5 bandas que o lendário Ginger Baker odiava

Ginger Baker foi um dos bateristas mais influentes da história. Conhecido por seu trabalho excepcional no Cream e por sua abordagem inovadora do instrumento, o músico britânico ajudou a redefinir o papel do baterista, incorporando influências do jazz e transformando a bateria em uma voz tão importante quanto qualquer outra dentro de uma banda.
Baker tratava cada apresentação como uma oportunidade de expandir os limites do que um baterista de rock poderia contribuir, e assim abriu caminho para bandas lendárias como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple.
Apesar de ser respeitado por contemporâneos e admirado por diferentes gerações de músicos, seu legado não foi marcado apenas por contribuições musicais. Dono de uma personalidade explosiva e autêntica, Ginger Baker nunca teve receio de criticar seus colegas de profissão e, ao longo dos anos, se mostrou diversas vezes controverso ao atacar artistas consagrados, questionando principalmente suas habilidades técnicas.
De grupos dos quais chegou a fazer parte a alguns dos maiores nomes da história do rock, confira abaixo uma lista reunida pelo Far Out com as bandas mais odiadas pelo saudoso baterista.
5 bandas que o lendário Ginger Baker odiava
Hawkwind
O desprezo de Ginger Baker contempla até mesmo bandas pelas quais ele passou. O lendário baterista integrou o grupo de space rock Hawkwind entre 1980 e 1981, mas anos depois admitiu que só aceitou o convite para integrar o grupo por necessidade financeira.
De acordo com Baker, a experiência não foi nem um pouco prazerosa e a banda era “a maior piada da história”, com uma música “extremamente horrível”. Ele ainda acrescentou:
“Eu precisava do dinheiro, e essa foi a única razão. O Hawkwind estava mais interessado na aparência do palco e na iluminação do que na música em si – e a música deles era péssima. Atroz. Eu odiei tudo.”
BBM
Baker também fez parte do supergrupo BBM, onde tocou ao lado de Jack Bruce e Gary Moore. Juntos eles lançaram apenas um álbum de estúdio, mas encerraram suas atividades após uma turnê e uma série de outras apresentações.
Baker acredita que o projeto passou a não funcionar após o início dos ensaios para a turnê e, com o tempo, sua aversão por Moore foi aumentando.
“Foi uma época terrível, tocar com o Pompadour Mimado do Pop”, disse Baker mais tarde, lembrando como mais shows foram cancelados do que realizados e os que aconteceram foram “horríveis de qualquer maneira”. Sobre trabalhar com Moore, ele declarou:
“Ao contrário do Cream, tudo com Gary Moore era artificial. Cada solo que ele tocava era igual. Eu gosto de improvisar.”
Led Zeppelin
Sempre existiu uma certa tensão entre o Cream e o Led Zeppelin, e Ginger enxergava a ascensão do grupo de Robert Plant como uma espécie de continuação indesejada do que foi construído por sua antiga banda, o que fez sua antipatia pelos integrantes do Zeppelin aumentar ainda mais.
Para alfinetar a banda, Baker usava o baterista John Bonham como alvo, desconsiderando qualquer um que o considerasse talentoso. Apesar de em alguns momentos reconhecer que John Bonham tinha “técnica”, o músico rejeitava qualquer comparação feita entre eles:
“O público em geral é tão burro que alguém pode pensar que Bonham chega perto do nível de baterista que eu sou, é simplesmente extraordinário. Bonham tinha técnica, mas não sabia tocar um saco de batatas. Ou Mooney, por exemplo. Quer dizer, se eles ainda estivessem vivos hoje, pergunte a eles!”
The Rolling Stones
Ginger Baker também nunca demonstrou grande entusiasmo pelos Rolling Stones já que, para ele, a reputação da banda estava acima de suas capacidades musicais.
Em entrevista à Rolling Stone, o baterista demonstrou seu desprezo pelo grupo e apontou que a única exceção, em sua opinião, era o baterista Charlie Watts:
“Não chego nem perto de um show dos Rolling Stones. Eles não são bons músicos, por isso. O melhor músico dos Stones é o Charlie [Watts], de longe”.
O baterista também confessou que achava que a banda deixava a desejar em relação às letras de suas músicas, mas na mesma entrevista afirmou que não era “fã de muita gente”, soando como se sua antipatia pelos Stones não fosse algo extremamente pessoal.
The Beatles
Até os Beatles entraram para a lista de desafetos de Ginger Baker. O baterista acreditava que o quarteto alcançou um sucesso muito maior do que suas habilidades técnicas justificariam, enxergando limitações especialmente na formação musical dos integrantes.
Em entrevista à Forbes, Baker criticou a incapacidade de Paul McCartney de ler e escrever partituras, argumentando:
“Até ele precisa que alguém escreva para ele. E ele acha isso bom. Saiu um artigo em que ele disse que, se aprendesse a ler partituras, talvez não conseguisse escrever tão bem. Costumávamos dizer sobre os Beatles em 1963: ‘Eles não sabem a diferença entre uma semínima e uma colcheia’. Uma semínima é o que chamamos de nota de um quarto de tempo.”
Baker também alfinetou osFab Four certa vez apontando que o sucesso deles era resultado de George Martin, afirmando que o produtor “era os Beatles” e que, sem ele, “eles não teriam chegado a lugar nenhum”.
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Lara Teixeira




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