Estudo mostra que ouvir música regularmente reduz o risco de demência em quase 40%

Médicos falam que música ajuda contra demência
Reprodução/YouTube

Estudos indicam que a música pode ocupar um papel importante na vida de pessoas que convivem com demência, tanto pela relação com memórias quanto pela possibilidade de estimular diferentes funções cognitivas.

Para Tony Christie, cantor britânico conhecido pelo sucesso “(Is This The Way To) Amarillo”, essa relação ganhou um significado ainda mais pessoal após o diagnóstico recebido em 2023.

Aos 83 anos, Christie contou à Press Association (via Independent) que seus médicos recomendaram fortemente que ele continuasse em contato com a música após o diagnóstico. O artista, que inicialmente planejava encerrar a carreira após sua turnê de despedida em maio do próximo ano, já tem cerca de três anos de shows agendados:

Quando fui ao médico com todos os problemas que estava tendo, ele disse: ‘Você tem muita sorte [porque] você trabalha no ramo da música, porque a música é uma das coisas que recomendamos para pessoas com problemas de demência. Dizemos a elas para ouvirem música’. E eu disse: ‘Bem, eu não apenas escuto, eu escuto e canto, então é a minha vida’, e ele disse: ‘Bem, você é muito sortudo’.”

O cantor também defende que a música pode ajudar pessoas com demência a manterem uma conexão com suas próprias histórias. Segundo Christie, as canções permitem que elas permaneçam “conectadas com quem são agora”, ao mesmo tempo em que preservam vínculos com o passado.

A declaração aconteceu durante uma participação surpresa na festa de lançamento da m4dRADIO, nova estação de rádio DAB no sul e oeste de Londres. A estação é operada pela Music For Dementia, uma instituição de caridade dedicada a apoiar pessoas que vivem com demência e seus cuidadores, para a qual o cantor atua como embaixador.

Estudo relaciona música a menor risco de demência

A experiência relatada por Tony Christie também se aproxima dos resultados de um estudo recente, apesar da pesquisa não conseguir afirmar que a música, por si só, consiga prevenir ou retardar a demência.

O material publicado em outubro de 2025 no International Journal of Geriatric Psychiatry (via Harvard Health Publishing) acompanhou 10.893 adultos com 70 anos ou mais, inicialmente sem diagnóstico de demência, ao longo de sete anos, e coletou informações sobre seu estilo de vida, incluindo se ouviam música ou tocavam algum instrumento.

Ao longo do acompanhamento, os pesquisadores observaram que pessoas que ouviam música regularmente apresentaram 39% menos risco de desenvolver demência e melhores resultados globais de cognição e memória, enquanto aquelas que tocavam um instrumento com frequência tiveram uma associação com 35% menos risco de demência. Entre os participantes que faziam as duas atividades, a redução associada foi de 33%.

O resultado do estudo indica que as atividades musicais podem ser uma estratégia acessível para manter a saúde cognitiva em adultos mais velhos, embora a causalidade não possa ser estabelecida com certeza. Mal não faz, né?!

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Lara Teixeira
https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2026/09/17/musica-ajuda-contra-demencia/

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