TMDQA! Entrevista: Eduardo Krueger detalha trajetória do underground brasileiro à equipe do Avenged Sevenfold

Saber o hora exata de trocar um instrumento, ficar atento a tudo que acontece no palco o tempo inteiro, entender o lado humano de um artista enorme e equilibrá-lo com a profissão… são inúmeros os desafios de fazer parte da equipe de uma banda, especialmente quando se trata de um headliner do Rock in Rio.
Nos últimos anos, um brasileiro aprendeu a decifrar todas essas situações e se tornou membro de confiança da chamada crew do Avenged Sevenfold – o termo é usado para se referir à equipe de bastidores, sem a qual nenhum show acontece, e inclui diversas profissões. Eduardo Krueger se especializou em instrumentos de cordas, e hoje é o homem de confiança de Johnny Christ, baixista de longa data do grupo.
Depois de quase duas décadas circulando pelos bastidores de festivais e turnês, boa parte delas como técnico de guitarra do Machine Head, Krueger está de volta ao Brasil e no dia 5 de setembro vive um momento particularmente especial com a participação da banda no Rock in Rio, em show que fecha o Palco Mundo que também receberá Bring Me the Horizon, mgk e Sepultura.
Em uma conversa longa com o TMDQA!, que passou por diversas emoções, lições e histórias de vida, Eduardo detalhou sua trajetória, deixou dicas valiosas para quem quer seguir um caminho parecido e abriu o jogo sobre segredos que passam batido por muita gente.
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Do underground de Brasília ao palco do Rock in Rio
A história começa em 2010, nas bandas underground de Brasília, num circuito de shows de fim de semana. Ele conta que, na época, a maior banda que teve em seu portfólio era o Móveis Coloniais de Acaju, “que fazia show todo final de semana”. Por estar inserido na cena local, a referência mais próxima era Frango Kaos, vocalista da banda brasiliense Galinha Preta que também está no corre dos bastidores há muito tempo.
O Frango foi um professor. Como a gente viajava muito com o Móveis, ele sempre contava como funcionava trabalhar com uma banda um pouco maior.”
O estalo que definiu a escolha profissional de Krueger veio de um encontro pontual, ainda em Brasília, com o técnico de guitarra do Megadeth, durante uma passagem da banda pelo Brasil. Até aquele momento, ele nem sabia que a função existia.
Eu achava que o Dave Mustaine entrava no palco, tocava trinta minutos e desmontava as coisas dele sozinho. Eu não sabia nem da existência do que era um roadie, muito menos o que era um guitar tech. Foi ali que começou toda a magia do que eu queria para o meu futuro.”
A partir dali, ele decidiu que não seria um “roadie” generalista, mas um técnico de instrumento de corda, especializado o suficiente para que bandas grandes confiassem nele sem medo. É um conselho que ele repete para quem pergunta como entrar na área.
Quando as pessoas sabem o que querem, seja tocar guitarra, baixo, bateria, é preciso se especializar naquele instrumento. Não é sair se especializando em tudo, como muita gente faz, virando técnico de PA, de monitor, produtor e roadie ao mesmo tempo. Foca em uma coisa e dedica 100% do seu tempo de estudo, de prática e de manutenção daquilo.”
Essa lógica o levou a um curso de luthieria em São Paulo enquanto ainda morava em Brasília, em 2013, viajando todas as terças-feiras. Pegava um voo de madrugada, ia até Congonhas, fazia as duas horas de aula e voltava no fim da tarde, e assim conseguiu construir a confiança que ele julga como um dos pontos fundamentais para resolver problemas na hora sem incomodar o artista:
Não era só para ter a experiência de um luthier, mas para entender a anatomia do instrumento, saber o que eu precisava resolver se acontecesse um problema, desde uma manutenção simples até quebrar um rastilho e ter que se virar. […] No dia, o cara ou a mulher quer curtir a família dele no camarim, quer beber seus drinks antes do show. Eles não querem ser perturbados sobre o instrumento estar regulado ou não.”
Aliás, foi justamente em uma oportunidade de última hora que ele deu um dos primeiros passos rumo ao circuito internacional maior, fazendo valer o preparo de estar sempre pronto para as oportunidades.
Eduardo substituiu, por dois shows, o técnico da banda Seven Hours After Violet, projeto paralelo do baixista Shavo Odadjian, do System of a Down, num festival de metal no Brasil, enquanto o titular da função tirava férias. “Ele falou: vai, vai, é tua chance. Aproveita, começa a criar esses contatos.” Krueger ainda trabalhava com o Machine Head na época e negociou com o próprio chefe – o vocalista e guitarrista Robb Flynn, a quem se mostra sempre muito grato e elogia a relação – para fazer a dobradinha nos dois shows do mesmo evento.
Roadie ou guitar tech?
Krueger também usa esse fator de especialização para explicar por que evita o termo “roadie” do jeito como ele costuma ser usado no Brasil. Questionado sobre qual a diferença prática entre os diversos termos usados para descrever a profissão, ele explica que, lá fora, o termo tem uma percepção muito menos pejorativa, já que todos são vistos como “roadies” por viverem na estrada – ou seja, abraçam o significado literal do termo.
No entanto, ele traz também uma reflexão até mais profunda sobre as diferenças de tratamento aqui e lá fora:
A diferença que eu vejo no Brasil é que muitas bandas, produtoras e produtores tratam o roadie como carregador. Aqui, no Avenged, eu carrego o que é meu porque eu sei de onde eu vim, mas não é comum. Eu mesmo desmonto o meu material e empurro para o caminhão, porque sei a posição que as coisas têm que ficar. Quanto mais eu deixar outra pessoa fazer isso, mais dependente eu fico de ficar explicando como as coisas funcionam.”
No fim das contas, não há nada de errado em usar o termo que preferir para se referir à profissão, desde que o respeito à tarefa de cada um exista. Ele mesmo, quando postou um vídeo em colaboração com o TMDQA! há alguns meses, aprovou a legenda em que era descrito como roadie por entender que se trata de uma forma de falar mais acessível para o público geral.
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Sete anos ao lado do Machine Head e a virada para o Avenged Sevenfold
Foi como técnico de guitarra do Machine Head que Krueger passou a maior parte da última década, ainda morando no Brasil. Como citado acima, ele explica que a relação com Robb sempre foi das melhores – “ele confiava em mim e eu confiava nele”, explica, citando inclusive o papel que tinha de trocar os efeitos na controladora. “Tudo que ele fazia dependia da minha mão, eu não podia vacilar”, ele completa.
Foi dentro desse circuito que ele conheceu o homem que chama de padrinho na profissão: um técnico americano de mais de sessenta anos, com décadas de estrada. Num dia de folga em turnê em que ambos calharam de estar juntos em Minneapolis por uma coincidência do destino, os dois jantaram juntos e tiveram um papo importante:
Assim que a gente sentou na mesa, ele falou: vamos falar de negócios. Quando é que você vai se mudar para os Estados Unidos? Ele começou a me mostrar mensagens de outras pessoas pedindo um guitar tech, com pagamento por semana bem maior do que eu recebia no Machine Head.”
Foi esse mentor quem o incentivou a tirar visto de trabalho próprio nos Estados Unidos, hoje o que sustenta legalmente sua atuação por lá. Ainda assim, a decisão de deixar o Machine Head, não foi simples. Krueger descreve um período de conflito entre lealdade e necessidade financeira que o fez recusar até a oportunidade de trabalhar com Christina Aguilera no Brasil, somado a um momento pessoal difícil.
Eu tava recusando proposta de várias bandas por conta do Machine Head. Sempre fui muito leal, sendo que eu podia estar recebendo mais em outro lugar. Mas eu também estava passando por dificuldades em casa. Eu precisava cuidar de mim.”
O convite decisivo veio quando a empresária de Johnny Christ entrou em contato e passou a agenda inteira do ano seguinte do Avenged Sevenfold, incluindo a turnê sul-americana. A conexão com o baixista, segundo ele, foi imediata. O primeiro encontro presencial, sem sequer uma ligação prévia para se conhecerem, também ficou marcado.
Foi paixão à primeira vista. Eu e o Johnny, a gente se encaixou, a alma bateu, as duas energias se chocaram. […] Ele me abraçou e falou: ‘que legal, cara, seja bem-vindo’. Foi muito receptivo, um negócio que nunca tinha acontecido antes comigo. Eu já me senti em casa.”
A adaptação técnica exigiu, ainda assim, um período de ajuste. Krueger ficou impressionado com o tamanho do arsenal de instrumentos da banda, incluindo 14 baixos ao todo, e precisou montar sozinho a lógica de qual instrumento era principal e qual era reserva para cada afinação, já que o próprio Johnny sempre trouxe um tom leve e de pouca preocupação, dizendo inclusive que havia “outras coisas mais importantes” na vida quando o brasileiro tentou entender suas preferências.
Eu falei: ‘são três baixos na mesma afinação, qual é o principal, qual é o reserva e qual é o reserva do reserva?’ E ele: ‘não precisa se preocupar tanto, fica tranquilo, quero que você fique confortável aqui’. Só depois do primeiro ensaio eu entendi que ele realmente é assim, tranquilo, um cara que não briga, que não discute.”
Essa relação de confiança também aparece na maneira como os dois lidam com imprevistos técnicos durante o show. Diferente de artistas que preferem ser avisados de qualquer problema, Johnny Christ pediu explicitamente para não ser incomodado, exaltando justamente sua confiança no trabalho de Eduardo.
Ele falou: ‘se a música tal é para usar o baixo Y e você tiver que usar o baixo Z, só me entrega. Eu vou entender que deu problema, não precisa me falar, economiza esse tempo. Quando acabar o show, a gente conversa.’”
Ele descreve um episódio que ilustra bem esse entrosamento. Durante uma performance recente da música “Nightmare”, Johnny usava uma corrente pendurada no cinto do lado em que o baixo baixo bate contra o corpo, e o instrumento, ao balançar, produziu um som metálico que Krueger, olhando pela câmera instalada no seu posto, confundiu com uma corda arrebentando.
“Eu ouvi o barulho de metal, olhei para a câmera e pensei: fudeu, arrebentou a corda.” Ao mesmo tempo que percebeu a questão, Krueger sabia que ligar o baixo reserva cortaria o sinal do que Johnny estava usando, e então preferiu esperar o momento certo da troca programada entre as músicas seguintes para confirmar o problema, já que Christ aparentou seguir tocando normalmente. Aos poucos, percebeu que se tratava do barulho da corrente, e a situação virou logo uma piada:
Eu cheguei perto do ouvido dele [quando a música acabou] e falei: ‘achei que fosse a corda quebrando’. Ele começou a rir. Eu falei: ‘cara, que susto’.”
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Amizade ou relação profissional? O “segredo” para viver nos bastidores
Esse cuidado com o momento certo de falar, ou de não falar nada, é o núcleo da filosofia de trabalho que Krueger tenta transmitir a quem pergunta como entrar na profissão. Respeitar o espaço do artista é fundamental.
Ele cita alguns shows que fez com o Angra, quando se lembrou de rumores de bastidores para “tomar cuidado” com músicos como Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli, e ressalta que nunca teve qualquer problema com nenhum deles.
Eu não sou amigo deles, mas trabalhei com eles. Quando estamos juntos, conversamos sobre a vida, cada um conta um pouco da sua. Terminado aquele dia, a gente se abraça, agradece, e cada um segue o seu caminho. Passamos meses sem se falar, e está tudo bem.”
A mesma lógica, ele diz, precisou ser recalibrada quando trabalhou com Tash Sultana, que troca de instrumento diversas vezes dentro de uma mesma música ao vivo. Antes de cada show, ele explica, Tash entra num período de isolamento total.
Tash chama de lockdown. Três horas e meia antes do show tem esse silêncio, e só termina meia hora antes de subir ao palco. Então, ou eu resolvo sozinho qualquer ajuste nos presets, ou eu resolvo. [risos] Tash não quer saber de nenhum problema quando está com o personagem de artista vestido.”
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Como é um dia de turnê com o Avenged Sevenfold?
Fora do palco, o técnico também reflete sobre o desgaste emocional da vida em turnê, longe do glamour que costuma ser associado à profissão. Relatos parecidos surgem muitas vezes dos próprios artistas e, naturalmente, é de se esperar que as equipes estejam sujeitas a condições muitas vezes ainda mais desafiadoras.
Ao pedirmos para que ele descreva como funciona um dia normal de turnê, ele explica que a situação depende muito do tamanho da banda. Eduardo destaca, por exemplo, a diferença de escala entre o Machine Head e o Avenged Sevenfold, já que este último roda com cerca de nove caminhões só de equipe e pelo menos quatro ônibus com pessoas.
Por outro lado, ele aponta que o cuidado técnico é parecido, já que mesmo a estrutura menor não impede que as bandas tenham a mesma atenção artesanal. Ele relembra que, por mais que os grandes festivais sejam sempre atraentes, Robb Flynn adorava fazer shows em locais menores, onde é possível ter uma atenção artesanal até maior.
Levando tudo isso em conta, ele resume da forma mais simples possível:
Um dia de turnê é basicamente você acordar no horário que tem que acordar e trabalhar o dia inteiro, mal dá tempo de ir ao banheiro. Termina o show, guarda tudo, embarca no caminhão, toma banho e já fica pronto para dormir. […] O glamour [das bandas maiores] é poder não fazer show todo dia. A gente trabalha dia sim, dia não, então tem dia que eu posso dormir o dia inteiro, se eu quiser.”
A diferença nas agendas é notável. A título de exemplo, segundo dados do setlist.fm, o Machine Head chegou a fazer 76 shows em 2022 e 117 shows em 2018, enquanto o ano mais movimentado do Avenged Sevenfold na última década foi com 65 shows em 2017 – de lá pra cá, eles não passaram da marca das 50 apresentações em nenhum ano.
Ainda assim, mesmo com um banda gigante como A7X, nem tudo é fácil. Krueger também relata uma fase de baixo astral logo no início de uma das turnês recentes. “Fiquei bem deprimido, queria até não continuar a turnê; não de sair, de pedir demissão, mas de pensar ‘a turnê podia acabar agora’, e ainda tinham quinze shows pela frente.” Quem segurou essa fase, segundo ele, foi a esposa Ruth, que trabalha na Live Nation na América do Sul e entende as rotinas da estrada. “A gente segura a barra um do outro.”
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De volta para casa: o Rock in Rio com o Avenged Sevenfold
A passagem mais recente de Krueger pelo Rock in Rio como público remonta a 2015, quando acompanhou o festival ainda ao lado do Angra. A expectativa é grande, também porque o circuito de crews internacionais que se cruzam nesse tipo de evento reserva a Krueger vários reencontros.
Vai ser foda, porque conheço muita gente. Tenho amigos que trabalham no Bring Me the Horizon, um amigo no mgk, gente no Bad Omens. Vou estar no meu ambiente, vai ser bem legal, estou bem ansioso.”
Ainda assim, garante que a preparação técnica não muda por conta do tamanho do festival. Ele revela um detalhe curioso de que os setlists, que têm mudado constantemente na atual turnê do Avenged, muitas vezes são decididos de última hora. Para ele, isso é até um fator positivo para adicionar uma variação à rotina:
A gente trata como um show normal, está pronto independente do que decidirem lá na frente. […] Eu gosto de ser pego de surpresa, isso no geral, não é só por ser Rock in Rio. Acho que dá um gás diferente. A gente também está muito ansioso para essa turnê da Ásia e Oceania, que vem logo na sequência. Vai ser bem legal.”
O desafio das redes sociais e de ser um brasileiro nesse circuito
Nos bastidores dessa preparação, Krueger também começou a registrar parte do dia a dia da equipe em conteúdo para redes sociais, um hábito que já vinha de outros momentos da turnê, sempre dentro de limites que ele mesmo estabelece com cuidado.
Recentemente, alguns de seus conteúdos feitos despretensiosamente começaram a circular pelas redes. Um vídeo editado numa noite sem dormir misturava um trecho ao vivo com a gravação em estúdio de uma música específica; ele só mostrou o próprio trabalho, o baixo em ação, sem aparecer o rosto de Johnny nem os bastidores do camarim. A recepção, segundo ele, foi calorosa por parte do “chefe”.
Ele falou que nunca tinha visto o baixo dele tão bonito assim. Eu respondi: ‘seu baixo brilha, na minha mão ele brilha’ [risos].”
Krueger reconhece que correu um risco ao postar sem avisar antes, mas avalia que, depois de anos de estrada, sabe calibrar o que é aceitável mostrar e o que não é. Ele, inclusive, aponta esse como um dos principais aprendizados necessários para quem quer viver na estrada:
Eu não vou postar a porta do camarim ou o que tem dentro do case de roupa dos caras. Mostrei literalmente o meu trabalho.”
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Falando em riscos, um dos principais que ele correu foi uma mudança para os Estados Unidos. Mesmo sem algo fixo, investiu no visto de trabalho e foi morar em Nashville, baseado muito na conversa com o padrinho de profissão. Ele brinca que, em um mês com o Avenged, o investimento já valeu a pena.
Depois, perguntado sobre por que acredita ter conquistado um espaço que poucos brasileiros ocupam dentro do circuito internacional de bandas, Krueger volta ao mesmo princípio que guia a carreira desde o início.
Nunca parei para pensar nisso, mas acho que estou colhendo o que plantei, que foi justamente focar nessa especialização em instrumento de corda. No fim, é boca a boca: você conhece uma pessoa, faz um trabalho direito, e ela te indica quando o assunto aparece.”
Ele avalia, sem arrogância, que talvez seja hoje o único brasileiro atuando diretamente nesse naipe de bandas:
Acho que sou o único brasileiro que trabalha direto com esse pessoal. Não teve nenhum outro brasileiro que tenha trabalhado direto, direto, com nenhuma dessas bandas. É meio doido isso.”
Daqui pra frente, a trajetória de Eduardo ainda promete muitas surpresas. Ele revelou na conversa que tem dois grandes sonhos profissionais: trabalhar com o KoRn e com o System of a Down. Ambos parecem próximos, especialmente o segundo depois de criar uma relação muito boa com Shavo, baixista do SOAD, que inclusive virá ao Brasil em 2027 para um show único no Rio de Janeiro ao lado do Faith No More.
Por enquanto, quando o Avenged Sevenfold subir no Palco Mundo para fechar a noite de sábado no Rock in Rio, portanto, preste atenção no brilho do baixo de Johnny Christ e saiba que tem uma mão brasileira por trás disso!
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Felipe Ernani



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