LVCAS fala sobre preconceito contra o Funk: “não entra na minha cabeça”

Durante participação no programa Amplifica, apresentado por Rafael Bittencourt, o músico e criador de conteúdo Lucas Inutilismo refletiu sobre a forma como as pessoas constroem opiniões atualmente e relacionou tal comportamento ao preconceito musical, especialmente em relação ao Funk.
Segundo o artista, que assina como LVCAS, um dos problemas do debate atual é a tendência de muitos indivíduos chegarem às discussões com posicionamentos já definidos, sem disposição para ouvir argumentos ou reconsiderar suas perspectivas. Na conversa, ele disse:
“Me incomoda um pouco isso no nosso modelo atual de ver o mundo, assim, falando de uma maneira geral, né? Que as pessoas hoje em dia, parece que elas já têm um discurso pronto. Elas não estão mais pensando ou ponderando nada. Parece que não existe mais conversa. A pessoa já chega certa do que ela acha e certa do que uma coisa é, ou do que ela não é, e ela não está.”
Lucas, na ocasião, também comentou os impactos do excesso de informações e da disseminação de conteúdos falsos no ambiente digital:
“Por mais que você vá falar alguma coisa, tentar apresentar um argumento que faça sentido, eu sinto que isso vai ser muito ignorado. A gente vê na internet hoje, está cada vez mais maluco isso, porque acho que a gente tem tanta informação e tanta coisa que é mentira, que parece que a verdade perdeu um pouco o valor.”
Concorda?
Lucas Inutilismo debateu o preconceito musical em conversa com Rafael Bittencourt
Ao abordar o tema da música, LVCAS relatou experiências pessoais com comentários recebidos em suas composições. De acordo com o artista, alguns ouvintes apreciam sua música até identificarem uma característica associada a um gênero com o qual têm preconceito:
“Por exemplo, eu tenho algumas faixas minhas que você tem ali uma coisinha ou outra de… uma percussão mais puxada para o Funk em algum momento, um negócio meio parecido de andamento, de maneira como eu canto em alguns momentos e tudo mais que lembra um pouco essa estética. E eu já li comentário do cara falando assim: ‘Putz, estava bom até vir um elemento do Funk.’ Como que o cara, tipo assim, você odeia… para mim não entra muito na minha cabeça você odiar um gênero assim. Eu sempre falo que música ruim existe de todos os gêneros, mas gênero ruim? Eu acho que, tipo assim, o cara, ele vê, ele reconhece que o negócio faz assim [imita a batida do Funk] e fala: ‘Mano, aqui eu já não escuto mais.’”
De fato, a identificação de uma batida ou estética específica não deveria ser motivo suficiente para interromper a escuta ou desqualificar a obra, né? Confira o trecho da fala de LVCAS logo abaixo!
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Gabriel von Borell
LVCAS fala sobre preconceito contra o Funk: “não entra na minha cabeça”





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