Bad Religion dá aula de Punk Rock em São Paulo e reforça conexão com fãs brasileiros

Bad Religion em São Paulo, 2026
Foto por Stephanie Hahne/TMDQA!

Poucas bandas construíram uma relação tão duradoura com o Brasil quanto o Bad Religion. Na noite da última terça-feira (28), em São Paulo, o grupo norte-americano voltou a provar isso ao subir ao palco do Espaço Unimed para mais um show lotado, intenso e marcado por uma conexão imediata com o público. 

Menos de um ano após a apresentação no The Town, a banda retornou ao país em um formato diferente. Em vez da dinâmica acelerada de festival, o show solo permitiu uma entrega mais direta, com atenção total voltada para os fãs que acompanham a trajetória do grupo há décadas. 

Com mais de 15 passagens pelo Brasil, o Bad Religion já conhece bem o terreno que pisa. Por isso, cada nova visita carrega um clima de reencontro. Não se trata apenas de nostalgia, mas de uma relação construída na base da constância e da identificação. 

No palco, a formação atual segue sólida, com Greg Graffin liderando os vocais e mantendo sua postura quase didática, enquanto Brian Baker e Mike Dimkich se revezam nas guitarras com precisão. A base rítmica, formada por Jay Bentley e Jamie Miller, sustenta o peso e a velocidade do show. 

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Bad Religion em São Paulo, 2026
Foto por Stephanie Hahne/TMDQA!

Familiaridade que sustenta o show

Desde os primeiros acordes, ficou claro que a resposta do público seria parte central da noite. E ela veio alta, com coro forte e participação ativa em praticamente todas as músicas. Assim, ficou evidente o quanto o repertório da banda segue vivo por aqui. Cada canção funcionou como um gatilho coletivo, com fãs antecipando refrões com entusiasmo.

Em meio a essa entrega, um dos momentos mais espontâneos aconteceu durante “No Control”. Um fã conseguiu passar pela segurança e subir ao palco, cantando ao lado da banda por alguns instantes antes de ser retirado, em meio à euforia da plateia. 

É nessa troca com o público que o repertório ganha ainda mais força dentro do show. Ao longo da apresentação, o grupo apostou em uma seleção que atravessa diferentes fases da carreira. Ainda assim, manteve uma espinha dorsal bastante reconhecível para quem já os viu ao vivo.

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Clássicos como “21st Century (Digital Boy)”, “I Want to Conquer the World”, “Infected” e “American Jesus” apareceram como pontos altos naturais. Ao mesmo tempo, faixas como “True North” e “End of History” apontaram para diferentes momentos da trajetória e reforçaram o alcance geracional das composições.  

Entre tradição e identidade 

Com mais de quatro décadas de estrada, o Bad Religion encontrou uma fórmula que funciona com precisão. O repertório, embora familiar, não soa repetitivo no contexto ao vivo, já que a força está justamente na execução e na resposta do público.

Além disso, a banda mantém uma performance afiada, com nível técnico sólido. velocidade segue intacta. Enquanto isso, os vocais e harmonias continuam sendo um dos grandes diferenciais do grupo dentro do Punk Rock. 

Em alguns momentos, pedidos vindos da plateia por “Generator” chegaram a ecoar pelo Espaço Unimed. Mesmo assim, a banda optou por manter o repertório alinhado ao setlist já apresentado nesta turnê pela América Latina, reforçando a coesão da apresentação. 

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Esse equilíbrio entre tradição e energia ajuda a explicar por que o show segue impactante. Mesmo para quem já assistiu a outras apresentações recentes, há um senso de continuidade que reforça a identidade da banda.

Isso fica evidente quando músicas como “Punk Rock Song” e “Sorrow” surgem com a mesma força de sempre. Ainda que já esperadas, elas continuam provocando reações intensas e funcionam como verdadeiros hinos para o público brasileiro. 

Bad Religion renova relação com brasileiros a cada visita 

O Brasil ocupa um espaço especial na história do grupo, que, há cerca de 30 anos, mantém uma sequência constante de idas e vindas ao país. Não por acaso, cada nova visita é recebida com entusiasmo e casa cheia.

Em 2023, por exemplo, a banda esteve por aqui com shows em festivais e uma apresentação solo em Curitiba. Desde então, a expectativa por um novo reencontro só cresceu.

Em São Paulo, esse vínculo ficou evidente mais uma vez. O público no Espaço Unimed respondeu com intensidade do início ao fim. Assim, transformou o show em uma recepção calorosa e constante. Cada música parecia conhecida em seus mínimos detalhes, o que criou uma sensação de continuidade entre as diferentes turnês.

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No fim das contas, o Bad Religion segue provando sua relevância de forma simples e direta. Mais do que reinventar o próprio repertório, a banda reafirma sua essência com consistência, entrega e uma conexão rara com seus fãs.

E, para o público brasileiro, essa aula contínua de Punk Rock segue sendo exatamente o que se espera e o que se celebra a cada nova passagem.

Setlist: Bad Religion no Brasil, Espaço Unimed (28/04/2026)

  1. “Recipe for Hate”
  2. “Them and Us”
  3. “Los Angeles Is Burning”
  4. “Do What You Want”
  5. “21st Century (Digital Boy)”
  6. “The Streets of America”
  7. “Fuck You”
  8. “I Want to Conquer the World”
  9. “Come Join Us”
  10. “End of History”
  11. “True North”
  12. “Atomic Garden”
  13. “We’re Only Gonna Die”
  14. “No Control”
  15. “Struck a Nerve”
  16. “Suffer”
  17. “Punk Rock Song”
  18. “Infected”
  19. “A Walk”
  20. “You”
  21. “Anesthesia”
  22. “Fuck Armageddon… This Is Hell”
  23. “Sorrow”
  24. “American Jesus”

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Angélica Albuquerque

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