Os 3 melhores solos de guitarra da história segundo Brian May, do Queen

Brian May (Queen)
Foto via Wikimedia Commons

Os solos de guitarra estão entre os elementos mais marcantes do Rock, capazes de fazer com que uma boa música se torne um clássico. Poucos músicos entendem tão bem essa arte quanto Brian May, guitarrista do Queen que construiu uma identidade própria ao combinar técnica, melodia e emoção em solos emblemáticos e atemporais.

Apesar de ser um dos guitarristas mais influentes da história, May já apontou que, em sua opinião, a guitarra nunca deve se sobrepor à música e é por isso que ele busca criar liricamente sobre a melodia que já existe.

Essa abordagem tornou o guitarrista uma referência para outros instrumentistas. Steve Vai, por exemplo, já afirmou que, embora consiga imitar o som de diversos músicos, não consegue reproduzir a maneira de tocar de May, que considera estar em um patamar superior. O reconhecimento também acompanha o próprio Queen, que segue como um dos maiores nomes da história do rock.

Ao longo dos anos, Brian May destacou três trabalhos especialmente importantes para o Rock, chamando atenção para o que ele considera os maiores solos de guitarra de todos os tempos. A seguir, confira uma lista reunida pelo Far Out com as escolhas do músico e o que ele comentou sobre essas obras!

Os 3 melhores solos de guitarra da história segundo Brian May, do Queen

Jeff Beck – “Hi Ho Silver Lining”

O guitarrista Jeff Beck conquistou Brian May pela maneira expressiva com que conseguia fazer sua guitarra se tornar uma extensão da voz humana. Em “Hi Ho Silver Lining”, lançada em 1967 como seu primeiro single solo, Beck apresenta um solo marcado pelo fraseado fluido e pelo uso preciso do vibrato, características que ajudaram a moldar a visão musical do guitarrista do Queen. May não economizou elogios ao comentar a gravação:

“O solo de ‘Hi Ho Silver Lining’ do Jeff Beck… para mim, ele é uma espécie de perfeição inatingível. Ele está em uma categoria própria.”

A admiração vem, em parte, da capacidade de Beck de construir frases que parecem cantadas, em vez de apenas demonstrar velocidade ou domínio técnico. May declarou em entrevista à Total Guitar:

“Me inspirei em coisas assim e queria que minha guitarra tivesse essa voz. Queria que ela tivesse os tons suaves de um cantor, mas também as ‘consoantes’, aquela definição que dá forma às palavras quando você está cantando.”

John Mayall & the Bluesbreakers/Eric Clapton – “Key to Love”

Interpretada por Eric Clapton no álbum Blues Breakers with Eric Clapton, de 1966, “Key to Love” representa outro tipo de intensidade que conquistou Brian May.

Na gravação ao lado de John Mayall & the Bluesbreakers, Clapton combina a linguagem tradicional do blues com um fraseado incisivo, sustentado por notas agudas e um vibrato marcante. O resultado é uma performance que cresce até o solo se tornar o grande momento da música.

Em entrevista à Classic Rock, May descreveu a faixa como “a música mais intensa, vibrante e apaixonada que já ouvi na vida”. O guitarrista também destacou o impacto duradouro da gravação e apontou que a força da interpretação está na maneira como toda a composição prepara o terreno para a explosão de Clapton:

“Ele arrasou naquele solo! A música inteira gira em torno daquele solo. Toda vez que eu a ouço, fico só esperando… John Mayall é ótimo, mas você fica esperando aquele momento em que o Eric explode e, de repente, ele está mandando ver naquelas notas agudas. É incrível. Absolutamente de arrepiar.”

Rainbow/Ritchie Blackmore – “Since You’ve Been Gone”

Diversos motivos fizeram Brian May se tornar um grande admirador da música
“Since You’ve Been Gone”, lançada pelo Rainbow no disco Down to Earth, em 1979. Descrevendo a faixa como uma obra-prima marcante, May declarou que a música “é intransigente e tem o elemento perfeito do pop, que é o fato de você poder cantá-la e ela ficar na sua cabeça o dia todo”.

Além da combinação elogiada por May que reúne técnica instrumental e a estrutura da canção, Brian fez questão de enaltecer a contribuição impactante do guitarrista Ritchie Blackmore na faixa:

“É apaixonante, toca profundamente as emoções. Mas Ritchie está presente, e Ritchie é quem impulsiona tudo. O solo de baixo é simplesmente brilhante. Eles fizeram a versão imortal.”

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Lara Teixeira

Os 3 melhores solos de guitarra da história segundo Brian May, do Queen


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