Di Ferrero opina sobre dias pop esgotarem antes dos de rock no Rock in Rio: “É mais difícil trazer pros festivais” (EXCLUSIVO)
Di Ferrero foi o headliner do terceiro dia da edição de 2026 do Capital Moto Week, no Parque Granja do Torto, em Brasília, no sábado (25). No festival, que é o maior de moto e rock da América Latina e o terceiro maior do mundo, o cantor apresentou o repertório da turnê “SE7E”, que mescla músicas do último álbum solo dele e os maiores sucessos do NX Zero. Di também levará a turnê ao Rock in Rio e, em entrevista ao POPline nos bastidores do Capital Moto Week, o artista comentou o movimento de os dias pop esgotarem antes dos dias mais voltados ao rock no festival que acontece em setembro no Rio. “O pop circula mais em todos os lugares”, opinou.
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Foto: JAOBMIKE
As duas primeiras datas da edição de 2026 do Rock in Rio – 4 e 5 de setembro -, serão dominadas pelo rock e seus subgêneros. O dia 4 será encabeçado pelo Foo Fighters e o dia 5 pelo Avenged Sevenfold e, apesar de serem dois nomes gigantes da cena, ainda há ingressos para vender. Enquanto isso, os dias mais pop, encabeçados por Calvin Harris, Elton John, Stray Kids e Maroon 5 já estão esgotados.
Recentemente, a própria vice-presidente do festival, Roberta Medina, falou sobre o movimento. “Os roqueiros falam isso. O povo do pop não reclama. E é muito engraçado porque os roqueiros são barulhentos. Então, quando não tem o rock, eles vão nas redes, fazem barulho, mas o primeiro dia que esgota é o pop”, declarou ela diante do cenário de vendas para a próxima edição do festival.
Já veterano no Rock in Rio, Di Ferrero terá a missão de abrir a programação dos palcos principais na Cidade do Rock com show no Palco Sunset em 4 de setembro. Após ele deixar o palco, também passarão por lá Detonautas convida Biquini, Hot Milk e Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos. Para o cantor do NX Zero, a demanda maior pelas datas de pop não tem nada a ver com o rock estar em momento de alta/baixa ou não.
“Se você for ver, os maiores shows mundiais, as maiores turnês mundiais são de bandas de rock ou que flertam com o rock. Todo ano o Metallica faz quatro [shows no] Estádio MorumBIS, todo ano o Red Hot Chili Peppers vem e faz não sei quantos Allianz Parque. Então, eu não sei o que tá associado a isso no Rock in Rio, mas vai acabar lotando também. São shows que já tiveram, Foo Fighters, Avenged Sevenfold. Nos outros dias têm mais coisas inéditas, talvez seja isso. ‘Ah, o rock tá ruim, tá bom…’, não acho que seja isso, não. Porque são as turnês que mais vendem ingresso no mundo. E isso não sou eu que tô falando, tá gente?! É só pesquisar ali… A maior desse ano acho que foi ACDC, que fez quatorze shows”, analisou Di ao ser questionado pelo POPline a pouco mais de um mês de seu show no Palco Sunset.
E, por falar em dias pop, Di nos contou que, se pudesse escolher somente um artista de todo o line-up para fazer uma parceria, ele ficaria com Elton John, que é o headliner do feriado de 7 de setembro. No bate-papo, o músico também falou sobre uma facilidade maior do pop circular em comparação ao rock.
“Depende dos artistas que vão. E as bandas de rock têm uma coisa que lembrei… Como elas mesmas fazem, sei lá quantos Allianz Parque, sei lá quantos MorumBIS, elas nem tocam em festival. Então é mais difícil trazer eles pros festivais. E o pop, não. O pop circula mais em todos os lugares. Acho que cê pode compor um line-up com um pop mais como Billie Eilish e colocar, ao mesmo tempo. um Måneskin, que também é um pouco de rock, sei lá! Dá pra compor algo mais eclético, talvez”, complementou o cantor, que está na estrada promovendo o último álbum solo dele, o “SE7E”, que chegou aos tocadores no último mês de maio.
Di promete novidades ao subir no Palco Sunset do festival no próximo dia 4 de setembro: “Eu tô no dia do Foo Fighters. Vai ser muito legal. Eu vou abrir o Rock in Rio, vai ser o primeiro do dia ali entre os palcos maiores. Então é uma responsa, vai estar todo mundo ali… Eu vou fazer um show que faz parte da minha turnê ‘SE7E’, mas um show especial, com algumas surpresas. A banda um pouco diferente. Tem que marcar, cada momento tem que ser muito marcante ali, ainda mais num Rock in Rio”.
O show de Di Ferrero no Capital Moto Week
Foto: JAOBMIKE
Headliner do Capital Moto Week desse sábado (25), Di subiu ao maior palco do festival pouco antes de dar meia noite, já na madrugada de sábado para domingo. O músico foi recebido com uma queima de fogos em tons de vermelho, laranja e amarelo, cores que norteiam a identidade visual do já consagrado evento no calendário da capital, Brasília. Ao iniciar seu show, o cantor se deparou com uma multidão organizada entre fãs e admiradores, e também as motos, que se fazem protagonistas do festival.
Na estrada com a “Turnê SE7E”, que dá suporte ao disco lançado em maio, o cantor apresentou algumas músicas do compilado ao público, como “Azul (Oceano)” e “Além do Fim”. Teve também “Universo Paralelo”, que é a escolhida para introduzir o show com a energia lá nas alturas.
Mais alto que a buzina das motos vistas na plateia era o canto em uníssono do público quando Di resgatava sucessos do NX Zero, o que aconteceu em vários momentos da apresentação. Da banda, que inclusive está completando 25 anos de história em 2026, o artista relembra hinos como “Só rezo”, “Daqui pra frente” e “Pela última vez”. Mais para o fim do show, Di comove todo o público com trechos de “Cedo ou tarde” e “Razões e emoções”, as duas canções de maior sucesso da banda.
Foto: JAOBMIKE
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Matheus de Carvalho




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