Leandro Serizo cria universo distópico para refletir sobre guerras com o álbum “SOL QUIMÉRICO”

Leandro Serizo cria universo distópico para refletir sobre guerras com o single Sol Quimérico
Crédito: Fernanda Ferreira

O cantor e compositor Leandro Serizo tornou sua inquietação diante da vida moderna material para compor o disco conceitual SOL QUIMÉRICO, já disponível nas plataformas digitais com distribuição do selo Vinte7 Records.

Ao longo de 13 faixas, Leandro construiu uma narrativa que transita entre realidade e ficção, usando um futuro distópico para refletir sobre questões que já atravessam o cotidiano.

Destruição ambiental, guerras, robotização do ser humano, hegemonia imperial e as dificuldades enfrentadas por artistas independentes aparecem lado a lado com temas como amor, espiritualidade, resistência e o poder transformador da arte.

Musicalmente, SOL QUIMÉRICO também rejeita fronteiras rígidas. O Rock Progressivo se mistura ao Metal, assim como a MPB encontra o R&B e as tradições musicais afro-latinas se cruzam com o Mediterrâneo oriental.

Leandro Serizo explora influências de Chico Buarque a System Of A Down

Entre as referências que atravessam a pesquisa do artista estão o compositor e pianista de Jazz armênio Tigran Hamasyan e a banda System Of A Down, além de Chico Buarque e Dead Can Dance. O trabalho de estúdio transforma a diversidade de influências em parte da própria narrativa e assume a complexidade como elemento fundamental de sua identidade.

SOL QUIMÉRICO foi pensado para que cada faixa tivesse um universo visual próprio, desdobrado em fotografias e vídeos. A história transporta o ouvinte para o ano de 2222, em uma realidade dominada pelo império alienígena de Ciborgue Tyrannus.

No centro do futuro imaginado está MΣGΛPΘLIS, colossal metrópole cujas avenidas são permanentemente atravessadas por uma mesma música robótica, executada em um loop interminável. À margem desse universo tecnocrático está o Abutre Estrelar, território habitado pelos Abutrons, quimeras criadas a partir de experimentos genéticos.

Tratados como aberrações, eles são rejeitados e lançados ao lixo da história. No exílio, porém, constroem uma identidade própria, com ritos, mitos e uma espiritualidade organizada em torno do culto ao Sol Quimérico.

Leandro Serizo lança o disco SOL QUIMÉRICO imaginando um futuro distópico

A história também se organiza musicalmente. As canções funcionam como capítulos e apresentam os acontecimentos em ordem cronológica, fazendo com que a experiência de ouvir o disco seja também uma viagem por esse universo ficcional. Em nota para a imprensa, Leandro destacou a premissa de embarcar o ouvinte em uma longa viagem:

Cada som funciona quase como trilha sonora de um universo próprio. Isso não é acidente: é o resultado de muitas escutas, muitas pesquisas e muitas paixões que se recusaram a se separar. Eu quis usar a ficção científica, a mitologia e a psicodelia como espelho do presente. Falar sobre a destruição do planeta, a robotização do ser humano, as guerras políticas e a hegemonia imperial, mas também sobre amor, espiritualidade, resistência e o poder transformador da arte.”

Gravado entre agosto de 2025 e maio de 2026, em Campinas, no interior de São Paulo, o álbum foi inteiramente editado pelo artista. A produção é assinada pela dupla Quico Dramma e Granadeiro Guimarães, que também responde pela mixagem, enquanto a masterização ficou a cargo de Otávio Vassão.

Ouça SOL QUIMÉRICO logo abaixo!

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Gabriel von Borell

Leandro Serizo cria universo distópico para refletir sobre guerras com o álbum “SOL QUIMÉRICO”


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