Ebony leva o hip-hop ao Palácio do Planalto em ato nacional contra o feminicídio

O lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio levou ao centro do poder, na última quarta-feira (4), não apenas autoridades dos Três Poderes, mas também uma voz vinda diretamente da cultura de rua.
A rapper Ebony participou da cerimônia realizada no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, parlamentares e representantes do Judiciário, marcando a presença do hip-hop em um dos principais atos institucionais do governo federal neste início de ano.
O pacto, batizado com o lema “Todos Por Todas”, propõe integrar políticas públicas para conter a escalada da violência letal contra mulheres no país, melhorar a resposta de proteção e atendimento às vítimas e estruturar ações preventivas de longo prazo. A iniciativa une Executivo, Legislativo e Judiciário em um compromisso conjunto para enfrentar o feminicídio de forma coordenada.
O lançamento ocorreu no Salão Nobre do Planalto e oficializou a criação de um comitê interinstitucional com representantes dos três poderes. Segundo o governo, o grupo terá a função de articular estratégias, organizar frentes de trabalho e produzir relatórios com propostas concretas de enfrentamento à violência de gênero, envolvendo União, estados, Distrito Federal, municípios, sistema de Justiça e sociedade civil.
Todos Por Todas
Entre as medidas defendidas durante o evento estão a priorização do julgamento de casos de feminicídio pelo Supremo Tribunal Federal, além do fortalecimento de instrumentos de prevenção, como formulários de avaliação de risco e a ampliação de medidas protetivas de urgência. A proposta é que o Estado atue não apenas na punição, mas principalmente na prevenção das mortes.
Foi nesse contexto que Ebony foi convidada a representar a cultura e a periferia dentro de um espaço tradicionalmente ocupado por autoridades políticas. Mulher negra da Baixada Fluminense e nome em ascensão no rap nacional, a artista levou ao ato a perspectiva de quem convive diariamente com os impactos da violência de gênero fora dos gabinetes.
“Foi uma honra estar representando a minha música e toda a minha classe, sendo uma mulher negra da Baixada do Fluminense e que convive diretamente e indiretamente com a misoginia. O feminicídio nada mais é do que o último estágio de um problema que começa na criação dos meninos”, afirmou.
A fala reforçou o caráter simbólico de sua presença: dar visibilidade a vozes diretamente atravessadas pela violência que o pacto busca combater. Para Ebony, o hip-hop, historicamente ligado à denúncia social, não poderia ficar à margem do debate. “O hip-hop é um gênero sobre revolução e protesto, então não poderíamos ficar de fora do debate”, completou.
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Felipe Mascari
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