As 5 bandas mais odiadas por Slash, do Guns N’ Roses

Quem acompanha a cena do Rock sabe que o lendário Slash vive com intensidade sua relação com a música. De cartola, guitarra em mãos e quase sempre na estrada ou no estúdio, o músico transformou o Rock em uma parte fundamental de sua identidade.
Ainda que o guitarrista do Guns N’ Roses seja conhecido por sua postura tranquila e pelo jeito educado, isso não significa que ele pegue leve com as palavras quando o assunto é música. Ao longo da carreira, Slash deixou bem claro quais artistas admira, quais discos considera essenciais e, principalmente, quais bandas não fazem parte de sua lista de favoritas.
Em algumas ocasiões, suas críticas foram além de uma simples diferença de gosto e o músico já chegou a questionar a autenticidade de determinados grupos, classificou artistas como “posers” e também demonstrou desafeto por bandas com as quais teve experiências pessoais pouco agradáveis.
A seguir, confira uma lista reunida pela Far Out com algumas bandas e artistas pelas quais Slash sente aversão e descubra o que o músico já comentou sobre elas!
As 5 bandas mais odiadas por Slash, do Guns N’ Roses
Poison
Antes do Guns N’ Roses existir e Slash ter se tornado um símbolo da banda, o músico fez um teste para integrar o Poison, mas suas expectativas não foram atendidas. Apesar de sua habilidade excepcional na guitarra, o baterista Rikki Rockett explicou que Slash não se encaixava no perfil que eles buscavam:
Já conhecíamos o Slash porque ele estava no Hollywood Rose. Então, eu e o Bret [Michaels] gostávamos dele; todos nós gostávamos. Ele veio e trabalhou em algumas músicas com a gente, mas continuamos fazendo testes com outros candidatos, mesmo ele sendo um dos favoritos… Não queríamos um astro qualquer. […] Queríamos um cara do rock, da Costa Leste. E aí o CC [DeVille] fez o teste, e ele simplesmente fazia mais sentido do que o Slash.”
O próprio Slash, porém, revelou posteriormente que nunca teve grande interesse em fazer parte do Poison. De acordo com o guitarrista, sua participação na audição aconteceu mais por uma questão de necessidade do que por identificação com o som da banda:
Matt, o guitarrista original do Poison, que na verdade era um cara muito legal, tinha engravidado a esposa ou eles iam se casar ou algo assim. Ele estava voltando para a Pensilvânia. Ele disse: ‘Você deveria fazer um teste para o Poison’. Eu odiava o Poison, mas naquela época você fazia o que fosse preciso para continuar na estrada.”
Slash’s Snakepit
Nem mesmo um projeto criado pelo próprio Slash escapou da lista de desafetos do guitarrista. O Slash’s Snakepit surgiu após o fim da formação clássica do Guns N’ Roses, em um período no qual o músico buscava uma nova direção para sua carreira e para sua música.
Porém, a fase foi marcada pelo uso excessivo de drogas e bebidas e Slash acabou não tendo uma experiência muito interessante com os músicos com os quais trabalhou. Ao lembrar desse período, ele disse:
A última formação do Snakepit foi uma grande bagunça; por mais que eu gostasse, eu estava completamente ferrado — quase me matei bebendo demais — e tinha muita coisa acontecendo na minha vida. E eu fiz esse disco [‘Ain’t Life Grand’, de 2000] com um bando de caras que nunca tinham feito nada antes.
Para mim, foi como revisitar a sensação de sair e começar sua primeira banda; para eles, era a primeira banda deles! Um estava viciado, blá blá blá; nós estávamos sempre tirando caras da cadeia por besteiras […] Teve seus momentos, mas foi como se John Lennon tivesse perdido o verão dele, né? Para mim, foram meus quatro ou cinco anos perdidos!”
Metallica
Apesar do Slash sempre ter demonstrado admiração pelo Metallica e seus integrantes, ter acompanhado de perto os shows do grupo acabou despertando uma sensação incômoda no guitarrista. Na época em que o Guns abriu os shows do Metallica, o músico começou a comparar as bandas e percebeu determinadas falhas de seu grupo:
Lembro-me de que, antes de entrarmos no palco e assim que saímos, a casa de shows só tocava Metallica sem parar. Era óbvio que qualquer banda americana, ou qualquer banda, que não soasse como o Metallica não faria sucesso. Conseguimos terminar o show e o único pensamento que me passava pela cabeça era: ‘Eu odiaria ter que fazer isso de novo amanhã’.”
KISS
Slash nunca demonstrou grande entusiasmo pelo KISS e chegou a definir o grupo como um dos que ele “sempre odiou”. Sua aversão começou antes da formação do Guns, quando em uma ocasião ele estava com então baterista do seu grupo, Steven Adler, que resolveu ouvir alguns discos do KISS. A experiência aparentemente serviu apenas para reforçar uma opinião que o guitarrista já tinha sobre o grupo.
Não demorou muito para que as críticas de Slash chegassem até os integrantes da banda e Paul Stanley, certa vez, comentou sobre as falas do guitarrista:
Logo após minhas interações com a banda, comecei a ouvir muitas histórias que Slash contava pelas minhas costas. Ele me chamou de gay, zombou das minhas roupas, todo tipo de coisa para dar a ele algum tipo de credibilidade no rock às minhas custas. Isso foi anos antes de sua cartola, óculos escuros e cigarro pendurado na boca se tornarem uma caricatura que ele continuaria a explorar ao máximo por décadas.”
Velvet Revolver
O Velvet Revolver foi outro projeto do qual Slash fez parte mas que também não lhe agradou. Apesar do guitarrista reconhecer que a banda produzia boas músicas, ele apontou que a dinâmica interna do grupo e os conflitos daquele período não lhe fizeram bem. Ao falar sobre a morte do vocalista da banda Scott Weiland, ele apontou:
Por mais insana que tenha sido toda aquela época, ainda fiquei chocado ao saber do Scott. Mas é, o Velvet Revolver não era nada divertido. Não tenho nada de positivo a dizer sobre aquela experiência, exceto que compusemos algumas coisas legais.”
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Lara Teixeira




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