Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo C

Bandas e artistas do Grupo C da Copa do Mundo 2026

A Copa do Mundo 2026 já está rolando a todo vapor, com jogos acontecendo nos Estados Unidos, no Canadá e no México desde 11 de Junho. A seleção brasileira segue na busca pelo hexacampeonato, tendo vencido o Haiti na última partida e se preparando para um confronto decisivo contra a Escócia na quarta (24).

Pela primeira vez na história, a Copa está reunindo 48 seleções, todas sonhando com a taça após a final em 19 de Julho.

E, por aqui, já é tradição: em ano de Copa, o TMDQA! sempre aproveita para destacar a pluralidade do mundo da música, te levando por uma viagem pelas culturas de diferentes países e mostrando que há (muita) coisa boa espalhada por aí.

Do Pop ao Metal, passando pela música tradicional e pelo Indie, você poderá ouvir artistas e bandas de todo planeta, já que indicaremos um nome de cada país de acordo com os grupos das seleções.

Hoje, a matéria é especial: chegou a vez de conhecermos o Grupo C, que tem justamente o Brasil e, por isso, resolvemos mudar a fórmula. Com uma cena tão plural, seria injusto destacarmos apenas um nome do nosso país, como faremos com os outros participantes do grupo – Marrocos, Haiti e Escócia – e você pode ver como ficou a nossa lista logo abaixo, depois do link para os grupos anteriores!

Bandas e artistas do Grupo C da Copa do Mundo 2026

Brasil

O país-sede do futebol bonito dispensa apresentação quando o assunto é música, e o TMDQA! acompanha de perto os novos nomes da cena brasileira diariamente através da sua seção de música brasileira, que você pode acessar neste link. Mas, para quem quer três indicações certeiras de artistas que representam o frescor da produção atual do país, vale prestar atenção nestes destaques!

Os Garotin

O primeiro deles é Os Garotin, trio formado por Anchietx, Leo Guima e Cupertino, três amigos de São Gonçalo (RJ) que se juntaram em 2019 e construíram uma identidade sonora que mistura R&B, soul, MPB e black music com uma brasilidade de raiz.

O álbum de estreia, Os Garotin de São Gonçalo (2024), levou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, consolidando o grupo como uma das forças mais originais da nova geração musical do Brasil.

Apresentações esgotadas pelo país inteiro, incluindo em grandes festivais, vêm mostrando cada vez mais que a banda veio para ficar.

pré/sal

De Campinas (SP), a pré/sal surge como retrato sonoro de uma geração que cresceu cercada por promessas de futuro e convive com a frustração do presente. Formada por Eleonora (voz), Pedro e Heitor (guitarras), Vilela (baixo) e Paul (bateria), a banda transita entre indie, shoegaze e math rock com um instrumental delicado que alterna contenção e explosão emocional.

O primeiro single, “Música de Escritório”, lançado pela Vintesete Records no início de 2026, funciona como um cartão de visitas direto e honesto do que o grupo tem a oferecer. Vale acompanhá-los pelo Instagram para conhecer as próximas novidades!

NandaTsunami

Por fim, NandaTsunami representa a potência do rap feminino brasileiro, um dos gêneros mais fortes do país nos últimos anos. A paulistana mistura trap, funk mandelão, afrobeat e R&B em composições que falam de poder pessoal, espiritualidade e atitude de rua.

O álbum É Disso Que Eu Me Alimento (2025) a colocou no radar nacional, e o hit viral “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)”, que já acumula mais de 25 milhões de reproduções, selou sua entrada na cena de vez. Aos 26 anos, Nanda é hoje uma das vozes mais autênticas da nova cena urbana do país e merece estar na sua playlist!

Marrocos: Bab L’Bluz

Apesar da cena local marroquina ter pouca força mundialmente, há uma banda que vem se destacando há anos ao misturar a tradição da música típica do país, em especial o gimbri (uma espécie de baixo marroquino) e a flauta, a influências do Rock mais tradicional, incluindo o Blues.

Além disso, uma pitada de Afrobeat e de ritmos africanos de forma geral completam o som da Bab L’Bluz, banda formada por Yousra Mansour Brice Bottin em Marrakesh no ano de 2018 e que vem conquistando cada vez mais fãs, especialmente depois do lançamento do disco Nayda! em 2020.

Expandindo esse sucesso, o disco Swaken (2024) foi outro sucesso, e mostrou que o grupo ainda tem muito a entregar para quem estiver disposto a ouvir.

Haiti: Jason Derulo

A participação do Haiti na Copa do Mundo 2026 é histórica por si só, e o país caribenho também tem representantes de peso no mundo da música, ainda que nem sempre reconhecidos por suas raízes haitianas.

O maior exemplo talvez seja Jason Derulo, nascido Jason Joel Desrouleaux em Miramar, na Flórida, filho de pais haitianos. Seu primeiro idioma foi o crioulo haitiano, língua que ele ainda fala com a família, e o cantor nunca escondeu o orgulho de sua herança, tendo inclusive gravado por lá o clipe de “Colors”, faixa feita para a Copa do Mundo de 2018, e lançado ainda um remix da faixa “Ayo Girl” em konpa, ritmo típico do país.

Para além dele, o Haiti tem uma tradição forte de exportar talentos para o mainstream internacional: Pras Michel e Wyclef Jean, dois dos três integrantes do lendário Fugees, são de origem haitiana, e inclusive o nome do grupo vem de um termo preconceituoso contra refugiados do país.

Já dentro do Haiti, talvez o grande destaque da cena atual seja Rutshelle Guillaume, cantora e compositora nascida em Porto Príncipe que mistura konpa, R&B e zouk com letras sobre amor, resiliência e empoderamento. Vale a pena conhecer!

Escócia: Boards of Canada

A Escócia, que tem uma das histórias mais legais de classificação para esta Copa do Mundo, é dona de uma cena musical tão rica quanto diversa, mas o grande destaque do momento por aqui é o Boards of Canada.

O duo eletrônico minimalista formado pelos irmãos Mike Sandison e Marcus Eoin acaba de lançar Inferno, seu quinto álbum de estúdio, após 13 anos de silêncio desde Tomorrow’s Harvest (2013). O trabalho reforçou o status do grupo como uma das bandas mais cultuadas do planeta, além de uma influência enorme para artistas de todos os tipos.

Mas a Escócia é muito plural. Há, por exemplo, o Belle and Sebastian, formado em Glasgow em 1996 e que segue como referência absoluta do Indie; já o Rock Alternativo tem no Biffy Clyro, trio de Kilmarnock, um de seus representantes mais viscerais, enquanto o Primal Scream, também de Glasgow, atravessa décadas transitando entre Rock, música eletrônica e psicodelia.

No terreno da música eletrônica contemporânea, o produtor Barry Can’t Swim despontou como uma das grandes revelações recentes, misturando House, Jazz e texturas melódicas em sets que conquistaram festivais ao redor do mundo.

Além disso, é impossível falar de Escócia sem citar clássicos como o Simple Minds, gigante da New Wave nos anos 1980 com o clássico “Don’t You (Forget About Me)”. Outros grandes nomes influentes são o Mogwai, referência do Post-Rock instrumental; o Franz Ferdinand, que ajudou a definir o revival do Indie Rock nos anos 2000; e a banda Travis, dona de hinos melancólicos que marcaram a virada do milênio. Não faltam motivos para prestar atenção no que sai dali!

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Felipe Ernani

Copa do Mundo 2026: conheça bandas e artistas de todos os países do Grupo C


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