Anitta injustiçada? Descubra o perfil de votação que dita os rumos do Grammy Latino
Quando Anitta lançou o álbum “EQUILIBRIVM”, o mais diferente e ousado de sua carreira até hoje, seus fãs imediatamente acharam que era um “álbum para o Grammy Latino”. Em entrevistas, ela negou. Disse que não faz música pensando nisso. Apesar de colecionar indicações ao Grammy e ao Grammy Latino, ela nunca ganhou nenhum gramafone, como é o chamado o troféu das premiações. É uma injustiçada?
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(Foto: Mar+Vin)
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Goste você ou não do trabalho da cantora, ela levou a arte brasileira para mais longe do qualquer outro artista de sua geração. Anitta chegou a ter a música mais ouvida do mundo no Spotify por três dias seguidos com “Envolver”. Mas os Grammys nunca vieram.
“O Grammy Latino nem sempre premia o artista mais popular. Muitas vezes, a Academia valoriza o contexto artístico, composição, produção, narrativa do álbum e percepção de relevância cultural dentro da comunidade votante. No caso da Anitta, o enorme sucesso comercial não necessariamente se traduziu em convergência com o perfil de votação da Academia em determinados anos”, o produtor Emil Shayeb, membro votante da Academia do Grammy e do Grammy Latino, analisa para o POPline.
O produtor Lucs Romero, vencedor de um Grammy Latino por um álbum com Luedji Luna, acredita que o Brasil vive um momento efervescente, com muito trabalho de qualidade, e não ser premiado ou indicado não significa inferioridade. Mas a disputa está acirrada. “Essa, inclusive, é uma questão que assombra muitos artistas e que não acho que deveria servir de termômetro. Acho pouco saudável pra quem faz música ter o prêmio como um selo de validação da sua arte”, ele diz ao POPline. Neste ano, especificamente, a concorrência por indicações está alta.
Anitta é vítima de preconceito entre brasileiros na Academia do Grammy Latino?

(Foto: Mar+Vin)
Anitta coleciona dez indicações ao Grammy Latino, mas apenas duas em categorias de língua portuguesa – uma com “Zen” e outra com “Joga Pra Lua”. Ou seja, ela é mais reconhecida internacionalmente do que por seus pares nacionais. Quem vota na premiação são os profissionais da indústria. A possibilidade de preconceito interno não pode ser ignorada. Mas ninguém vai admitir publicamente.
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“É difícil afirmar objetivamente que exista preconceito. Também pode haver uma questão de linguagem artística, posicionamento de mercado e do tipo de projeto que costuma ser mais valorizado pelos votantes brasileiros“, fala Emil Shayeb. O produtor Felipe Vassão, vencedor de um Grammy Latino por um álbum do Jota.pê, concorda: “Não vejo como preconceito, mas sim como reflexo de uma escolha estratégica de carreira. Se a maior parte das indicações dela está nas categorias gerais, é porque o trabalho dela foi desenhado para competir globalmente com o mercado hispânico e internacional”.
As chances do “EQUILIBRIVM”
Todos concordam que “EQUILIBRIVM” é um forte candidato para o Grammy Latino 2026. O jornalista musical Pietro Reis ressalta a coesão, a produção e as participações da obra. “Acho que ele pode aparecer em melhor álbum de pop contemporâneo em língua portuguesa e tem chance em melhor álbum de música popular brasileira“, sinaliza.
Felipe Vassão concorda sobre a categoria de pop contemporâneo e aponta ainda possibilidades em melhor interpretação de música urbana e melhor álbum de engenharia de gravação. “Tudo depende de inscreverem na categoria certa”, observa. Para ele, o álbum dificilmente o álbum ficará sem pelo menos uma indicação.
Foto: Caia
Lucs Romero aposta em indicações para melhor álbum de música urbana e melhor interpretação urbana, com “CHOKA CHOKA”, feat. com Shakira. Emil Shayeb concorda sobre a categoria de música urbana. “E possivelmente entra também em gravação do ano ou colaboração do ano, dependendo dos singles escolhidos e do desempenho ao longo do ciclo”, conclui.
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Leonardo Torres
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