As 10 maiores polêmicas da história do Rock segundo votação popular

Vince Neil

Ao longo da história, o Rock e o Heavy Metal foram marcados por situações que ultrapassaram os limites da música e provocaram reações intensas do público. De atitudes extremas a decisões que dividiram opiniões, alguns artistas acabaram envolvidos em polêmicas que seguem repercutindo décadas depois.

Em certos casos, a intenção era apenas chocar, desafiar convenções e despertar a curiosidade dos fãs. Em outros, porém, os acontecimentos envolveram crimes, violência e consequências graves, transformando histórias de bastidores em momentos extremamente controversos da trajetória do gênero.

Com uma série de histórias polêmicas, o portal Ranker pediu para que os fãs do gênero votassem em quais merecem destaque. A seguir, confira como ficou o Top 10 até o momento em que esta matéria foi publicada e relembre as histórias!

10. Alice Cooper e o episódio da galinha no palco

Antes de se consolidar como um dos principais nomes do Rock, Alice Cooper já movimentava a cena musical com seus shows assustadores e músicas que abordavam a angústia adolescente. Em 1969, durante o Toronto Rock and Roll Revival Festival, o cantor se envolveu em um episódio que se tornaria uma das histórias mais famosas de sua carreira: Cooper jogou uma galinha para a plateia e o animal foi despedaçado pela multidão.

Posteriormente, Cooper alegou que alguém da plateia jogou a galinha no palco e ele a jogou para o alto achando que poderiam voar. Já o baixista Dennis Dunaway compartilhou outra versão do ocorrido.

Segundo o músico, a banda viajava com duas galinhas e uma delas teria sido jogada acidentalmente pelo cantor. Independente do que realmente aconteceu, os próximos shows da banda foram marcados por protestos de organizações de direitos dos animais.

9. Slipknot e as acusações de que suas músicas teriam inspirado crimes

O Slipknot alcançou grande popularidade no fim dos anos 1990 ao combinar metal pesado, letras agressivas, máscaras e apresentações intensas. Essa imagem também colocou a banda no centro de controvérsias sobre a influência da música violenta no comportamento dos ouvintes.

Em 2003, o grupo foi associado a um caso em que duas pessoas teriam esfaqueado seu amigo de 22 anos mais de 20 vezes após ouvirem a música “Disasterpiece”. Anos depois, em 2006, a letra de “Surfacing”, presente no disco de estreia homônimo do Slipknot, foi encontrada no local de um caso de violação de túmulo no Kansas. A banda não comentou os episódios.

8. Ozzy Osbourne e cabeças de animais arrancadas no dente

Ozzy Osbourne construiu uma das imagens mais reconhecíveis do heavy metal, marcada por performances provocadoras e histórias que ajudaram a alimentar sua fama de artista imprevisível.

Em 1981, durante uma reunião com representantes de sua gravadora, CBS Records, o cantor protagonizou um momento chocante ao morder a cabeça de uma pomba. A situação aconteceu quando ele deveria soltar as aves como um gesto simbólico de paz, mas o efeito da bebida o fez mudar de atitude.

No ano seguinte, durante um show em Des Moines, nos Estados Unidos, Ozzy mordeu a cabeça de um morcego que havia sido arremessado ao palco, acreditando inicialmente que o animal fosse de brinquedo. Depois do incidente, ele precisou receber atendimento médico e ser tratado contra raiva.

7. Rammstein e a música inspirada em um caso de canibalismo

Em 2004, o Rammstein lançou “Mein Teil”, faixa inspirada no caso de Armin Meiwes, alemão condenado por matar e comer parte do corpo de outro homem que conheceu pela internet. O episódio ganhou repercussão internacional pela brutalidade do crime e pelas circunstâncias relatadas durante a investigação.

O guitarrista do Rammstein, Richard Kruspe, disse ao MTV.com que escreveu a música para tentar entender como alguém poderia fazer algo como aquilo. Meiwes chegou a processar o grupo, alegando que sua história havia sido utilizada sem autorização, mas o processo não prejudicou o sucesso da banda, que foi indicada a melhor performance de metal na 48ª edição do Grammy Awards.

6. Metallica contra o Napster e a disputa pelo compartilhamento de músicas

O Metallica não ficou nem um pouco contente com o surgimento do Napster, serviço de compartilhamento (ilegal) de músicas na internet no início dos anos 2000, mas a banda tomou uma atitude que irritou alguns de seus fãs.

Após uma versão inacabada da música “I Disappear” vazar para 20 estações de rádio via Napster, a banda, com apoio da RIAA, processou a empresa iniciante por violação de direitos autorais e também tomou medidas contra universidades e usuários envolvidos no compartilhamento de suas músicas.

Embora o grupo argumentasse que estava defendendo o trabalho dos artistas, a postura provocou uma forte reação negativa de parte do público, que passou a enxergar os músicos como adversários da liberdade de acesso à música na internet.

5. Lemmy, do Motörhead, e a polêmica com objetos nazistas

Lemmy Kilmister, vocalista e baixista do Motörhead, ficou conhecido por sua personalidade provocadora e foi duramente criticado e até investigado pelo governo alemão após usar adereços nazistas em uma sessão de fotos para um jornal alemão.

Lemmy defendia que seu interesse estava relacionado à estética dos uniformes e à coleção de objetos históricos, não a uma adesão ideológica ao regime nazista. Em entrevista ao New York Waste, ele declarou:

Desde o início dos tempos, os vilões sempre tiveram os melhores uniformes. Napoleão, os Confederados, os Nazistas. Todos eles tinham uniformes incríveis. Quer dizer, o uniforme da SS é genial! Eles eram as estrelas do rock daquela época. E daí? Eles só são bonitos. Não é uma questão de nacionalismo. Não me diga que sou nazista só porque uso uniforme… Eu simplesmente não entendo o racismo, nunca pensei que fosse uma opção.”

4. Nine Inch Nails e o filme controverso gravado na casa de Sharon Tate

No início dos anos 1990, Trent Reznor, líder do Nine Inch Nails, trabalhou em músicas que ajudariam a definir a fase mais sombria de sua carreira. Parte desse período aconteceu em uma casa localizada na Cielo Drive, em Los Angeles, onde a atriz Sharon Tate foi assassinada. Nesse ambiente foi desenvolvido ainda The Broken Movie, curta-metragem associado ao EP Broken, lançado em 1992.

Dirigido por Peter Christopherson, o filme apresentava cenas fictícias de violência extrema, tortura e assassinato. Embora não tenha sido lançado oficialmente, cópias piratas circularam amplamente e levaram algumas pessoas a acreditar que se tratava de um filme snuff, ou seja, com mortes reais. A repercussão transformou o projeto em um dos episódios mais perturbadores ligados à história do Nine Inch Nails.

3. Guns N’ Roses e o tumulto em Montreal

Em 1992, Guns N’ Roses e Metallica dividiam uma turnê pela América do Norte quando um show em Montreal terminou em tumulto.

Durante a apresentação do Metallica, James Hetfield sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus após ser atingido acidentalmente por efeitos pirotécnicos. O grupo precisou interromper o show, deixando o público à espera da atração seguinte.

Porém, a situação piorou quando o Guns N’ Roses demorou para subir ao palco e decidiu abandonar o show após 55 minutos de interrupções.

Irritados com a situação, os fãs se revoltaram com a saída do Guns e começaram a saquear lojas, carros foram virados, incêndios destruíram grande parte da área e milhares de ex-fãs do GNR queimaram produtos oficiais da banda.

2. Vince Neil, do Mötley Crüe, foi condenado por homicídio culposo

O Mötley Crüe construiu sua imagem nos anos 1980 combinando hard rock, excessos e uma postura provocadora, mas o que realmente atraiu uma atenção negativa ao grupo foi o fato do vocalista Vince Neil ter dirigido sob efeito de álcool e ter provocado a morte do baterista do Hanoi Rocks, Razzle.

No acidente que aconteceu em 8 de dezembro de 1984, Razzle estava no banco de carona quando Neil, sob efeito de álcool, colidiu frontalmente com outro carro, ferindo todos os ocupantes e tirando a vida de Razzle, de apenas 24 anos.

Neil cumpriu 30 dias de prisão por homicídio culposo no trânsito e pagou uma multa de US$2,5 milhões. Depois disso, ele continuou se apresentando com o Mötley Crüe no auge de sua carreira. Em 2010, ele disse à revista Blender:

Eu emiti um cheque de 2,5 milhões de dólares por homicídio culposo no trânsito quando Razzle morreu. Eu deveria ter ido para a prisão. Eu definitivamente merecia ir para a prisão. Mas eu passei 30 dias na cadeia, transei e bebi cerveja, porque esse é o poder do dinheiro. Isso é uma merda.”

1. Mayhem e os momentos mais sombrios da história do Black Metal

O Mayhem ocupa um lugar controverso na história do metal extremo. Considerado um dos nomes fundamentais para o desenvolvimento do black metal norueguês, o grupo ficou conhecido não apenas por sua sonoridade sombria, mas também por acontecimentos trágicos envolvendo seus integrantes e pessoas próximas à cena.

Em 1991, o vocalista Per Yngve Ohlin, conhecido como Dead, tirou sua própria vida e uma fotografia de seu corpo feita pela banda foi utilizada na capa de um de seus álbuns. Já em 1992, Varg Vikernes, vocalista do Burzum e então baixista do Mayhem, inspirou membros da comunidade black metal a incendiarem igrejas milenares em nome da erradicação do cristianismo e da modernidade ocidental da Noruega.

Porém, tudo se tornou ainda mais grave quando, em 10 de agosto de 1993, Vikernes esfaqueou o guitarrista do Mayhem, Øystein Aarseth (também conhecido como Euronymous), em seu apartamento. Aarseth perdeu a vida, e Vikernes foi condenado a 21 anos de prisão pelo crime.

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Lara Teixeira

As 10 maiores polêmicas da história do Rock segundo votação popular


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