M_AÍ: Marcelo Beraldo comenta bastidores do Lollapalooza e sua relação com a música em videocast

Diretor e curador musical do Lollapalooza Brasil, Marcelo Beraldo é o convidado do quinto episódio do videocast Música Que Não Toca Por Aí. No programa apresentado por Monique Dardenne, o profissional fala sobre sua trajetória na indústria, a forma como escuta música e os bastidores da montagem de um dos maiores festivais do país.
Durante a conversa, Beraldo comentou como lida com o consumo musical na era do streaming. Apesar da facilidade de acesso às plataformas digitais, ele diz manter um método mais próximo do hábito analógico, ouvindo discografias completas e em ordem cronológica. Para ele, a prática transforma a escuta em uma experiência mais atenta, diferente do consumo cotidiano em que a música funciona apenas como trilha de fundo.
No episódio, o curador também divide sua forma de enxergar três maneiras de se relacionar com a música: o consumo cotidiano por streaming, a escuta dedicada de um fonograma e a experiência de shows ao vivo. Segundo ele, os concertos representam um momento coletivo único, em que público e artistas compartilham uma experiência que vai além da audição.
A relação de Beraldo com a música começou ainda na infância, influenciada pelo pai, ele conta. Marcelo relembra as manhãs de fim de semana em casa, quando ouvia obras clássicas, como a Nona Sinfonia de Beethoven. O pai costumava provocar o filho com uma ideia simples: se uma música ainda for relevante daqui a cem anos, então ela pode ser considerada boa.
Trajetória de Marcelo Beraldo
Antes de se consolidar no mercado musical, Beraldo teve uma trajetória pouco convencional. Trabalhou no mercado financeiro aos 22 anos e, depois de deixar o setor, passou um período viajando por países como Austrália, Indonésia e África do Sul. De volta ao Brasil, abriu o restaurante japonês JAM, onde começou a desenvolver projetos ligados à música ao vivo.
Ele também comenta o processo de montagem do line-up do Lollapalooza. Segundo Beraldo, o planejamento costuma começar com dois ou três anos de antecedência, levando em conta turnês internacionais, disponibilidade de artistas e orçamento. A parceria com festivais da América do Sul também ajuda a criar rotas de shows para artistas internacionais na região.
Outro ponto abordado é o papel do festival como vitrine para artistas brasileiros. O curador afirmou ter autonomia para definir parte da programação nacional e destaca a importância de abrir espaço para novos nomes da cena.
O episódio já está disponível online e faz parte da primeira temporada do videocast ligado ao projeto M_AI – Música Que Não Toca Por Aí. Confira abaixo!
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Stephanie Hahne
M_AÍ: Marcelo Beraldo comenta bastidores do Lollapalooza e sua relação com a música em videocast




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