Paris Jackson detona John Branca após pedido de US$100 milhões: “ofensivo”

Paris Jackson em 2017
Foto via Shutterstock

Paris Jackson voltou a questionar judicialmente a administração do espólio de seu pai, Michael Jackson.

Em um documento apresentado na quarta-feira (28) em um tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos, a cantora acusou o executor John Branca de não apresentar justificativas adequadas para uma remuneração superior a US$100 milhões por apenas dois anos de trabalho.

Segundo Paris, os documentos entregues por Branca para fundamentar o pedido de aprovação dos honorários são incompletos e não atendem às obrigações de transparência. A ação movida pela filha de Michael diz (via Billboard):

Esta não é a primeira vez que o Executor se esquiva de suas obrigações de divulgação por meio de documentos incompletos. Este caso, no entanto, é particularmente ofensivo, visto que os documentos defeituosos do Executor incluem um pedido de aprovação de mais de cem milhões de dólares em remuneração.”

Como medida para penalizar as supostas falhas, Paris quer que a taxa de Branca seja reduzida de 15% para 10% da receita bruta do espólio proveniente de atividades relacionadas ao entretenimento.

Em resposta, representantes do espólio classificaram a iniciativa como “absurda” e “sem sentido”. Segundo a defesa, Branca renunciou à remuneração como executor testamentário desde o início e recebe apenas uma taxa de administração separada, determinada judicialmente, pela gestão dos negócios de Michael Jackson.

“Dizer que esta moção é completamente desprovida de mérito e não se baseia em fatos seria um eufemismo”, declarou o espólio em sua declaração de resposta.

Paris Jackson e as críticas à administração do espólio de Michael Jackson

A nova situação envolvendo Paris Jackson e John Branca, que divide a função de executor testamentário com John McClain, surge após meses de desentendimentos entre eles.

Em novembro de 2025, a cantora acusou os dois de conduzirem projetos ligados ao legado de seu pai com o objetivo de “enriquecê-los e engrandecê-los”, em vez de beneficiar a família. Entre os pontos levantados por Paris estava a cinebiografia de Michael Jackson, que já havia sido lançada à época da declaração, incluindo a escolha de Miles Teller para interpretar Branca no longa.

Os executores contestaram as críticas e afirmaram que as objeções da cantora representavam “um profundo desperdício do tempo do tribunal e, ironicamente, do dinheiro do espólio”. Na ocasião, eles também defenderam os resultados financeiros da administração, destacando que o espólio saiu de uma dívida de aproximadamente US$500 milhões para uma avaliação atual superior a US$2 bilhões.

Em maio, Paris obteve uma decisão judicial favorável em outro ponto da disputa. Um juiz determinou que três escritórios de advocacia externos devolvessem ao espólio bônus que totalizavam US$625 mil, considerados indevidos. Na decisão, o magistrado afirmou que os valores “parecem arbitrários” e correspondiam apenas ao que Branca “considerou apropriado”.

Após a vitória, a filha de Michael entrou com um pedido judicial solicitando indenização adicional de R$2,3 milhões contra os executores do espólio de seu pai. O valor corresponde, segundo sua equipe, aos juros acumulados sobre quantias que teriam sido indevidamente desembolsadas da administração do patrimônio. Saiba mais aqui.

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Lara Teixeira

Paris Jackson detona John Branca após pedido de US$100 milhões: “ofensivo”


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