Melissa Auf der Maur fala sobre a maior lição que teve com o Smashing Pumpkins

Melissa Auf der Maur é um dos nomes mais consagrados do Rock nos Anos 90, e suas passagens por Hole e Smashing Pumpkins fazem com que a baixista seja lembrada até hoje como uma das figuras mais icônicas daquela cena.
Não à toa, Auf der Maur transformou esse período de sua vida em um livro de memórias intitulado Even the Good Girls Will Cry: My 90s Rock Memoir, no qual aborda toda sua trajetória até chegar a duas das maiores bandas daquela década. Agora, em uma nova entrevista com a Bass Player, ela deu mais detalhes sobre a sua entrada naquele movimento.
Segundo Melissa, tudo começou em 1991, quando ela ainda trabalhava como vendedora de ingressos para shows:
“Quando eu vi os Smashing Pumpkins e o Hole tocarem em 1991, quando eu trabalhava vendendo ingressos e eu vi ambos tocarem para 20 pessoas, eu sabia o que estava acontecendo. O mundo estava mudando, e algo enorme e mágico estava acontecendo para a minha geração. Eu peguei o baixo porque eu queria ser parte desse movimento radical de fazer barulho para a minha geração.”
Melissa, então, começou sua carreira com o Tinker, banda com a qual chegou a abrir um show dos Pumpkins e que deu início à sua relação com Billy Corgan, que recomendou a baixista para Courtney Love.
Melissa Auf der Maur, Hole e Smashing Pumpkins
O espaço de tempo em que tudo aconteceu foi curto: o Tinker surgiu em 1993 e, já em 1994, devido à morte de Kristen Pfaff, Auf der Maur teve a oportunidade de se juntar ao Hole e inicialmente recusou o convite devido às circunstâncias mórbidas, mas eventualmente mudou de opinião e deu o pontapé inicial em uma parceria que durou desde a turnê de Live Through This até a composição do icônico Celebrity Skin (1998).
Ainda naquela década, em 1999, ela resolveu sair do Hole para buscar uma carreira solo, mas encontrou uma coincidência no caminho. Na mesma semana de sua saída, D’arcy Wretzky deixou o Smashing Pumpkins e Billy Corgan logo lembrou de Melissa, que foi recrutada para o lugar vago, algo que ela descreveu na nova conversa como uma oportunidade para “se provar como musicista em um mundo masculino de riffs épicos, shows de arena e mais jatinhos particulares”.
A parceria durou pouco, já que Auf der Maur nem chegou a gravar o disco que estava sendo finalizado na época, Machina/The Machines of God, ainda que apareça em clipes como o de “The Everlasting Gaze”.
Continua após o vídeo
Apesar do período curto, Melissa falou à Bass Player que foi o seu tempo com o Pumpkins que a transformou em uma “baixista incrível”, o que ela classificou como a maior lição que aprendeu com a banda. Ela explicou:
“Aprender aquele catálogo e tocar 183 shows com aqueles músicos incríveis me define totalmente como baixista. Eu era uma baixista boa, e tenho orgulho do meu trabalho em ‘Celebrity Skin’, mas meu Deus, sabe? Eu mudei meu nível como musicista para sempre e abri meu repertório de entendimento do que minhas mãos poderiam fazer – e meus discos solo certamente foram expandidos por eu ter tido que aprender aquele catálogo e tocá-lo com eles”.
Vale lembrar que, depois de alguns outros projetos no meio do caminho, Melissa Auf der Maur lançou seu primeiro disco solo em 2004; o segundo e último até o momento, Out of Our Minds, saiu em 2010.
Agora, a baixista parece estar pronta para se reunir com Courtney Love em um projeto ainda misterioso, como te contamos neste link. Por enquanto, veja logo abaixo um registro do último reencontro de Auf der Maur com Billy Corgan para tocar “The Everlasting Gaze” em um show dos Pumpkins em 2025!
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Felipe Ernani
Melissa Auf der Maur fala sobre a maior lição que teve com o Smashing Pumpkins




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