Keith Richards diz que o mundo seria melhor sem celulares: “está me matando”

O lendário Keith Richards expressou recentemente sua preocupação com os rumos da tecnologia.
O assunto foi abordado pelo influente guitarrista dos Rolling Stones em uma nova entrevista ao The Guardian (via Igor Miranda), na qual ele criticou o avanço da Inteligência Artificial e o uso excessivo de celulares, argumentando em relação ao impacto dessas mudanças na música e na sociedade:
Pessoalmente, acho que o mundo seria melhor sem esse maldito celular. A inteligência artificial está me matando, sabe? [Se] temo pelo futuro da música? Temo pelo futuro de tudo. Eles não sabem o que diabos isso faz, então agora ficamos todos dependentes disso.”
Keith Richards critica o avanço da Inteligência Artificial
O músico de 82 anos de idade também relembrou as mudanças que acompanhou ao longo de mais de seis décadas de carreira e apontou que, para ele, a evolução das técnicas de gravação não representou exatamente um ganho artístico:
Eu me apego aos métodos antigos, como meu pai diria. Vi discos passarem de serem gravados em fitas de dois canais colados na parede para oito canais, depois 16, 24, e então o digital, e isso não ajudou em nada a música. Mas é algo com que você tem que conviver.”
Por outro lado, Richards reconheceu que algumas tecnologias tiveram papel importante em sua trajetória criativa. O músico relembrou que a fita cassete foi decisiva para o surgimento de um dos maiores clássicos da carreira dos Rolling Stones:
Se não fosse pela fita cassete, não teria havido ‘Satisfaction’, pois eu criava o riff enquanto dormia, apertava o botão de gravar e, no dia seguinte, tinha o esboço de ‘Satisfaction’.”
Novo disco dos Rolling Stones
As declarações de Keith Richards acontecem enquanto o músico e seus companheiros de banda estão se preparando para lançar seu 25º disco de estúdio Foreign Tongues, que está previsto para ser lançado no dia 10 de Julho.
Até o momento, os Stones já compartilharam quatro prévias das 14 faixas que vão integrar o disco sucessor do elogiado Hackney Diamonds.
Entre os singles estão “Rough And Twisted”, “In The Star”, “Jealous Lover”, com Steve Winwood e Andrew Watt, e “Divine Intervention”, que conta com a participação do icônico Robert Smith do The Cure tocando guitarra e fazendo backing vocals. Ouça aqui.
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Lara Teixeira
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