5 vezes em que o lendário Chuck Berry foi preso

A contribuição de Chuck Berry na história do Rock é incontestável, mas por trás dos riffs e do seu status de lenda, o guitarrista também construiu uma trajetória marcada por episódios controversos e algumas complicações com a Justiça.
Ao longo de sua carreira, o dono do hit “Johnny B. Goode” se envolveu em diferentes casos que chegaram aos tribunais e, em alguns deles, resultaram em períodos atrás das grades. O mais conhecido aconteceu em 1959, quando o músico foi condenado por violar a controversa Lei Mann e sentenciado a 18 meses de prisão, enquanto vivia o auge de sua carreira.
Já entre um dos mais delicados, está a alegação de que Berry teria agredido uma mulher no Gramercy Park Hotel, em Nova York, e acabou fazendo um acordo judicial após assumir uma acusação menor de assédio.
A seguir, confira uma lista reunida pela Far Out e descubra mais detalhes sobre os casos acima e outras situações envolvendo o passado conturbado de Chuck Berry.
5 vezes em que o lendário Chuck Berry foi preso
Assalto à mão armada na juventude (1944)
Aos 17 anos, Chuck Berry se envolveu em uma série de assaltos durante uma viagem de carro pelo Missouri ao lado de dois amigos. Em sua autobiografia, o músico relembrou os episódios com diversos detalhes, incluindo os valores roubados de uma padaria, uma barbearia e uma loja de roupas. Para cometer os crimes, Berry usava uma pistola velha e defeituosa.
Após ser capturado, Chuck foi condenado a três anos no Reformatório Intermediário para Jovens, em Jefferson City. Durante o período de internação, porém, o futuro astro formou seu primeiro grupo musical, dando os primeiros passos em direção à carreira que construiria após sua libertação, em 1947.
Violação da Lei Mann (1959)
Em 1959, aos 33 anos e no auge de sua popularidade, Chuck Berry foi preso por violar a chamada Lei Mann, legislação que proibia o transporte de pessoas entre fronteiras estaduais para fins considerados “imorais”. Apesar da lei ter como objetivo combater o tráfico sexual, seu direcionamento vago permitiu interpretações controversas e, historicamente, foi utilizada contra afro-americanos influentes.
No caso de Berry, ele foi acusado de transportar uma garota de 14 anos do Texas até o Missouri. O músico afirmou que havia retirado a adolescente da prostituição e oferecido a ela um emprego como recepcionista em sua boate. O primeiro julgamento terminou anulado após alegações de viés racial, mas Berry foi condenado em um novo julgamento a três anos de prisão e cumpriu cerca de 18 meses entre 1962 e 1963.
Evasão fiscal (1979)
O lendário guitarrista foi acusado em 1979 de sonegar mais de US$110 mil em impostos federais referentes à sua declaração de 1973, o que ganha uma proporção ainda maior quando consideramos que a quantia equivaleria hoje a cerca de US$830 mil. Pela acusação, o músico recebeu uma sentença que incluía 120 dias de prisão federal, quatro anos de liberdade condicional e mil horas de serviço comunitário.
Durante a audiência, Berry se emocionou diante do juiz ao aceitar a sentença, apontando que: “Sou bastante habilidoso em me portar diante de muitas pessoas, mas é diante deste tribunal que me emociono um pouco. Farei, posso fazer e ficaria feliz em realizar trabalho beneficente”.
Agressão (1987)
Pouco antes do Natal de 1987, Chuck Berry se envolveu em uma situação extremamente delicada no Gramercy Park Hotel, em Nova York. Marilyn O’Brien Boteler acusou o músico de tê-la atingido no rosto com um soco, provocando um ferimento que precisou de cinco pontos. Berry se declarou culpado de uma acusação reduzida de assédio e recebeu uma multa de US$250.
Boteler também entrou com uma ação civil contra o músico, pedindo US$5 milhões por danos físicos e emocionais. Não há informações claras sobre o desfecho desse processo, e é possível que o caso tenha sido resolvido fora dos tribunais. A situação aconteceu pouco depois do lançamento da autobiografia de Berry e do documentário Hail! Hail! Rock ‘n’ Roll, em um momento em que o artista tentava recuperar parte de sua imagem pública.
Acusações de câmeras escondidas (1990)
Em 1990, mais de 200 mulheres entraram com um processo conjunto contra Berry, então com 63 anos, alegando que ele utilizava uma câmera escondida para filmá-las secretamente nos banheiros de um restaurante de sua propriedade em Wentzville, Missouri. O músico explicou que a intenção das gravações era descobrir um funcionário que ele suspeitava estar roubando o estabelecimento.
O caso não chegou a julgamento e foi encerrado por meio de um acordo de mais de US$1 milhão, dividido entre 59 das mulheres envolvidas. Na época, o advogado de Chuck reclamou que aquela era “uma acusação grave” e que estava prejudicando a capacidade de Berry de agendar shows.
Apesar da repercussão e das consequências para sua carreira naquele momento, Berry continuou sendo celebrado como uma figura fundamental do rock e em 1995, participou do show de abertura do Hall da Fama do Rock and Roll e manteve seu status de ícone até sua morte, em 2017.
O post 5 vezes em que o lendário Chuck Berry foi preso apareceu primeiro em TMDQA!.
Lara Teixeira




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.