5 discos que tiveram capas perfeitas

Antes da era do streaming, a capa de um disco costumava ser o primeiro contato do público com o universo de um artista.
Em alguns casos, a arte conseguiu representar com precisão o que o ouvinte encontraria ao colocar o álbum para tocar; em outros, despertava curiosidade enquanto criava um mistério em torno da obra.
Ao longo dos anos, algumas capas foram tão aclamadas que chegaram a ultrapassar os limites da indústria musical e se tornaram verdadeiros ícones da cultura pop.
Seja pela história por trás de sua criação ou simplesmente por capturar a essência do álbum, diversas bandas, que vão desde a cena psicodélica até representantes do indie rock, conseguiram encontrar na arte visual a tradução ideal para suas ideias, criando capas que permanecem reconhecíveis décadas após seus lançamentos.
A seguir, confira uma lista reunida pelo Far Out com cinco discos que marcaram a história da música com suas capas perfeitas!
5 discos que tiveram capas perfeitas
5. 13th Floor Elevators – The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators (1966)
Considerada pioneira não-reconhecida do rock psicodélico, a banda 13th Floor Elevators ficou conhecida por ter usado pela primeira vez o termo “rock psicodélico” em um cartão de visitas e o músico Tommy Hall, que usou uma chaleira elétrica na gravação do disco de estreia do grupo, The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators, é creditado como o criador da expressão.
Com cores vibrantes, formas caleidoscópicas e elementos enigmáticos como um olho e uma pirâmide dentro de um olho, a arte da capa do primeiro disco da banda expressa perfeitamente a atmosfera alucinógena e experimental presente nas músicas do 13th Floor Elevators.
4. The Strokes – Is This It (2001)
O The Strokes apresentou ao público uma das capas mais emblemáticas do indie rock ao lançar seu álbum de estreiaIs This It. A fotografia de Colin Lane mostrando uma mão enluvada sobre o corpo de uma mulher pode até não transmitir muitas equivalências sonoras, mas no momento em que você dá play na faixa-título que abre o disco, a conexão entre o som e a imagem surge.
Curiosamente, a foto nasceu de forma despretensiosa, sem um conceito elaborado por trás. Ainda assim, ela conseguiu capturar o charme, a sensualidade e a atitude descolada que fizeram o disco de estreia dos Strokes revolucionar a cena do rock no início do século XXI.
3. Pink Floyd – Animals (1977)
A capa de Animals do Pink Floyd é um exemplo clássico de quando imagem e conceito caminham lado a lado. Ao se reunir com o fotógrafo Aubrey Powell para assinar a capa de um álbum que apresenta uma série de críticas sociais em suas letras, Roger Waters teve a ideia de enviar um porco inflável para o alto da usina elétrica de Battersea, em Londres, pois achava que isso capturava perfeitamente a essência do álbum inspirado em A Revolução dos Bichos.
Em entrevista à Rolling Stone, ele disse:
Achei que tinha algumas boas conexões simbólicas com o Pink Floyd daquela época. Primeiro, pensei que fosse uma usina elétrica, o que é bem óbvio. E segundo, que tinha quatro pernas. Se você a invertesse, virava uma mesa.”
2. Godspeed You! Black Emperor – F# A# ∞
A banda de post-rock canadenseGodspeed You! Black Emperor conseguiu encontrar a maneira exata de expressar na capa do seu disco de estreia, F# A# ∞, a atmosfera sombria que acompanha as faixas de sua obra.
A arte perturbadora da capa transmite a sensação constante de isolamento e devastação, como se observasse o fim de tudo à distância. Assim como as músicas, ela provoca desconforto e fascínio ao mesmo tempo, funcionando como uma extensão do contexto de suas faixas.
1. Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006)
Com seu disco de estreia Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, o Arctic Monkeys foi responsável por popularizar novamente o Indie depois do The Strokes. A obra chegou acompanhada por uma capa que se tornou um dos marcos da carreira do grupo.
Isso porque a foto de Chris McClure, amigo da banda, fumando um cigarro, expressava o espírito das músicas do álbum, que retratavam a vida noturna do norte da Inglaterra – mesmo que tenha sido registrada no Korova Bar, em Liverpool, nas primeiras horas da manhã.
Quase duas décadas depois, a capa continua parecendo totalmente ligada ao seu tempo e, ao mesmo tempo, atemporal.
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Lara Teixeira




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