Rumo a novo álbum solo, Jota.pê lança single com clipe e aquece para show no Rock in Rio

Jota.pê transforma despedida em novo single e mira estreia histórica no Rock in Rio
Foto: @mmeneson

Jota.pê já começa a desenhar os próximos passos de sua carreira solo ao lançar a primeira faixa inédita desde o ciclo de Se o Meu Peito Fosse o Mundo. Nesta sexta-feira (14), o cantor lançou o clipe de “Até Outro Dia Amor”, single divulgado inicialmente no dia anterior e produzido por Felipe Vassão, com coprodução do próprio cantor. A música é uma pista do próximo álbum solo, previsto para 2027, ainda sem data de lançamento definida.

Antes do disco ser lançado, o compositor ainda tem um longo caminho nos palcos. O artista se prepara para um show no Rock in Rio, dia 11 de setembro, com participações de Zaynara e Luedji Luna. O TMDQA! conversou com Jota.pê sobre a história por trás do single, os caminhos do novo disco e a expectativa para subir ao palco da Cidade do Rock.

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Constante movimento

Antes de todo esse barulho em torno dos Grammys, Jota.pê já tinha no ÀVUÀ, duo com Bruna Black criado em 2019, um espaço importante de troca. Os dois lançaram Percorrer em Nós em 2022.

Jota.pê tem um daqueles timbres que preenchem e aquecem qualquer ambiente. Uma voz grave, densa, inconfundível, que passeia com uma facilidade assustadora pelas cordas do violão, instrumento que ele domina. Essa força da natureza foi devidamente coroada pela indústria em 2024, quando arrebatou três Grammys Latinos de uma só vez com o álbum Se o Meu Peito Fosse o Mundo.

E aí Dominguinho parece quase uma continuação dessa história, só que por outro caminho. O disco com João Gomes e Mestrinho nasceu sem grandes planos, de uma aproximação que simplesmente aconteceu, e acabou levando um Grammy Latino em 2025 por Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Mas, para Jota.pê, o mais interessante nesses projetos parece estar menos no prêmio e mais no que cada encontro deixa nele depois.

Eu sempre acho bonito quando as coisas acontecem. O Dominguinho foi uma coisa zero planejada, ele só aconteceu, e eu já consigo sentir a diferença disso em mim como pessoa e como artista. O ÀVUÀ, a mesma coisa. Então eu sempre fico curioso para saber o que esses movimentos de encontros vão fazer com a minha música daqui para frente. Você meio que vai maturando as coisas e aquilo vai se transformando.”

É depois dessa sequência de projetos compartilhados que Jota.pê foca em sua carreira solo.

Um romance de três semanas virou “Até Outro Dia Amor”

“Até Outro Dia Amor” tem reggae no caminho, Felipe Vassão na produção e uma história de uma despedida com um ressignificado. Um romance de umas três semanas acabou virando canção.

‘Até Outro Dia Amor’ é uma música que eu tenho um carinho muito grande, porque foi um romance curto que eu vivi, que durou umas três semanas, mas foi muito incrível, eu fiquei muito apaixonado, foi muito legal. Terminou de um jeito que eu achei bacana, respeitoso pra caramba. E tudo que mexe muito comigo acaba virando música.”

A música olha para aquela coisa meio desesperada que acontece quando um romance acaba e, depois, para o que parece óbvio quando a gente sai de dentro dele: a vida segue.

A gente quando tá vivendo um romance e aquilo dá errado, você fica muito naquela de ‘meu Deus, acabou minha vida, que droga, eu queria muito’, mas cara, a gente se apaixona de novo, a vida segue. Então eu acho que essa música, essa história e essa música tá muito nesse lugar de que sempre tem um novo momento pra gente encontrar aquele sentimento de novo. Acho que essa música tem muito esse lugar de ‘foi legal pra caramba, não deu certo, mas daqui a pouco tem de novo‘.

Novo álbum em 2027

“Até Outro Dia Amor” também começa a apontar para o disco que Jota prepara para 2027. Há o reggae, há Felipe Vassão novamente na produção, uma história íntima transformada em composição e há um Jota.pê de volta ao formato solo depois de uma sequência intensa de encontros. Por enquanto, sem muito explicar antes da hora exatamente o que esse álbum vai ser.

Embora reconheça os prêmios conquistados por Se o Meu Peito Fosse o Mundo, ele resiste à ideia de transformar a repetição daquele resultado em método de composição.

Eu não quero e nunca vou tentar fazer música para ganhar Grammy. Eu realmente acredito que um Grammy pode até ser um objetivo por um momento da vida, está tudo bem você querer ganhar e trabalhar para isso. Mas eu acho perigoso, porque existe a chance de você ficar frustrado, de fazer trabalhos que não te representem tentando moldar alguma coisa que você acha que vai fazer você ganhar um Grammy.”

Nos últimos dois anos, a carreira de Jota.pê mudou de tamanho. Se o Meu Peito Fosse o Mundo levou três Grammys Latinos em 2024 e, no ano seguinte, Dominguinho, com João Gomes e Mestrinho, trouxe o quarto. Só que sucesso também bagunça algumas relações pelo caminho.

Nesse lance de você ir ficando mais conhecido, mais famoso e começa a ganhar dinheiro e tal, muita coisa muda na nossa vida, assim, tanto de possibilidades positivas quanto de coisas novas, relações estranhas e tal, a relação das pessoas com você, a relação da expectativa das pessoas com a sua música, é muito doido.”

É aí que Jota volta a falar das pessoas que estão por perto há mais tempo. Felipe Vassão, Marcus Preto, KB Pinheiro, Marcelo Mariano e o restante da equipe aparecem quase como um jeito de não perder de vista por que ele começou a fazer música.

Essa equipe toda de pessoas à minha volta, seja na assessoria de imprensa ou na produção musical ou na banda, é que me ajuda a me lembrar de por que que eu comecei, por que que eu faço isso e aí ajuda a gente a lembrar de que eu não faço música única e exclusivamente pra ganhar dinheiro ou pra ficar famoso ou pra ganhar Grammy e sim porque eu gosto muito dessa parada.”

A caminho do Rock in Rio

Essa paixão pura, combinada ao frescor do novo single e à bagagem dos últimos anos, será celebrada nos palcos de forma épica nas próximas semanas. O aquecimento já tem data marcada: dia 5 de setembro, na Tokio Marine Hall, em São Paulo, onde ele estreia a nova música ao vivo. Uma semana depois, em 11 de setembro, o passo definitivo: seu show próprio no Rock in Rio no Palco Sunset.

Na Cidade do Rock, em um dia histórico, ele sobe ao palco amparado por Zaynara e Luedji Luna, de quem se declara um aluno assíduo. “Esse último disco dela [Luedji], inclusive, é um disco que eu escuto pra estudar, assim, realmente considero a Luedji Luna uma artista que me dá aulas,” exalta Jota, empolgado com o encontro inédito.

Quero que elas se sintam completamente em casa no palco, do meu lado. Quero inclusive que elas tenham o momento delas individual ali, sem mim, para que os fãs de Luedji e Zaynara consigam aproveitá-las também. Quero muito que a minha banda toda e elas se deem bem pra caramba. Quero que a gente tenha tesão de estar naquele palco juntos, dividindo aquele momento, porque é o Rock in Rio, é histórico, vai ficar na nossa memória para sempre.”

Que venha o Rock in Rio e a nova era.

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Liz Sacramento

Rumo a novo álbum solo, Jota.pê lança single com clipe e aquece para show no Rock in Rio


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