Rafael Bittencourt explica como o Metal uniu o Punk e o Rock Progressivo

O Heavy Metal se consolidou como um dos gêneros mais diversos do Rock por ser capaz de reunir influências que, inicialmente, podiam ser consideradas incompatíveis por alguns. Para Rafael Bittencourt, cofundador e guitarrista do Angra, essa capacidade do Metal de unir extremos ajudou a moldar a identidade do estilo e explica parte de sua força até os dias atuais.
Em participação no documentário Sons de São Paulo, disponível na Globoplay, o músico refletiu sobre o cenário que encontrou na juventude e que ajudou a formar a geração de bandas que iriam despontar nos anos 1990, incluindo o próprio Angra.
Em um trecho da produção, ele apontou:
“Nos anos setenta, o Rock se dividiu muito claramente no movimento Punk, que era o ‘do it yourself’ – pega a guitarra e faz de maneira despojada, mas dando voz a uma parte da sociedade – e o Rock Progressivo, que era a erudição dentro do Rock.”
Na visão do guitarrista, o Metal surgiu justamente como um ponto de encontro entre essas duas vertentes:
“O Heavy Metal, eu acho, nasce no meio disso, porque ele é despojado, ele é provocador, ele tem a agressividade para provocar, para incomodar um pouco, mas tem a erudição.”
Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli, do Angra, participaram do Sons de São Paulo
No documentário Sons de São Paulo, dedicado à trajetória de importantes nomes do Rock paulista ao longo das décadas, Rafael Bittencourt e o baixista do Angra, Felipe Andreoli, também relembraram momentos marcantes da carreira.
Inclusive, em um de seus relatos, Rafael falou sobre como o Angra surgiu e citou o termo “boyband de Metal espadinha”, que virou piada entre fãs do grupo por ter sido a descrição usada por Régis Tadeu para falar sobre a banda. Veja aqui.
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Lara Teixeira
Rafael Bittencourt explica como o Metal uniu o Punk e o Rock Progressivo




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