AMESLARI une histórias pessoais e influências dos anos 80 em seus novos singles

AMESLARI apresenta
Foto: Rafael Vilas Boas

AMESLARI encontrou no basco uma palavra capaz de traduzir a forma como enxerga sua relação com a música. O termo significa “sonhador” e acabou se tornando o nome artístico escolhido pelo cantor, compositor e tecladista de Ribeirão Preto, que vem construindo uma trajetória marcada pela mistura entre referências clássicas dos anos 1980 e uma abordagem contemporânea do Pop Rock.

“Eu sou, como todo artista, um sonhador. Minha música é, de certa forma, um reflexo de tudo aquilo que eu sempre quis ser”, resume.

Com dois álbuns lançados, mais de 1,5 milhão de reproduções no Spotify e mais de 2 milhões de visualizações no YouTube, o músico tem ampliado seu alcance dentro da cena independente. Agora, ele apresenta “Absence” e “A Billion Different Ways To Find You“, duas músicas escritas a partir de experiências pessoais e influenciadas, cada uma à sua maneira, pela sonoridade que ajudou a definir sua identidade artística. 

Entre o passado e o presente

A influência oitentista acompanha o projeto desde o início, mas não apenas por questões estéticas. O músico vê naquela década um período de intensa criatividade, impulsionado por novas tecnologias e por artistas que exploravam diferentes possibilidades dentro do estúdio.

(continua após imagem)

AMESLARI apresenta "Absence" e "A Billion Different Ways To Find You"
Foto: Rafael Vilas Boas

A sonoridade dos anos 1980 é muito particular, é o tipo de coisa que você ouve e instantaneamente sabe que é daquela década, ou que parece daquela década. Eu sinto que foi um período de melodias, harmonias, arranjos e sonoridades muito incríveis, além de muita experimentação e criatividade, já que foram surgindo muitos teclados, baterias eletrônicas, sequenciadores, programações, técnicas e equipamentos novos nos estúdios. E eu acho que isso nessa época levou a coisas maravilhosas, como A-HA, Tears For Fears e tantos outros artistas.”

Essa influência aparece tanto na sonoridade quanto na formação musical do artista. Entre os nomes que ajudaram a moldar sua visão sobre composição e produção estão Elton John, The Killers, U2, Coldplay, The Beatles e Rush.

Entre os álbuns que mais o marcaram estão Hot Fuss e Battle Born, do The Killers, além de Supermodel, do Foster The People, True, de Avicii, e discos como Roll The Bones, Power Windows e Clockwork Angels, do Rush. 

Experiência, maturidade e novas músicas 

Desde o lançamento de City Stories, em 2019, AMESLARI acredita que sua relação com a música mudou na mesma medida em que mudou sua relação com a vida. Os últimos anos trouxeram novas experiências, desafios e perspectivas, algo que inevitavelmente passou a aparecer também em suas composições.

O AMESLARI de hoje já viveu muito mais experiências, conheceu mais pessoas, viveu altos e baixos e muitos sentimentos diferentes, além de uma pandemia. Hoje me sinto muito mais maduro e enxergo o mundo com outros olhos.”

A busca por honestidade emocional continua sendo o ponto de partida de seu processo criativo. Antes de transformar uma ideia em melodia, ele procura entender exatamente o que está sentindo.

(continua após imagem)

AMESLARI apresenta "Absence" e "A Billion Different Ways To Find You"
Foto: Rafael Vilas Boas

A primeira coisa que eu penso é sempre ‘o que eu estou sentindo?’. Quando eu chego na conclusão ‘ah, este sentimento é X, Y e Z’, então eu escrevo X, Y e Z da forma mais verdadeira possível mas que faça sentido enquanto música. Eu componho pra expressar o meu próprio sentimento, pra contar minha experiência e minha história, pra expressar uma opinião ou algo assim.”

É justamente dessa forma que nasceram “Absence” e “A Billion Different Ways To Find You“. Embora sigam caminhos sonoros diferentes, as duas músicas compartilham uma mesma origem. “As duas foram escritas pra alguém por quem eu tava apaixonado na época e as duas foram muito influenciadas pela sonoridade dos anos 80, ainda que de formas diferentes”, revela.

Duas facetas de um mesmo momento

O contraste entre os singles reflete também a variedade de referências que acompanham o artista. Acostumado a ouvir estilos bastante diferentes entre si, AMESLARI vê as duas músicas como formas distintas de expressar emoções semelhantes.

Como eu ouço muita coisa diferente, de Beatles a Paulinho da Viola, de Lady Gaga a Nightwish, eu gosto de compor muita coisa diferente, ou ao menos tentar. Essas duas músicas são lados diferentes da minha forma de expressar emoções.”

O lançamento simultâneo aconteceu porque as duas faixas nasceram praticamente juntas. Mais do que apresentar canções inéditas, elas registram um período específico de sua vida e ajudam a mostrar o momento criativo que atravessa atualmente.

Ouça “A Billion Different Ways To Find You”:

(continua após o player)

Ouça “Absence”:

(continua após o player)

Essas duas músicas foram gravadas ao mesmo tempo e retratam um momento da minha vida. Foram escritas ambas no começo de 2025, com um mês ou dois de diferença de uma pra outra. Eu tô sempre escrevendo, que sejam fragmentos ou faíscas de ideias, mas sempre vem alguma coisa. Meu momento hoje é de tentar experimentar com sons e vibes diferentes, mas sempre sendo verdadeiro com quem eu sou.”

Reconhecimento e o próximo capítulo

Enquanto segue expandindo sua audiência, AMESLARI também passou a receber reconhecimento de nomes importantes da música brasileira. Um dos casos mais emblemáticos veio após o lançamento de seu segundo disco de estúdio.

Ao comentar The Void (2024), Clemente Nascimento (Inocentes, Plebe Rude) afirmou que AMESLARI “merece ser ouvido por muita gente” e destacou a sinceridade das composições, a qualidade da produção e a força das canções presentes no álbum. 

O elogio funciona como mais um capítulo de uma trajetória construída de forma gradual e independente. Ainda assim, o músico acredita que o principal desafio continua sendo fazer sua música chegar a novos ouvintes.

“Chegar às pessoas, no sentido de que as pessoas tenham conhecimento do meu trabalho e de quem eu sou e de fato possam ouvir minha música e se apaixonar por ela. Essa é a parte mais complicada, penso eu”, declara.

AMESLARI apresenta "Absence" e "A Billion Different Ways To Find You"
Foto: HIS Fotografia

Se os novos singles representam um retrato do presente, o futuro permanece em aberto. Embora não confirme um novo álbum ou EP, AMESLARI deixa claro que continua acumulando ideias e planejando os próximos passos.

“Há ideias, sonhos, experimentos, vontades. Tenho muitas coisas na cabeça, sempre, várias delas eu sinto que caberiam num álbum. Tudo o que posso dizer por agora é: aguarde e confie”, conta.

O sonhador segue em frente

A resposta parece dialogar com a própria origem do projeto. Afinal, anos depois de escolher uma palavra que significa “sonhador” para definir sua identidade artística, o músico continua acumulando planos, ideias e novas possibilidades para o futuro.

E, ao imaginar o que o jovem que criou o projeto pensaria sobre tudo o que aconteceu desde então, a conclusão é simples:

Ele teria orgulho, com certeza, de saber onde chegou, dos shows que já fez, do tanto de gente que já ouviu o som dele e das músicas que lançou depois daquela época. Ele ia dar um sorriso e pensar ‘que possa seguir daí pra melhor’!”

Entre referências dos anos 1980, histórias de amor transformadas em música e novos caminhos criativos sendo desenhados, AMESLARI segue fazendo jus ao nome que escolheu para si. Afinal, o sonhador que deu origem ao projeto continua exatamente ali, movido pela mesma curiosidade e pela mesma vontade de transformar experiências em canções.

O post AMESLARI une histórias pessoais e influências dos anos 80 em seus novos singles apareceu primeiro em TMDQA!.

Angélica Albuquerque

AMESLARI une histórias pessoais e influências dos anos 80 em seus novos singles


Translate »