10 músicas do primeiro semestre de 2026 que mereciam ser maiores
O primeiro semestre de 2026 se aproxima do fim, marcado por lançamentos grandiosos do BTS, do Drake, do Bruno Mars, do Harry Styles e da Ariana Grande, que dominaram as paradas. Mas a quantidade de músicas novas todas as semanas é imensa e muita joia passa despercebida. Aqui você confere dez músicas de qualidade que mereciam ser maiores! A lista está em ordem alfabética.
(Fotos: Divulgação)
“911” – Nick Jonas
Envolvido em um milhão de projetos entre Jonas Brothers, sua carreira solo na música e a atuação, Nick Jonas não promoveu tanto o álbum solo que lançou em fevereiro, “Sunday Best”. Mas se fosse para o disco ganhar um novo single, que fosse “911”. A faixa se destaca entre as demais do compilado, não só por soar um R&B envolvente e chamar atenção pela não linearidade dos arranjos, mas também por vir como uma reprodução perfeita de uma mente confusa sobre um relacionamento. Nick canta sobre alguém lidando com a estranheza de se ver vulnerável enquanto tenta assimilar a rejeição seguida de abandono. Ele até cogita que a pessoa já tenha seguido em frente com outra, mas não consegue desligar a própria mente do turbilhão de pensamentos. Os fãs quase discaram mesmo um ‘911’ já que o caçula do Jonas Brothers não performou a música no show do Brasil, em maio. – Matheus de Carvalho.
“Bossa” – Tiago Iorc e Os Garotin
”Bossa” é a personificação do conceito de que “cada um é cada um, e é aí que está a beleza”. A junção da delicadeza de Tiago Iorc com a energia de Os Garotin tornou a faixa um bálsamo para os ouvidos. Com uma letra que exalta a aceitação das diferenças, a canção nos lembra que a singularidade de cada indivíduo deve ser respeitada. Em tempos onde o mundo parece obcecado em vigiar e julgar a vida alheia, “Bossa” merecia muito mais atenção do público por trazer uma mensagem tão necessária de autorrespeito e empatia. – Vanessa Bandeira.
“Bring Your Love” – Madonna feat. Sabrina Carpenter
Essa parceria icônica entre a Rainha do Pop e Sabrina Carpenter causou uma verdadeira comoção quando foi apresentada pela primeira vez no palco do Coachella, mas acabou esfriando nas plataformas rápido demais para o tamanho do seu potencial. Misturando house music com o melhor do dance-pop, a faixa bebe direto da fonte de clássicos como o aclamado álbum “Confessions on a Dance Floor” (2005). É uma produção que carrega a identidade magnética de Madonna e a presença de Sabrina representando a nova era do pop, sendo um dos lançamentos mais injustiçados do ano e que certamente merecia ditar o ritmo das pistas de dança pelos próximos anos. – Vanessa Bandeira.
“COMO DEVE SER (nem me estresso mais)” – Melly
Quando descobri Melly, fazendo a abertura de um show de Marina Sena em Salvador, lá em 2022, eu logo vi que ela tinha algo especial. É como se tudo nela – voz, jeito e linguagem corporal no palco – fosse a própria personificação do pagodão baiano, mas de uma maneira que só ela faz. Soa como um pagodão mais suave, mas sem perder o gingado inerente do estilo. “COMO DEVE SER (nem me estresso mais)” foi uma ótima escolha para introduzir o novo álbum da artista, “MAIS FORTE QUE A DÚVIDA”. É uma música que dá vontade de dar um empurrão na negatividade e nas amarras que insistem em nos assombrar, pular da cama e se mexer rumo àquilo que se quer alcançar, sem tanto temor e estresse. Como Melly canta, “põe na conta do destino”! O que é pra ser nosso vai ser! – Matheus de Carvalho.
“Dona de Casa” – Ebony
Ebony, um dos grandes nomes do rap feminino nacional, deu continuidade ao universo do álbum “KM2” com a versão de luxo do projeto. Na faixa “Dona de Casa”, inédita na nova versão, Ebony reforça sua posição de dona de si e mulher certa do que impõe, mesmo que o mundo queira dizer o contrário e seus fãs prefiram outras canções de sua discografia. – Leonardo Nascimento.
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“Fruto do Tempo” – Luísa Sonza
“Fruto do Tempo” talvez seja a melhor faixa de “Brutal Paraíso” e uma das mais subestimadas da carreira recente de Luísa Sonza. A música funciona como uma resposta direta a “Consolação”, faixa de abertura do projeto “Bossa Sempre Nova”. Se antes a artista buscava beleza e idealização, agora encara as desilusões e contradições do mundo contemporâneo. A canção ainda traz um sample de Vinicius de Moraes, criando um diálogo entre a tradição da bossa nova e a profundidade emocional do novo trabalho. Com sua proposta conceitual escancarada ainda mais no clipe, “Fruto do Tempo” merece alcançar um público ainda maior. – Bruna Cora.
“Low Rise Jeans” – Demi Lovato
Com tudo de volta ao pop com o álbum “It’s Not That Deep”, Demi Lovato retornou muito confiante a respeito do solo em que vem pisando. Sexy, confiante e apostando em canções mais divertidas e ousadas, foi com “Low Rise Jeans” , presente na versão deluxe do álbum e com interpolações de Britney Spears, que a cantora chegou ao auge da energia sensual, mas não do sucesso. – Leonardo Nascimento.
“OUVIR A MARÉ” – Silva
A canção é, para mim, um dos destaques do álbum novo do cantor, “ROLIDEI”. Para o cantor, possivelmente também, porque ele fez um clipe para ela. Quando lançou o disco, Silva explicou que ele soasse como a recompensa de uma alguém que concluiu uma missão, entrou o carro e foi para a praia. Essa música personifica essa ideia. Ouvir o verso “somos melhores molhados” de frente para o mar tem um sabor especial. – Leonardo Torres.
“Punk Rocky” – A$AP Rocky
A música é uma das faixas de destaque do álbum “Don’t Be Dumb”, que saiu em janeiro deste ano. A canção explora sonoridades alternativas, misturando rap com elementos de pós-punk e indie rock, fazendo com que soe moderna. A faixa serve como um mergulho honesto na vulnerabilidade emocional e nas inseguranças românticas do artista. Destaque também para o clipe, que conta com a atriz Winona Ryder, como vizinha do músico, acompanhada por participações do baixista Thundercat, do músico Danny Elfman e do rapper A$AP Nast. – Bruna Cora.
“Telephone” – 3QUENCY
“Telephone” é o quarto single original do 3QUENCY, trio vencedor do programa “Montando a Banda”. A letra é inspirada nas primeiras experiências do grupo com a exposição e o escrutínio do público, mas pode ser interpretada como um recado para um ex ou qualquer desafeto. É perfeita para indiretas, na verdade. “Telephone” é ‘pop perfection’, mas o 3QUENCY de um modo geral merecia mais reconhecimento. – Leonardo Torres.
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Leonardo Torres
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