Rock in Rio: “Roqueiros fazem barulho, mas o 1º dia que esgota é o pop”, diz Roberta Medina

O Rock in Rio Brasil 2026 acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, localizada no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O line-up traz nomes como Stray Kids, Zara Larsson, Demi Lovato, Elton John, Ivete Sangalo, Black Eyed Peas, dentre outros nomes representando vários gêneros musicais. O ecletismo do festival, no entanto, sempre levanta questionamentos nas redes sociais, o que levou a vice-presidente da Rock World, Roberta Medina, a rebater as críticas sobre a identidade do evento e destacar o real comportamento do público na hora de comprar os ingressos!

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Foto: Twitter/@rockinrio

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A cada anúncio de atrações, comentários como “cadê o rock?” ou apelidos como “Pop in Rio” se tornaram uma presença confirmada na internet. Durante a edição do festival em Lisboa, Roberta Medina analisou essa reação do público e foi direta sobre a balança comercial do negócio. “Os roqueiros falam isso. O povo do pop não reclama. E é muito engraçado porque os roqueiros são barulhentos. Então, quando não tem o rock, eles vão nas redes, fazem barulho, mas o primeiro dia que esgota é o pop”, afirmou a executiva.

Apesar da fala sincera, a empresária fez questão de reforçar que o festival não renega suas origens, mas precisa acompanhar a demanda do mercado e a disponibilidade das turnês. “A gente ama o rock. Tá na nossa essência, tá na nossa atitude. Mas o que a gente precisa construir são dias que funcionam para essas milhares de pessoas. A gente é rock, é pop. E a gente aqui até adotou o ‘all in Rio’. Porque é isso, é tudo. Sempre foi. Se a gente olhar para 1985, sempre foi sobre todos os estilos. Nunca foi só rock”, relembrou.

Curadoria dos grandes palcos

Foto: Divulgação

A dinâmica de vendas e o tamanho das atrações também ditam como a curadoria do Rock in Rio monta a grade de shows. Roberta explicou que, embora o festival abra espaço para nomes menores e independentes em seus palcos secundários, a arena principal exige artistas com apelo de massa e hits consolidados para evitar prejuízos.

“Quando você vai para os grandes palcos, tem que ser aqueles que são consagrados, senão também é um grande risco”, justificou a VP, deixando claro o pragmatismo que mantém o festival como uma das marcas mais lucrativos do entretenimento global há décadas.

 

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Vanessa Bandeira

Rock in Rio: “Roqueiros fazem barulho, mas o 1º dia que esgota é o pop”, diz Roberta Medina


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