40 anos depois, Tony Bellotto (Titãs) relembra como 1986 revolucionou o Rock nacional: “aura mágica”

Tony Bellotto, cofundador e guitarrista dos Titãs, refletiu recentemente sobre a potência da cena do Rock nacional em 1986.
Em conversa com o TMDQA!, o músico apontou que aquele período carregava uma espécie de “aura mágica” que ia muito além do trabalho de sua própria banda, que naquele ano lançou o aclamado disco Cabeça Dinossauro.
Naquele mesmo ano, porém, a cena também entregou discos emblemáticos lembrados por ele, como Selvagem?, d’Os Paralamas do Sucesso, e Dois, da Legião Urbana. Relembrando este período, Bellotto explicou que havia uma sensação de que algo grande estava surgindo a partir daquele movimento:
Realmente, 1986 tem essa certa aura mágica. […] Eu acho que, claro, a gente não tinha, naquela época, uma dimensão histórica disso. Éramos jovens compondo, fazendo música com muita fissura, muita vontade, muita concentração. Mas a gente sentia que estava fazendo uma coisa grande, uma coisa importante esteticamente, não só cada um de nós nas próprias bandas, mas nos trabalhos das outras bandas também. Essa era, sem dúvida, uma sensação que a gente tinha.
A gente era consciente de estar fazendo uma coisa forte, porque o Rock brasileiro dos anos 80 teve uma repercussão de mídia, de rádio, de TV muito grande. Então, a gente via que aquilo estava acontecendo.”
Discos clássicos de 1986 serão celebrados no C6 no Rock
Fazendo jus à percepção de Tony Bellotto, alguns dos grandes discos lançados em 1986 serão revistados no novo festival C6 no Rock, que acontece nos dias 22 e 23 de agosto no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
O festival será dividido em dois pilares. O primeiro é o Discoteca Básica, que propõe apresentações de discos clássicos dos Anos 80 executados na íntegra, com a participação de integrantes das formações originais.
Entre os álbuns que ganharão versões ao vivo estão os já citados Cabeça Dinossauro, dos Titãs, Selvagem?, d’Os Paralamas do Sucesso e Dois, da Legião Urbana, além de Fullgás (1984), da Marina Lima; As Aventuras da Blitz (1982), da Blitz; e outros três de 1986: Rádio Pirata Ao Vivo, do RPM; Vivendo e Não Aprendendo, do IRA!; e O Concreto Já Rachou (1986), da Plebe Rude.
Já o segundo eixo do festival será o Poetas do Som, dedicado a homenagear artistas brasileiros que deixaram legados neste período. Esses shows serão inéditos, criados especialmente para o festival e dirigidos por nomes relevantes da cena cultural, com foco em revisitar obras e trajetórias de figuras icônicas. Nesta edição, Cazuza e Rita Lee foram os escolhidos.
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Lara Teixeira
40 anos depois, Tony Bellotto (Titãs) relembra como 1986 revolucionou o Rock nacional: “aura mágica”




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