Os 6 discos que mudaram a vida de Emicida

Emicida terá Projota, Rashid e Borges em show no Rio que celebra gerações do rap brasileiro
Crédito: Walter Firmo

Emicida, considerado um dos grandes nomes do rap nacional, compartilhou com o TMDQA! alguns dos principais discos que marcaram sua vida e inspiraram sua trajetória musical.

O talentosíssimo rapper, que lançou no ano passado o álbum Emicida Racional VL 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores, iniciou sua seleção falando sobre o álbum homônimo do Paulinho da Viola lançado em 1980. Além de destacar a subcapa criada por Elifas Andreato, Emicida contou que, por coincidência, antes de começar a trabalhar em um novo projeto, ele sempre escuta o álbum em questão repetidamente. Para ele, esse é o sinal de que uma nova criação está prestes a surgir.

Na sequência, o rapper paulistano destacou Luz, quinto disco de estúdio de Djavan – “o mais brabo de todos”. Ele ainda lembrou que aprendeu a entender a complexidade da obra do cantor graças às conversas com o músico Thiago Jamelão e acrescentou:

Acho que tem uma coisa incrível, né? Porque ele é um disco mais ou menos ali do momento da luta contra o apartheid. Pra mim é fascinante ver que o que o Djavan quis compartilhar com o mundo naquele momento foi luz. E por isso ele é o Djavan e eu sou só o Emicida.”

Entre os álbuns que mudaram a vida de Emicida também está Clube da Esquina, de Milton Nascimento e do saudoso Lô Borges, que o artista classificou como uma verdadeira “seleção” da música naciona. É “o Brasil no seu melhor”, disse ele, que citou ainda a releitura da clássica capa feita por Djonga como uma das homenagens mais interessantes já realizadas no rap brasileiro e sugeriu:

Esse disco, rapazeada, sem comentários. Se você não conhece esse disco, faça um favor a mim e fique longe da minha pessoa.”

Emicida também citou discos de Cassiano, Sabotage e Erasmo Carlos

Outro trabalho fundamental em sua trajetória artística foi Cuban Soul: 18 Kilates, de Cassiano. Segundo o rapper, o cantor influencia os Racionais não apenas por sua textura e som, mas pela busca da autenticidade e profundidade espiritual presente em suas músicas.

Emicida também escolheu Sonhos e Memórias (1941-1972), disco de Erasmo Carlos apresentado a ele por DJ Nyack. Esse disco conta inclusive com a faixa “É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo”, música que mais tarde inspirou uma releitura feita por ele e outros artistas e que voltou aos holofotes ao integrar a trilha de Ainda Estou Aqui. Entre as faixas do disco, o rapper revelou ter um carinho especial por “Gente Aberta”.

Apesar da proposta ter sido listar apenas cinco discos que mudaram sua vida, Emicida foi além e decidiu “quebrar a regra” para incluir o emblemático álbum Rap é Compromisso!, do Sabotage. Sobre a obra e sua influência na cena do Rap, Emicida declarou:

Muitas das coisas que a gente conhece anos depois, as sementes estão plantadas ou aqui, ou na relação muito próxima do Sabotage com o Instituto. O tipo de experimentação feita a partir de ‘Dama Tereza’, ou de ‘Mun-Rá’, já eram sementes que estavam sendo plantadas pelo maestro do Canão. Se não fosse ‘Dama Tereza’, não existiria ‘Baiana’, por exemplo. Isso é uma parada que as pessoas não fazem essa associação. Mas esse disco foi uma escola pra mim. ‘Um Bom Lugar’ é um clássico incontornável.”

Confira abaixo músicas que integram os discos que mudaram a vida de Emicida, além do vídeo com as escolhas e explicações completas ao final da matéria!

Os 6 discos que mudaram a vida de Emicida

Paulinho da Viola — Paulinho da Viola

Djavan — Luz

Milton Nascimento & Lô Borges — Clube da Esquina

Cassiano — Cuban Soul: 18 Kilates

Erasmo Carlos — Sonhos e Memórias

Sabotage — Rap é Compromisso!

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Lara Teixeira

Os 6 discos que mudaram a vida de Emicida


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