Josh Homme joga responsabilidade de reunião do Them Crooked Vultures para Dave Grohl

Josh Homme concede nova entrevista
Crédito: reprodução

Josh Homme não descarta a possibilidade de revisitar dois capítulos importantes de sua trajetória musical.

Em nova entrevista, o vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age falou sobre as chances de uma reunião do Them Crooked Vultures e também comentou a possibilidade do Kyuss voltar aos palcos, duas bandas que, apesar de trajetórias distintas, permanecem relevantes para o legado do músico.

Formado em 2009, o Them Crooked Vultures reuniu Homme, John Paul Jones, do Led Zeppelin, e Dave Grohl, do Foo Fighters. O supergrupo lançou naquele mesmo ano seu primeiro e único álbum, homônimo, aproximando diferentes gerações do Hard Rock e do Rock Alternativo. A banda permaneceu em atividade até 2010, mas nunca anunciou oficialmente um novo trabalho ou uma reunião.

Questionado sobre a chance do trio voltar a tocar junto, Josh deixou claro que gostaria de repetir a experiência, embora tenha colocado sobre Grohl a responsabilidade de reunir os integrantes (via Consequence):

Eu adoraria fazer isso de novo, e sei que o Jones também gostaria, e sei que o Dave também. Vou jogar toda a responsabilidade para o Dave. Não é minha função nos reunir, essa é a função do Dave. No fim das contas, é algo muito legal poder fazer isso. Então, é difícil não querer fazer mais disso. Por isso, eu também quero fazer.”

Se o retorno do Them Crooked Vultures parece depender principalmente de uma iniciativa de Grohl, a situação do Kyuss envolve questões mais complexas.

Josh Homme falou sobre possível retorno do Them Crooked Vultures e Kyuss

A banda, considerada uma das precursoras do Stoner Rock, encerrou suas atividades em 1995 e está afastada dos palcos há mais de três décadas. Além do longo período de inatividade, uma antiga disputa judicial envolvendo os integrantes pelo uso do nome Kyuss tornou uma eventual reunião ainda mais delicada.

Ainda assim, Homme não fecha completamente a porta para um reencontro. O músico reconhece a importância da banda em sua formação e admite que, em alguns momentos, pensa na possibilidade de reviver aquela fase, desde que isso seja feito da maneira correta e sem comprometer o legado construído ao longo dos anos:

Penso muito nisso porque houve um momento em que o legado da banda ficou manchado por causa de… bem, não há necessidade de entrar em detalhes sobre isso. Deveria ser sobre música. O resto não importa. Então, às vezes penso nisso. Sempre tive essa postura: nada de reuniões, nada de sequências. É preciso lembrar que aquela banda começou quando eu tinha 13 anos; tenho lembranças lindas de quando éramos apenas garotos e crescemos vivendo aquilo.”

A relação de Homme com o Kyuss, portanto, vai muito além de uma possível reunião. A banda marcou sua adolescência e foi um dos primeiros capítulos de uma carreira que posteriormente o levaria ao Queens of the Stone Age e a outros projetos. Por isso, qualquer retorno precisaria, na visão do músico, preservar a memória construída naquele período:

Por outro lado, às vezes, se alguém perguntasse: ‘Você quer reacender aquela coisa que rolou quando você tinha 15 anos?’, a reação poderia ser: ‘Puxa vida’. É uma situação delicada, porque adoro o fato de os fãs terem assumido o legado do Kyuss, isso é algo tão raro e legal… Só não quero estragar tudo. Não sei. Seria melhor fazer isso? Simplesmente não sei. Acho que fico meio que em cima do muro quanto a isso. Só não quero acabar estragando tudo de alguma forma.”

Gostaria de vê-los reunidos outra vez?

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Gabriel von Borell

Josh Homme joga responsabilidade de reunião do Them Crooked Vultures para Dave Grohl


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