OPINIÃO: Bad Bunny transforma São Paulo em Meca da comunidade latino-americana em sua vibrante estreia no Brasil
A espera valeu a pena! Quase uma década após o lançamento de seu primeiro single, Bad Bunny fez sua tão aguardada estreia em solo brasileiro na noite dessa sexta-feira (20), no estádio Allianz Parque, em São Paulo. No auge de sua carreira – ele venceu o Grammy Awards de Melhor Álbum do Ano no início do mês e na semana seguinte se apresentou no show do intervalo do Super Bowl -, o cantor porto-riquenho comprovou em cima do palco que todo o hype em torno de si é justificável. Perante a uma plateia lotada, que gritava e cantava as letras de suas canções a plenos pulmões, o artista entregou um vibrante espetáculo musical de resistência e identidade.
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Esbanjando carisma e humildade do começo ao fim, Bad Bunny não escondeu da plateia sobre como se sentia naquele momento. “Estou muito feliz, finalmente realizei o meu sonho de visitar o Brasil. Obrigado por isso”, disse ele em português. Ainda que se tratasse de uma produção grandiosa, tal postura do cantor foi um dos fatores que tornou a experiência do show tão próxima do público. Era como se os palcos, as luzes e os efeitos piroténicos fossem parte de uma festa em família, daquelas que viram a noite e acordam os vizinhos!
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Outro ponto de conexão era o setlist. As músicas escolhidas, mesmo em espanhol, falavam de temas bem conhecidos do brasileiro; como por exemplo histórias de amores que não deram certo, perguntas de tias sobre namoradinhas, sonhos e coisas da vida. Apesar de um maior foco para as faixas do álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que inclusive dá título à turnê, a lista de canções apresentadas passeava por quase toda a discografia do cantor.
Meca da comunidade latino-americana
Sob o ritmo arrebatador dos tambores e trompetes de sua banda afinada, Bad Bunny transformou a capital paulista na Meca da comunidade latino-americana por um dia, atraindo pessoas de diversos estados do Brasil e até de outros países! Ainda que a maioria do público presente falasse português, não era difícil ouvir conversas em outros idiomas antes, depois e durante o show; tanto entre aqueles que compraram ingressos quanto aqueles que estavam ali a trabalho.
Foto: Clayton Felizardo / Brazilnews
Em tempos onde a população da América Latina é tão discriminada em nações do norte-global, estar em um espaço seguro onde todos coexistem em respeito e harmonia, podendo festejar sem medo de levantar suas bandeiras e falar no seu próprio idioma, é um ato político louvável. Ao abraçar sua essência e falar com tanto amor de Porto Rico pelos quatro cantos do mundo, Bad Bunny mostra que não é preciso deixar de ser quem é para ser grande, e aind nos inspira a sermos mais patriotas com nossa própria terra. Além disso, ele também nos relembra de que sim, somos tão latinos quanto nossos hermanos uruguaios, colombianos, bolivianos e todos os outros. Mesmo que separados pelo idioma, somos unidos pelo tempero, energia e reggaeton!
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Giovanni Oliveira



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