5 vezes em que Paul McCartney detonou outros artistas

Paul McCartney em São Paulo em 2023
Foto por Stephanie Hahne/TMDQA!

Paul McCartney é um daqueles artistas que parecem ter conquistado um lugar de admiração quase unânime na história da música.

Ao lado de John Lennon, formou nos Beatles uma das duplas de compositores mais bem-sucedidas de todos os tempos e ainda revolucionou a maneira de tocar baixo, construindo uma carreira que se mantém relevante muito depois do fim da lendária banda.

Fora da música, Macca também construiu uma imagem associada à defesa de causas importantes e ao apoio a novos artistas. Ao longo dos anos, o ex-Beatle demonstrou interesse pelas mudanças do Rock e buscou manter seu nome conectado a diferentes gerações da música.

Mas existe um outro lado do músico veterano que nem sempre recebe a mesma atenção. Apesar de sua postura geralmente afetuosa e de sua reputação como uma figura querida, Paul McCartney também já foi bastante crítico em relação a outros artistas. E, quando decide falar, suas opiniões podem ser surpreendentemente afiadas.

Suas declarações costumam contrastar com seu jeito aparentemente tranquilo e bem-humorado: McCartney não é conhecido por atacar outros músicos em busca de manchetes, o que torna seus comentários mais duros ainda mais marcantes.

A seguir, em uma lista reunida pelo Far Out, relembre cinco vezes em que Paul McCartney detonou outros artistas!

5 vezes em que Paul McCartney detonou outros artistas

Madonna

A relação de Paul McCartney com Madonna passou longe da admiração durante boa parte dos anos 1990. No livro Conversations with McCartney, de 2015, o ex-Beatle admitiu que se sentia incomodado com o enorme sucesso da cantora e com a maneira como ela era tratada pela mídia. Para ele, a exposição transformava a artista em uma espécie de “deusa” aos olhos do público.

McCartney também reconheceu que havia um componente de competitividade em sua visão sobre Madonna e outras grandes estrelas, como Michael Jackson.

“Se você é competitivo, é isso que você faz. Você olha as paradas, vê o que eles venderam. Bom, vamos tentar vender mais”, explicou o músico, lembrando de um período em que acompanhava de perto o desempenho comercial de seus contemporâneos.

Oasis

Paul McCartney demorou a demonstrar admiração pelo Oasis, mesmo com a banda considerando os Beatles uma de suas maiores influências. O incômodo do integrante dos Fab Four começou em 1996, quando Noel Gallagher afirmou que os dois primeiros discos do grupo eram melhores do que os trabalhos do quarteto.

No ano seguinte, McCartney respondeu com ironia o que pensava sobre o Oasis:

São cópias e se acham demais. Não significam nada para mim”.

Anos depois, o ex-Beatle suavizou sua posição e reconheceu os méritos da banda dos irmãos Gallagher. Em 2016, afirmou que o Oasis era “jovem, inovador e compunha boas músicas”, mas apontou a declaração de Noel como um grande erro. Para McCartney, dizer que uma banda seria maior que os Beatles era praticamente “o beijo da morte”.

The Rolling Stones

Nem mesmo uma das maiores bandas de Rock da história escapou das críticas de McCartney. Em 2021, o músico afirmou que os Rolling Stones eram essencialmente “uma banda cover de blues” e declarou que acreditava que o alcance dos Beatles era “um pouco maior” do que o dos Stones.

Anteriormente, Paul fez comentários semelhantes, apontando que os Stones tinham raízes mais concentradas no blues, enquanto os Beatles reuniam uma variedade maior de influências. “Há muitas diferenças, e eu adoro os Stones, mas os Beatles eram melhores”, declarou Macca.

Mick Jagger não parece ter se incomodado com os comentários de McCartney, e ainda o convidou para participar dos dois últimos discos Hackney Diamonds (2023) e Foreign Tongues (2026).

Phil Collins

Phil Collins era fã dos Beatles desde a juventude, mas quando teve a oportunidade de pedir um autógrafo para Paul McCartney acabou perdendo um pouco da admiração pelo artista.

O músico do Genesis pediu a assinatura ao ex-Beatle em uma festa no Palácio de Buckingham em 2002, e Macca o chamou de “nosso pequeno Phil” ao falar com Heather Mills sobre o pedido.

Anos depois, Collins relembrou o episódio publicamente e afirmou que McCartney tinha uma maneira de conversar que fazia os outros se sentirem inferiores diante de seu status como Beatle. O comentário chegou até Macca, que teria procurado o músico para sugerir que os dois deixassem o episódio para trás.

Michael Jackson

Apesar da relação entre Paul McCartney e Michael Jackson ter começado de maneira promissora, as coisas não saíram como esperado. Depois de Jackson gravar “Girlfriend”, dos Wings, os dois trabalharam juntos em “The Girl Is Mine” e “Say Say Say”.

Porém, em 1985 a amizade entre eles foi estremecida devido ao fato de Jackson ter comprado por US$47 milhões a ATV, empresa que controlava os direitos de grande parte do catálogo dos Beatles.

McCartney havia aconselhado Jackson a investir em editoras musicais e, posteriormente, tentou recuperar os direitos das próprias composições. Ao descobrir que o amigo havia adquirido o catálogo, ficou indignado.

“Acho muito suspeito fazer uma coisa dessas. Ser amigo de alguém e depois comprar o tapete em que essa pessoa está pisando”, declarou Macca.

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Lara Teixeira

5 vezes em que Paul McCartney detonou outros artistas


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