Lançamentos nacionais: Chico Chico, 350ml e Morro Fuji

Chico Chico lança novo material
Crédito: divulgação

Com uma voz marcante e presença de palco magnética, Chico Chico vem se consolidando como um dos nomes mais expressivos da nova geração da MPB. O cantor e compositor lançou pela gravadora Deck, em parceria com a Orquestra Sesiminas, o primeiro ato do EP Chico Chico & Orquestra Sesiminas, projeto que será dividido em três volumes e reúne registros ao vivo de uma apresentação especial realizada com formação orquestral.

O trabalho propõe uma releitura de seu repertório e de canções clássicas da música brasileira, explorando novas possibilidades sonoras a partir de arranjos orquestrados. Neste primeiro lançamento, o repertório incluiu o clássico “Admirável Gado Novo”, de Zé Ramalho e “Toada”, composição autoral de Chico Chico. Em nota para a imprensa, o filho de Cássia Eller destacou o caráter sensorial e coletivo da apresentação:

“É sempre outra experiência sermos acompanhados por uma orquestra. A música vai se expandindo por outros instrumentos e tanto o público quanto nós, que estamos no palco, nos emocionamos.”

No palco, Chico Chico esteve acompanhado por uma banda formada por João Rafael (baixo), Pedro Fonseca (piano de cauda), Thiaguinho Silva (bateria) e Walter Villaça (guitarra), reforçando a fusão entre sonoridade popular e arranjos sinfônicos da orquestra.

350ml

Crédito: reprodução

Entre a realidade e a ficção científica, a banda 350ml lançou o clipe da canção “Singular”, inteiramente produzido com inteligência artificial, mas profundamente enraizado na identidade paranaense. O projeto propõe uma experiência audiovisual que ultrapassa o uso da tecnologia como mero recurso estético, a transformando em linguagem narrativa e expressão artística.

A produção combina estética cinematográfica e narrativa surreal com uma série de referências ocultas distribuídas ao longo das cenas. Nesse universo visual, Curitiba deixa de ser apenas pano de fundo e assume o papel de personagem central. As ruas chuvosas, a iluminação urbana, a arquitetura marcada por linhas frias e o clima melancólico são reinterpretados por meio de uma estética futurista e ao mesmo tempo nostálgica.

O video foi desenvolvido quadro a quadro com o uso de ferramentas de IA generativa, em um processo que mescla direção artística humana e fotografia virtual. A combinação resulta em uma linguagem visual híbrida, na qual o controle criativo humano orienta e tensiona as possibilidades oferecidas pela tecnologia.

Todo o clipe foi concebido e realizado de forma independente por Ricardo Küster, vocalista da banda, dentro de um processo totalmente “do it yourself” (“faça você mesmo”, em português).

Morro Fuji

Crédito: divulgação

A banda Morro Fuji apresentou seu álbum de estreia, Ainda nem doeu, trabalho que consolida um território sonoro próprio que desloca as texturas e o ruído do Indie Rock e do Shoegaze para o universo da música brasileira.

A proposta do disco com 11 faixas se materializa na construção dos arranjos, que combinam densidade e leveza em diálogo constante. Entre os destaques estão as participações do trompetista Daniel Gralha, integrante do Bixiga 70, e a produção musical assinada por Lucas Rocha, guitarrista da Cidade Dormitório. Tais elementos se integram às faixas “Eu do Futuro”, “Asa de Cera” e “Sobre o Tempo e Essas Coisas”, reforçando o caráter híbrido do disco.

A dualidade entre peso e respiro também atravessa o audiovisual do projeto, especialmente no clipe duplo de “Memorável” e “Nuvens Espirais”. As imagens oscilam entre o real e o subjetivo, ampliando a atmosfera de transição e introspecção que marca este novo momento da banda.

Formada em 2019 no ABC Paulista, a Morro Fuji é composta por Angela Destro (voz), Leonardo Pacheco (guitarra), Nícolas Farias (voz e guitarra), Natan Bertolino (bateria) e Pietro Demarchi (baixo). Em nota para a imprensa, Nícolas comentou:

“É algo feito para ser lembrado nos anos 2030 como o registro de um tempo vivido e provocar catarse não pela explosão, mas pela identificação. Cada elemento visual e narrativo do álbum existe para fixar a banda como coletivo, transformar o agora em memória futura e ocupar esse espaço suspenso onde ‘Ainda Nem Doeu’.”

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Gabriel von Borell

Lançamentos nacionais: Chico Chico, 350ml e Morro Fuji


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