Tom Morello chama EUA de “Estado do Terror” após ataque à Venezuela

Tom Morello tocando guitarra
Foto de Tom Morello via Shutterstock

O mundo acordou chocado no dia 03 de janeiro de 2026 com a notícia de que os Estados Unidos atacaram a Venezuela após ordens do presidente Donald Trump.

Segundo o governo norte-americano, a ação aconteceu na madrugada de sexta para sábado e o controverso presidente do país, Nicolás Maduro, foi preso por agentes dos EUA junto com sua esposa, Cilia Flores.

Na internet, já estão circulando imagens de Maduro algemado e com vendas nos olhos, supostamente sendo transportado para Nova York.

De acordo com o site Infomoney, ao chegar no país ele será julgado por narcoterrorismo e conspiração.

Reação de Tom Morello

No X, o guitarrista Tom Morello deu repost em um comentário do analista político Christopher Webb, que disse:

“Agora estamos apenas anunciando ataques a outros países e o sequestro de seus líderes nas redes sociais? Sem aprovação do Congresso. Sem explicações.”⁠

Sucinto, o membro de bandas como Rage Against The Machine e Audioslave afirmou:

“Os Estados Unidos são um Estado do Terror”

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Declarações de Trump após ação

Em um discurso após as ações, Donald Trump fez várias afirmações contundentes sobre como seu governo irá “administrar a Venezuela” até novas eleições.

Segundo ele, grandes petroleiras americanas irão “começar a fazer dinheiro para o nosso país”, já que em sua lógica, a Venezuela teria “vendido nosso petróleo e tirado nossas propriedades”:

“Construímos a estrutura petroleira da Venezuela e o regime roubou de nós. Roubaram de nós como se fossemos bebês e nenhum outro presidente fez nada a respeito”.

Ainda segundo o Republicano, os EUA irão “se envolver fortemente” no setor petrolífero da Venezuela.

Críticas de Líderes Mundiais

Diversos líderes mundiais estão criticando a ação dos Estados Unidos nas redes sociais.

Nomes ligados à esquerda, como o presidente brasileiro Luis Inácio “Lula” da Silva, afirmaram que trata-se de “um precedente perigosto para toda a comunidade internacional”:

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.

A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.

A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

A crítica, porém, não ficou apenas no lado da esquerda.

Até mesmo nomes ligados à extrema-direita, como a francesa Marine Le Pen, criticaram o uso da força:

“Existiam mil razões para condenar o regime de Nicolás Maduro: comunista, oligárquico e autoritário, ele impunha sobre seu povo, há longos anos, um manto de chumbo que mergulhou milhões de venezuelanos na miséria — quando não os forçava ao exílio.

Mas existe uma razão fundamental para se opor à mudança de regime que os Estados Unidos acabam de provocar na Venezuela. A soberania dos Estados nunca é negociável, independentemente de seu tamanho, de sua potência ou de seu continente. Ela é inviolável e sagrada.

Renunciar a esse princípio hoje para a Venezuela, ou para qualquer outro Estado, equivaleria a aceitar amanhã a nossa própria servidão. Seria, portanto, um perigo mortal, num momento em que o século XXI já é palco de grandes convulsões geopolíticas que fazem pairar sobre a humanidade o risco permanente da guerra e do caos.

Diante dessa situação, resta-nos apenas esperar que a voz seja devolvida o quanto antes ao povo venezuelano. Cabe a ele o poder de definir, soberana e livremente, o futuro que deseja para si como nação.”

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Tony Aiex

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