverte essa dinâmica, os caras ainda ficam em choque.
Para mim, é ótimo ver que isso choca, porque o choque gera assunto, traz dinâmica, traz discussão. A arte é sobre trazer discussão, e eu consegui fazer isso no álbum. “Ménage” e “Malandro TouchScreen” falam sobre a masculinidade frágil e sobre as possibilidades da sexualidade de homens héteros ou bissexuais. É sobre provar. Acredito que tem cara que não tinha certos costumes e que, depois de escutar o álbum – ou depois que a namorada escutou e apresentou para ele -, mudou esse olhar e essa visão. Isso é gratificante.
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TMDQA!: O título do álbum já choca de início, mas a capa traz um contraste muito curioso, além de ser muito linda; ela tem a calcinha metálica que evoca uma barreira, quase uma castidade. E, no fim do disco, você entrega um “Coração Puro” para o ouvinte. Como convivem em você a poetisa do erotismo sem pudores e a artista que se expõe emocionalmente e fala de desgaste afetivo, como em “Desgraçadinha”? O sexo sem tabus seria um escudo para proteger um coração romântico?
Bia Soull: Eu acho que as duas coisas estão completamente misturadas! O erotismo é justamente sobre falar de sexo em um nível sensorial, focado na sensação de sentir prazer e em tudo o que isso engloba. Sexo é muito mais do que o ato físico; ele começa muito antes, no sentimento, no desejo, na vontade – vejo que as duas coisas andam unidas.
Eu falo muito sobre isso em “Coração puro”, que é uma música onde me exponho mais como Beatriz, indo além da Bia Soull. Para mim, o sexo e o romantismo se complementam, e assim fica muito mais bonito.
TMDQA!: Você meio que já respondeu isso na primeira pergunta quando falamos sobre a produção, mas os feats do disco – como a NandaTsunami, o Yuri Redicopa, o Matheus Coringa – funcionam quase como personagens de um roteiro. Como foi construir essa rede de artistas que estão dispostos a quebrar o puritanismo da cena junto com você?
Bia Soull: Meu, eu sinto que isso já vem sendo feito há muito tempo por muita gente, mas nós fizemos da minha forma no álbum. Como eu estava dizendo, todas as pessoas que selecionei, além de fazerem parte do meu convívio cotidiano, são pessoas que estão na rua fazendo acontecer – conheci todos esses artistas assim: ou eles estavam na rua batalhando, ou eu trombei com eles em estúdio.
Eu quis trazer para o álbum quem estava ativamente na cena e dividindo o corre do jeito que eu gosto de fazer, que é estar no rolê e de frente com essas questões.
TMDQA!: A gente já comentou sobre isso também, mas no PORNOGRAFIA AUDITIVA você vai muito além da putaria tradicional. Você fala abertamente sobre temas que a música pop costuma varrer para debaixo do tapete, como DSTs e fetiches de BDSM. Houve algum momento durante o processo criativo em que a galera da Warner pensou: “pô, talvez aqui você tenha ido longe demais”, ou esse processo ignorou completamente o botão do filtro e eles simplesmente aceitaram tudo?
Bia Soull: Não existe esse filtro, tá ligado? Primeiro porque eu realmente gosto de chocar as pessoas – isso é uma coisa que sempre quis fazer porque gera burburinho e discussão.
A Warner entrou no projeto depois que o álbum já estava pronto. A capa, os visuais, as faixas, estava tudo fechado. Eles não participaram da construção do álbum; eles compraram uma ideia que já estava pronta. Se houvesse uma discussão do tipo: “Bia, quero que você mude isso ou pare de fazer aquilo”, o contrato nem aconteceria, muito pelo contrário.
O papo deles é: “Bia, queremos que você faça justamente o que está fazendo, daqui para mais”. Inclusive, fui para o Rio esses dias conhecer o escritório e gravei outras músicas com outros artistas – e assim, putaria para caralho! É erotismo e dedo no cu, então eles não estão chocados. Eles sabem muito bem com quem estão mexendo [risos].
TMDQA!: Se o ouvinte pudesse tirar uma única certeza sobre a Bia Soull após o último segundo de “Coração Puro”, qual você queria que fosse? Que tipo de rastro você quer deixar na mente e no corpo de quem dá o play nesse disco?
Bia Soull: Eu quero que as pessoas tenham em mente que erotismo, sexualidade, estética bem construída, sonoridade bem-feita e sexo experimental pertencem a uma pessoa que não tem medo de explorar e que está disposta a fazer acontecer. Eu fiz agora, vou fazer de novo e vou continuar fazendo.
Espero que seja sempre surpreendente, porque sinto que o PORNOGRAFIA AUDITIVA veio para surpreender positivamente. Era isso que eu queria e é isso que quero daqui para frente: continuar nessa mesma linha.
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TMDQA!: E a gente tem algum spoiler sobre o que vem por aí, além das apresentações ao vivo?
Bia Soull: Muitas coisas vão acontecer! Estou recebendo muitas notícias boas. Faz pouco tempo que lançamos o álbum – 40 dias é pouco tempo de lançamento – mas já temos festivais confirmados nos quais vou participar… acabamos de fechar com uma booker, então vamos começar a montar uma turnê estruturada.
Teremos mais apoios, clipes novos e outras colaborações. Vem feats por aí que são chocantes, tá? O Twitter vai enlouquecer! [risos] Coisas muito boas estão a caminho. Estou bem animada, o PORNOGRAFIA AUDITIVA é só o primeiro passo de uma história muito bonita e de representatividade, acima de tudo.
TMDQA!: Bia, a nossa entrevista está finalizando por aqui. Meu nome é Eduardo, estou aqui representando o Tenho Mais Discos Que Amigos!, e nós temos uma tradição no final de cada entrevista: você poderia listar para a gente cinco álbuns que mudaram a sua vida e o porquê?
Bia Soull: Ai, meu Deus, cinco álbuns que mudaram a minha vida? Puta que pariu… [risos] Vamos lá:
- Lemonade, porque para mim, a Beyoncé está acima de tudo e de todos. Esse álbum mudou a minha vida.
- O É Disso Que Eu Me Alimento, da NandaTsunami. Mudou a minha vida porque a Nanda é minha amiga pessoal, foi a primeira pessoa próxima em quem enxerguei a realidade de que a gente pode fazer acontecer na marra. Ela realmente faz acontecer, então esse disco me marcou ativamente.
- O Amaríssima, da Melly! Esse álbum mudou minha vida em termos de sonoridade, de timbre, de tudo o que ela traz na voz. Acho um puta álbum, além de trazer toda a representatividade de ser uma mulher que se relaciona com outras mulheres.
- Vou falar de um álbum que gosto muito, que as pessoas precisam escutar e que mudou a trajetória do PORNOGRAFIA AUDITIVA porque foi lançado em uma época muito parecida: o VITA’S HOUSE, da Vita. É um álbum que conversa muito com o universo do meu disco, quando as pessoas discutiam sobre o PORNOGRAFIA, traziam o VITA’S, e vice-versa. Me inspirou sonoramente. A Vita é uma artista gigantesca que precisa de muito reconhecimento, ela é foda.
- E, por fim, o MEUS ERROS DE NOVO, da Barona, que é uma amiga minha e saiu há pouco tempo. É um álbum em que ela fala sobre os erros dela. Somos humanos, todo mundo está suscetível a errar, mas ela acertou muito fazendo esse disco. Minha faixa favorita é “Paty Maionese“.
É isso: escutem mulheres, escutem as pessoas que estão no corre das ruas. Esses são os álbuns que mudaram a minha vida!
TMDQA!: Seleção de peso! Finalizamos por aqui. Bia, minha amiga, obrigado demais por ter topado o papo e parabéns pelo sucesso – você merece, mesmo.
Bia Soull: Muito obrigada, eu adorei as perguntas! Até logo!
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Eduardo Ferreira
TMDQA! Entrevista: sinergia, Bia Soull e “PORNOGRAFIA AUDITIVA”




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