Roberta Medina responde críticas sobre ausência do Rock no Rock in Rio: “o que esgota é o Pop”

“O Rock in Rio nunca foi só Rock.” Foi assim que Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, respondeu às críticas que costumam acompanhar o anúncio do line-up do festival.
Para a executiva, a diversidade de gêneros faz parte da identidade do evento carioca desde sua primeira edição, em 1985, e reflete tanto a disponibilidade dos artistas quanto as preferências do público.
A declaração foi feita durante entrevista à imprensa brasileira no Rock in Rio Lisboa, em Portugal, onde Roberta comentou os questionamentos recorrentes sobre a presença cada vez maior de atrações pop na programação.
A cada anúncio de line-up, expressões como “Cadê o Rock?” e “Virou Pop in Rio?” voltam a circular nas redes sociais, impulsionadas principalmente por fãs do gênero. Segundo a empresária, embora os fãs de Rock sejam mais ativos nas críticas, são justamente os dias dedicados ao Pop que costumam registrar a venda mais rápida de ingressos (via G1):
Os roqueiros falam isso. O povo do Pop não reclama. E é muito engraçado porque os roqueiros são barulhentos. Então quando não tem o Rock, eles vão nas redes, fazem barulho, mas o primeiro dia que esgota é o Pop. A gente ama o Rock. Está na nossa essência, está na nossa atitude. Mas o que a gente precisa construir são dias que funcionam para essas milhares de pessoas.”
Vale lembrar que ainda há ingressos para os dias de Rock in Rio em que os headliners são mais ligados ao Rock – Foo Fighters (4/9), Avenged Sevenfold (5/9), Elton John (7/9) e Twenty One Pilots (13/9), além do Stray Kids (11/9). Já os dias com programação mais Pop, com Calvin Harris (6/9) e Maroon 5 (12/9) como headliners, estão esgotados.
Quem tiver interesse nos dias disponíveis pode garantir seu acesso ao festival através do site da Ticketmaster Brasil.
Roberta Medina rebateu as críticas do público que pede mais Rock no Rock in Rio
Na mesma entrevista, Roberta Medina também destacou que a composição do line-up depende da disponibilidade dos artistas e das dinâmicas do mercado musical. De acordo com ela, a diversidade de estilos sempre esteve presente no DNA do Rock in Rio:
A gente é Rock, é Pop. Aqui até adotamos o ‘All in Rio’. Porque é isso: é tudo. Sempre foi. Se a gente olhar para 1985, sempre foi sobre todos os estilos. Nunca foi só Rock.”
Durante os quatro dias do Rock in Rio Lisboa, cerca de 330 mil pessoas passaram pela Cidade do Rock, instalada no Parque Tejo. A programação reuniu artistas de diferentes gêneros, do Pop ao Metal, incluindo nomes como Sepultura e Linkin Park.
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Gabriel von Borell
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