Milhões em 24h: Por que o K-Pop vende tantos álbuns físicos na Coreia?
O K-pop movimenta o mercado sul-coreano e internacional com lançamentos recentes de nomes como BLACKPINK, BTS e CORTIS. Em meio a comebacks e estreias, os grupos chegam com álbuns físicos que se tornaram um dos produtos mais exclusivos desse nicho. Os formatos inovadores, que incluem os disputados photocards, livros de fotos caprichados e várias versões do mesmo disco, geram um volume de vendas massivo e mantêm as mídias físicas no topo do faturamento!
Confira todas as notícias sobre K-Pop no POPline!
(Foto: Weverse – CORTIS)
Leia mais:
- De SHINee a BABYMONSTER: 11 novos clipes de K-Pop nesta semana!
- “Quem paga mais leva”: produtoras revelam mercado de “leilão” para trazer K-Pop ao Brasil (EXCLUSIVO)
Os números recentes de vendas na primeira semana impressionam e mostram o abismo que separa o comportamento do consumidor de K-pop do ouvinte de música ocidental comum. O BTS, por exemplo, quebrou seu próprio recorde histórico com o álbum “ARIRANG”, que ultrapassou a marca de 3,9 milhões de cópias vendidas em apenas 24 horas, fechando a primeira semana com impressionantes 4,1 milhões de unidades registradas pelo Hanteo Chart.
Esse padrão se repete tanto com nomes consagrados quanto com estreantes. O grupo feminino BLACKPINK bateu o recorde histórico entre as mulheres com o mini-álbum “DEADLINE”, vendendo 1,46 milhão no primeiro dia e somando 1,77 milhão na semana de estreia.
Já os novatos do CORTIS ultrapassaram 1,1 milhão de cópias em apenas um dia com seu segundo EP, “GREENGREEN”, acumulando 2,31 milhões em uma semana. Outros grupos como TXT (1,5 milhão em dois dias), NCT WISH (1,8 milhão na primeira semana), &TEAM (1,2 milhão) e TREASURE e ATEEZ, que superaram a barreira do milhão, provam que o mercado físico está mais vivo do que nunca.
A caça ao ‘utt’ nas embalagens
(Foto: X @TXT_bighit)
O grande segredo para sustentar esses números na era digital está na transformação do álbum em uma espécie de “pacote surpresa”. Geralmente, cada unidade física vem acompanhada de apenas um ou dois photocards colecionáveis, distribuídos de forma totalmente aleatória entre dezenas de opções possíveis.
Como os grupos costumam ter muitos integrantes, a chance de um fã conseguir tirar de primeira a foto do seu “utt” (seu idol favorito do grupo) ou do seu “bias” é pequena. Isso faz com que os colecionadores comprem as três ou mais versões de um único lançamento para multiplicar as chances de vir o card que procuram, gerando um comércio paralelo de trocas e revendas muito aquecido na internet.
O bilhete de loteria dos fansigns
(Foto: Weverse – BTS)
Além da febre dos cards, o grande motor das vendas em massa são os famosos fansigns (os concorridos eventos de autógrafos presenciais ou por videochamada). O sistema funciona como uma loteria: cada álbum físico comprado em lojas específicas equivale a um cupom para o sorteio.
Para garantir uma vaga de poucos minutos cara a cara com o artista, os fãs chegam a comprar dezenas ou até centenas de cópias do mesmo disco para aumentar suas probabilidades. Essa engrenagem de engajamento extremo criou um mercado bilionário de mídias físicas que desafia completamente a lógica de consumo do streaming ocidental.
O post Milhões em 24h: Por que o K-Pop vende tantos álbuns físicos na Coreia? apareceu primeiro em POPline.
Vanessa Bandeira
Milhões em 24h: Por que o K-Pop vende tantos álbuns físicos na Coreia?




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.