As 5 bandas mais odiadas por Lemmy Kilmister, do Motörhead

Lemmy Kilmister foi uma das personalidades mais extravagantes que já passou pela história do Rock, e essa definição se encaixa em diversos sentidos quando estamos falando do saudoso músico do Motörhead.
Dono de opiniões fortes, o músico pioneiro do Rock e Metal nunca hesitou em criticar artistas consagrados e aqueles que ele considerava farsantes ou modismos passageiros que, em sua visão, não contribuíam com a cena cultural.
Sua criação no norte da Inglaterra e sua vivência no underground moldaram esse olhar desconfiado, que valorizava a autenticidade acima de tudo. Certa vez, ele declarou que “aparentemente, as pessoas não gostam da verdade, mas eu gosto; gosto porque ela incomoda muita gente”. Ele acrescentou:
“Se você mostrar a elas vezes suficientes que seus argumentos são uma grande besteira, talvez uma delas diga: ‘Ah! Espera aí – eu estava errado.’ Eu vivo para que isso aconteça. É raro, garanto.”
Ao longo dos anos, Kilmister compartilhou na mídia o que realmente pensava sobre alguns colegas de profissão, incluindo até mesmo lendas do Rock. Confira abaixo o que o integrante do Motörhead comentou sobre alguns dos seus desafetos na lista reunida pelo Far Out!
As 5 bandas mais odiadas por Lemmy Kilmister, do Motörhead
The Rolling Stones
Apesar de ser um admirador dos Beatles, Lemmy Kilmister deixou claro que não sentia o mesmo pelos Rolling Stones, acreditando que a banda não carregava a mesma autenticidade que o quarteto de Liverpool.
Em seu livro autobiográfico White Line Fever, ele disse:
“Brian Epstein limpou [os Beatles] para o consumo em massa, mas eles estavam longe de serem uns maricas. Eles eram de Liverpool (…) uma cidade dura, portuária, cheia de estivadores e marinheiros que te davam uma surra se você sequer piscasse para eles. (…) Os Rolling Stones eram os filhinhos da mamãe — eram todos estudantes universitários dos arredores de Londres. (…) Os Stones faziam discos ótimos, mas sempre foram péssimos no palco, enquanto os Beatles eram demais.”
Radiohead
A proposta experimental do Radiohead nunca convenceu Kilmister, que considerava o som da banda liderada por Thom Yorke como distante da essência do verdadeiro rock. Ele chegou a apontar categoricamente que tanto o Radiohead como o Coldplay não eram bandas de rock:
“E todas essas merdas que essas revistas curtem não são empolgantes. Tipo, Jesus, Radiohead, sabe? Puta merda, sabe? Coldplay. Jesus. Essas não são bandas de rock. São bandas sub-emo, sabe? Quer dizer, eles fizeram algumas coisas boas. Justo. Mas não é rock ‘n’ roll. Eu sei reconhecer rock ‘n’ roll quando ouço. Ouço desde os 12 anos, sabe? Então vão se foder!”
Limp Bizkit
Lemmy também nunca foi um grande apreciador do Nu Metal. Em 2000, ao ser entrevistado pelo Ear Candy, o músico detonou o gênero e não economizou nas críticas feitas ao Limp Bizkit:
“Pessoas como o Limp Bizkit, eu não entendo. Não entendo o sucesso deles. Que merda é essa? É uma porcaria! Vocês são só uns frentistas de garagem com máscaras de gás. E quer dizer, eu não me importo que os jovens tenham o que querem, sou totalmente a favor. Quando você tem 17 anos, você quer uma banda de 17 anos tocando para você, você não quer esses velhos como eu.”
Em outra entrevista, o músico ainda refletiu sobre a onda de bandas norte-americanas enquanto a era da MTV continuava a impulsionar uma cena rock mais comercial, colocando inclusive o TOOL no mesmo balaio:
“Tudo ali é movido a modismos. Limp Bizkit, TOOL e tudo mais. É simplesmente desesperador. Se esse é o futuro do rock ‘n’ roll, para mim é suicídio”.
The Who
O The Who é considerado uma das bandas mais influentes do Rock, mas foi alvo de Kilmister após ter insistido em continuar ativa mesmo depois que o baterista Keith Moon faleceu em 1978 e, principalmente, após terem se despedido do baixista John Entwistle em 2002. Lemmy declarou:
“O The Who está ferrado. Não sei por que eles ainda se dão ao trabalho sem John e Keith, sabe? Eles deveriam ter se separado em 1978.”
The Clash
Apesar de apreciar o som pesado do Punk, Lemmy Kilmister declarou que sua banda favorita do gênero era a norte-americana Ramones e, por outro lado, fez questão de afirmar que não era um grande admirador dos seus contemporâneos britânicos do The Clash.
Em entrevista à Spin em 2009, ele declarou:
“Nunca gostei do The Clash. Eles soavam como música antiga disfarçada de punk. Os Ramones, porém, eram gênios. Joey, em especial, tinha um faro para o rock’n’roll, e éramos amigos, embora não fôssemos próximos quando ele morreu. Detesto ver as pessoas partindo; prefiro me lembrar dele como ele era.”
Alguns anos depois, ele voltou a defender sua aversão, esclarecendo que o lado mais politizado do The Clash era um de seus incômodos:
“Eu nunca tive paciência para o The Clash e sua política pretensiosa, mas o The Damned e os Ramones eram ótimas bandas de rock ‘n’ roll.”
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Lara Teixeira




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